JOAO JOSE BATISTA TUBINO

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Nome: TUBINO, João José Batista
Nome Completo: JOAO JOSE BATISTA TUBINO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TUBINO, JOÃO JOSÉ BATISTA

TUBINO, João José Batista

*militar; interv. AL 1966.

 

João José Batista Tubino nasceu no Rio Grande do Sul no dia 24 de junho de 1905, filho de Ostalric Tubino. Em sua família destacou-se João Ascânio Tubino, constituinte em 1934 e deputado federal pelo Rio Grande do Sul de 1935 a 1937.

Sentou praça em abril de 1924 ao ingressar na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, sendo declarado aspirante-a-oficial da arma de cavalaria em janeiro de 1927. Ainda nesse mês concluiu o curso da Escola Militar, passando a servir em fevereiro seguinte no 7º Regimento de Cavalaria Independente (7º RCI), sediado em Santana do Livramento (RS). Nessa unidade atuou como diretor da Escola Regimental e comandante de esquadrão e pelotão.

Promovido a segundo-tenente em julho de 1927, foi transferido para o 8º RCI, com sede em Uruguaiana (RS), em fevereiro do ano seguinte, sendo promovido a primeiro-tenente em julho de 1929. Durante a Revolução de 1930 participou do deslocamento de sua unidade para a capital federal, manobra que ajudou a garantir o sucesso do movimento e a posse de Getúlio Vargas como chefe do Governo Provisório em 3 de novembro do mesmo ano.

De volta ao Rio Grande do Sul, ainda em novembro tornou-se subcomandante interino do 8º RCI, transferindo-se em novembro de 1931 para a Coudelaria Nacional de Saican, cujo contingente comandou até maio de 1932. Em julho desse ano, com a eclosão da Revolução Constitucionalista em São Paulo, foi novamente deslocado para o Rio de Janeiro a fim de servir como adido sem comissão à Diretoria de Remonta. Foi transferido em setembro para o Depósito de Remonta Móvel de Minas Gerais, onde permaneceu até o mês seguinte. Com a derrota da revolução paulista em outubro, retornou à Coudelaria Nacional de Saican, exercendo entre outras funções as de comandante do contingente e de diretor interino.

Em abril de 1934 passou a servir na 8ª Circunscrição de Recrutamento da 4ª Região Militar (4ª RM), em Juiz de Fora (MG), como chefe de seção e chefe interino, sendo promovido a capitão em outubro seguinte. Em janeiro de 1935 transferiu-se para o 9º RCI, em São Gabriel (RS), tendo ainda exercido, de outubro desse ano a janeiro de 1937, as funções de juiz do conselho permanente da 2ª e da 3ª RMs, respectivamente sediadas em São Paulo e Porto Alegre.

De fevereiro a agosto deste último ano serviu no 1º Destacamento de Cavalaria da 2ª Brigada de Cavalaria do 4º RCI, com sede em Santo Ângelo (RS). Transferido para a capital gaúcha, exerceu por dois meses a chefia da seção da 6ª Circunscrição de Recrutamento, passando a atuar a partir de outubro de 1937 no estado-maior da 3ª Divisão de Infantaria (3ª DI) da 3ª RM.

De volta ao Rio de Janeiro em janeiro de 1939, matriculou-se no curso de cavalaria da Escola de Armas. Concluindo-o em novembro seguinte, regressou a Santo Ângelo, lá permanecendo até outubro de 1940. Retornou ao Rio de Janeiro em dezembro desse ano, reincorporando-se à Escola de Armas, dessa vez na qualidade de instrutor do curso de cavalaria. Matriculou-se no curso da Escola de Estado-Maior (EEM) em fevereiro de 1942 e foi promovido a major em abril de 1943. Deixou a EEM em março do ano seguinte, quando iniciou um estágio de dois meses no Estado-Maior do Exército (EME).

