JOAO TABAJARA DE OLIVEIRA

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Nome: TABAJARA, João
Nome Completo: JOAO TABAJARA DE OLIVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TABAJARA, JOÃO

TABAJARA, João

*diplomata; emb. Bras. Bolívia 1983-1987.

João Tabajara de Oliveira nasceu em São Paulo no dia 24 de fevereiro de 1933, filho de Nélson Tabajara de Oliveira e de Heraida Tabajara de Oliveira. Seu pai, também diplomata, foi embaixador no Haiti de 1962 a 1964.

Ingressou no curso de preparação à carreira de diplomata do Instituto Rio Branco em 1954, sendo nomeado cônsul de terceira classe em dezembro de 1955. Removido para o Líbano em 1958, serviu como terceiro-secretário na embaixada em Beirute até 1960, quando foi removido para o consulado geral do Brasil no Porto (Portugal). Segundo-secretário em 1961, continuou a servir no Porto como vice-cônsul (1960-1961) e cônsul-adjunto (1961-1962). No consulado geral em Nova Iorque, serviu como cônsul-adjunto (1962-1964) e encarregado (1964) e, nessas funções, participou da XVIII Assembléia Geral da ONU (1963), sendo removido em 1964 para a embaixada do Brasil em Bucareste (Romênia), onde serviu como segundo-secretário até 1966. Exerceu as funções de encarregado de negócios em 1964 e 1966 e neste último ano foi promovido a primeiro-secretário por merecimento.

De volta à Secretaria de Estado, que funcionava no palácio Itamarati do Rio de Janeiro, foi assistente do chefe da Divisão da América Setentrional (1966-1967) e, entre 1967 e 1969, foi posto à disposição do governo do estado de São Paulo para exercer a função de chefe do cerimonial do governador Roberto Costa de Abreu Sodré. De volta ao Rio de Janeiro, foi chefe interino da Divisão de Difusão Cultural do Ministério das Relações Exteriores até ser removido para o Marrocos (1970), onde serviu como primeiro-secretário na embaixada em Rabat até 1972 e ocupou o cargo de encarregado de negócios entre 1970 e 1972. Transferido para o Paraguai em 1972, serviu como primeiro-secretário na embaixada em Assunção (1972-1973), foi chefe do setor comercial de 1972 a 1975 e ocupou o cargo de encarregado de negócios em 1973, ano em que foi promovido, por merecimento, a conselheiro. Nesse cargo serviu na embaixada no México de 1975 a 1979 e foi promovido a ministro de segunda classe, por merecimento, em 1977.

Na volta à Secretaria de Estado, já instalada no palácio Itamarati de Brasília, chefiou a Divisão de Organismos Internacionais Especializados (1978) e nessa função participou de reuniões da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Montevidéu (1978), e da Organização Meteorológica Mundial, em Brasília (1978). Entre 1979 e 1982, foi subchefe de gabinete do vice-presidente da República, Aureliano Chaves.

Promovido a ministro de primeira classe, por merecimento, em 1981, em janeiro de 1983 foi nomeado embaixador na Bolívia, em substituição a Afonso Arinos de Melo Franco Filho. Serviu em La Paz até fevereiro de 1986, sendo sucedido por Luís Orlando Carone Gélio. No ano seguinte, foi nomeado embaixador na Áustria. Em Viena foi também representante permanente do Brasil junto à Agência Internacional de Energia Atômica, à Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial e à ONU em Viena, entre outras. Cônsul-geral em Paris de 1990 a 1995, foi em 1996 nomeado embaixador na República Dominicana, onde também chefiou a delegação brasileira junto à Aliança dos Produtores de Cacau. Em 1996, ao cumprir 15 anos como ministro de primeira classe, passou para o quadro especial e retornou ao Rio de Janeiro.

Aposentou-se em fevereiro de 1997.

Casou-se com Ana Maria Fragelli Tabajara e teve três filhos, dois dos quais diplomatas.

FONTES: INF. BIOG.; MIN. REL. EXT. Anuário (1983, 1992 e 2008).

 

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