JOHN WILLS TUTHILL

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Nome: TUTHILL, John
Nome Completo: JOHN WILLS TUTHILL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TUTHILL, JOHN

TUTHILL, John

*diplomata norte-americano; emb. EUA no Brasil 1966-1969.

John Wills Tuthill nasceu em Montclais, Nova Jersey, nos Estados Unidos, no dia 10 de novembro de 1910, filho de Oliver Bailey Tuthill e de Louise Jerulmyn Wills Tuthill.

Estudou no Colégio William and Mary até 1932 e no American Institute of Bankingonde até 1934. Nesse período trabalhou no First National Bank em Paterson, Nova Jersey. Trabalhou também até 1936 no Bankers Trust Company, na cidade de Nova Iorque, onde exerceu as funções de contador e diretor de contas vinculadas. Formou-se em administração de empresas pela Universidade de Nova Iorque em 1936, ano em que se tornou consultor de investimentos no Conselho Fiduciário dessa cidade. Em 1937 passou a exercer a função de instrutor de operações bancárias e financeiras da Universidade de Northeast, da qual se tornou professor assistente dois anos depois. Em 1940 concluiu o curso de mestrado da Universidade de Harvard.

Ainda em 1940 ingressou no serviço diplomático norte-americano, sendo designado vice-cônsul em Windsor, no Canadá. Transferido no ano seguinte para a Escola de Diplomacia, foi designado em 1942 vice-cônsul em Mazatlán, no México. Ainda nesse ano foi removido para Ottawa, Canadá, como terceiro-secretário da embaixada, chegando a secretário em 1944. Ao fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) tornou-se consultor político dos Estados Unidos para assuntos germânicos junto ao Comando Supremo das Forças Expedicionárias aliadas. Regressou ao Departamento de Estado norte-americano em 1947, como diretor-adjunto da Divisão de Marinha Mercante, sendo designado no mesmo ano consultor político da delegação dos Estados Unidos à reunião de vice-ministros do exterior, realizada em Londres, para tratar da ocupação do território alemão. Desempenhou idêntica função na reunião de chanceleres realizada em Moscou para tratar do mesmo assunto. A Alemanha acabou dividida pelas duas potências vitoriosas na Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética, que a ocuparam formando os chamados setores ocidental, sob domínio dos norte-americanos, franceses e ingleses, e oriental, sob controle dos soviéticos.

Consultor da delegação norte-americana à Conferência do Danúbio, reunida em Belgrado, Iugoslávia, em 1948, tornou-se no ano seguinte vice-delegado dos Estados Unidos junto à reunião da Comissão das Nações Unidas, realizada em Batávia, atual Jacarta, na Indonésia. Ainda em 1949 tornou-se consultor econômico da embaixada dos Estados Unidos em Estocolmo, na Suécia, sendo removido para Londres em 1951, como assistente especial do embaixador para o Programa Assistencial de Defesa Mútua. Foi nomeado no ano seguinte para servir no gabinete do comissário norte-americano para assuntos econômicos em Bonn, na Alemanha Ocidental, passando em 1954 a dirigir nessa cidade a Missão de Segurança Mútua. Em 1956 foi transferido para Paris, onde assumiu a função de conselheiro econômico da embaixada no nível de ministro.

Retornou ao Departamento de Estado norte-americano em 1959, para assumir as funções de conselheiro para negócios econômicos junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e de diretor do Escritório de Assuntos Regionais Europeus. Em 1960 foi designado vice-representante dos EUA, no nível de embaixador, na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), passando no ano seguinte a representante de seu país nessa organização. Foi embaixador dos Estados Unidos junto à Comunidade Econômica Européia (CEE), à Comunidade de Energia Atômica (Euratom) e à Comunidade Européia do Carvão e do Aço.

Em 1966 substituiu Lincoln Gordon (1963-1966) na direção da embaixada norte-americana no Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro em 26 de junho. Logo que chegou, declarou pretender dedicar-se à Aliança para o Progresso, criada pelo governo dos Estados Unidos para contribuir com os programas de desenvolvimento dos governos latino-americanos. No dia 18 de agosto seguinte, durante solenidade comemorativa do quinto aniversário da Aliança para o Progresso, foram assinados entre o Brasil e os Estados Unidos quatro acordos de empréstimos, pagamento e garantia, no total de 130 bilhões de cruzeiros.

Iniciou também os preparativos para a Reunião de Cúpula Interamericana, que seria uma das últimas atividades no campo internacional do governo do presidente Humberto Castelo Branco (1964-1967). A proposta dessa reunião partira da América Latina, sendo aceita pelo presidente norte-americano Lindon Johnson. Em junho de 1966, o encarregado de negócios norte-americano no Brasil, Phillip Reine, transmitiu ao chanceler brasileiro Juraci Magalhães (1966-1967) os pontos de vista do presidente dos Estados Unidos, tendo sido a resposta brasileira transmitida ao embaixador Tuthill. Em dezembro de 1966, o ex-embaixador Lincoln Gordon, que se tornara secretário de Estado assistente, veio ao Brasil discutir os detalhes da reunião dos presidentes do continente americano. Previsto inicialmente para outubro desse ano, o encontro só foi realizado em abril de 1967, já durante o governo do general Artur da Costa e Silva (1967-1969), em São José da Costa Rica. Segundo Luís Viana Filho, Castelo Branco não obstante o desejo de que o encontro se realizasse ainda durante sua gestão, reconheceu ser vantajoso para o Brasil ser representado por um presidente há pouco empossado, ao invés de um representante já em final de mandato. À reunião estiveram presentes, além do embaixador Tuthill, Juraci Magalhães e Castelo Branco. Tuthill deixou o Brasil em 1969, sendo substituído por Charles Burke Elbrick. Ainda nesse ano foi transferido para Paris, onde se tornou diretor-geral do Instituto Atlântico.

Foi membro do Comitê Britânico-Norte-Americano, do conselho de pesquisa do Georgetown Center para Estudos Internacionais e Estratégicos e do Conselho de Relações Exteriores.

Faleceu em 1996.

Foi casado com Ema Sueders Tuthill, com quem teve dois filhos.

FONTES: CACHAPUZ, P. Cronologia; CORRESP. EMB. EUA; VIANA FILHO, L. Governo; Who’s who in America; Who’s who in America with.

 

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