Em junho de 1944 ingressou no quartel-general da 3ª RM, e aí chefiou os 3º e 4º estados-maiores regionais até maio do ano seguinte, retornando então outra vez ao Rio de Janeiro para integrar o EME. De janeiro a junho de 1946 viajou aos Estados Unidos, onde estagiou junto ao Exército norte-americano. Voltou a esse país em viagem de estudos em dezembro do ano seguinte, sendo promovido a tenente-coronel em junho de 1948. Em outubro de 1949 deixou o EME e ingressou na Secretaria Geral do Ministério da Guerra, tornando-se oficial-de-gabinete do ministro Canrobert Pereira da Costa (1946-1951).

Nomeado em outubro de 1950 chefe da Missão Militar Brasileira de Instrução enviada ao Paraguai, para lá viajou em janeiro do ano seguinte, alcançando o posto de coronel em janeiro de 1953. De volta ao Brasil em junho do mesmo ano, assumiu o comando da 4ª Divisão de Cavalaria, sediada em Campo Grande, então no estado de Mato Grosso e atual capital de Mato Grosso do Sul, tendo aí exercido interinamente, em outubro de 1953, o comando da 9ª RM. A partir desse mês respondeu ainda pelo comando da guarnição de Campo Grande e, de outubro a novembro do ano seguinte, atuou como adido ao Núcleo da Divisão Blindada do Ministério da Guerra, exercendo posteriormente o comando do Regimento de Reconhecimento Mecanizado do Núcleo da Divisão Blindada da Zona Militar Leste, atual I Exército.

Deixou o comando desse regimento em novembro de 1955 para servir como adido à Diretoria Geral de Pessoal do Exército, sendo transferido no mês seguinte para Maceió, onde se tornou chefe da 20ª Circunscrição de Recrutamento da 7ª RM, sediada em Recife. Em março de 1957 foi removido para a sede do IV Exército, ainda na capital pernambucana, cujo estado-maior chefiou. Novamente no Rio de Janeiro, passou a chefiar a 4ª Divisão do Departamento de Provisão Geral em dezembro de 1957, sendo designado em junho do ano seguinte para representar o EME na organização do curso de informações da Escola Superior de Guerra (ESG). Chefiou a divisão executiva desse curso — que freqüentou de março a dezembro de 1959 — e a divisão de assuntos militares.

Em outubro do ano seguinte integrou a comitiva do grupo permanente da ESG que realizou viagem de estudos aos Estados Unidos. Nomeado em março de 1961 chefe da 3ª seção do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), exerceu essa função até abril de 1963, quando foi reformado e passou para a reserva na patente de general-de-divisão.

Em janeiro de 1966 foi nomeado interventor federal em Alagoas pelo presidente da República, Humberto Castelo Branco (1964-1967), em virtude da crise ocorrida no estado após o pleito de outubro de 1965. Em Alagoas concorreram três candidatos ao governo — Rui Palmeira, Sebastião Marinho Muniz Falcão e Arnon de Melo —, sem que nenhum deles alcançasse a maioria absoluta, como determinava a Emenda Constitucional nº 13, de abril de 1966. Exerceu a interventoria até setembro do mesmo ano, quando foi substituído por Antônio Lamenha Filho, governador eleito pela Assembléia Legislativa alagoana.

Durante esse período foi membro do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPÊS), organização de empresários do Rio de Janeiro e de São Paulo fundada em 1962 e que desenvolveu intensa propaganda anticomunista através de cursos, seminários e artigos publicados em jornais e revistas, tendo participação destacada no movimento político-militar que derrubou o presidente João Goulart em 31 de março de 1964.

Foi vice-presidente da Petrominas em 1972.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 11 de maio de 1982.

Foi casado com Nice Xavier de Sousa.

 

 

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; BLUME, N. Pressure; Jornal do Brasil (15 e 29/1/66); MIN. GUERRA. Almanaque (1958); Rev. Arq. Públ. AL; SOARES, E. Instituições.

 

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