JONI PAULO VARISCO

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Nome: VARISCO, Joni
Nome Completo: JONI PAULO VARISCO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VARISCO, JONI

VARISCO, Joni

 *dep. fed. PR 1991-1995.

 Joni Paulo Varisco nasceu em Cascavel (PR) no dia 26 de maio de 1955, filho de Higino Varisco e de Olga Carmela Galafossi Varisco.

Em 1970, formou-se em contabilidade no colégio Marista de Cascavel (PR). Agricultor e empresário rural no Paraná, em Goiás e Minas Gerais, Joni Varisco filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) do Paraná em 1982. No pleito de novembro de 1982 disputou uma vaga à Câmara dos Deputados, obtendo a primeira suplência.

Em outubro de 1990 foi eleito deputado federal, na legenda do PMDB. Empossado em fevereiro de 1991, foi titular da Comissão de Agricultura e Política Rural.

 Na sessão de 29 de setembro de 1992, manifestou-se favoravelmente à abertura de processo de impeachment contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo de ser cassado pelo Senado. Foi substituído no cargo pelo vice Itamar Franco, que vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

 Em 1993, Joni Varisco ganhou notoriedade na imprensa nacional ao defender que na revisão constitucional a capital Brasília fosse extinta, pois, segundo ele, os custos de sua manutenção atrasavam o desenvolvimento do país. Em sua proposta, defendia a estadualização e a municipalização das principais ações do Executivo, como a distribuição de verbas, além da aposentadoria precoce para todos os servidores públicos da capital. Nesse ano, foi terceiro-vice-presidente da Câmara dos Deputados.

Não concorreu à reeleição em 1994, deixando a Câmara ao final da legislatura, em 1º de janeiro do ano seguinte. No início de fevereiro de 1995 foi nomeado secretário especial do Emprego e Relação do Trabalho do Estado (SERT) do Paraná na gestão do novo governador eleito, Jaime Lerner. No ano seguinte foi nomeado pelo governador do estado para integrar o Conselho Estadual do Trabalho, com mandato de três anos, cargo que exerceu simultaneamente ao de secretario.

Afastou-se da secretaria em março de 1998 para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no pleito de outubro do mesmo ano, mas não foi bem-sucedido obtendo apenas uma suplência com 24.638 votos.

Após a derrota nas eleições radicou-se em Cascavel, onde exerceu o jornalismo e foi proprietário do jornal A cidade entre 1998 e 2003, e da Gráfica e Editora Cidade Ltda. no mesmo município.

Em março de 2008 a 9.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná condenou Joni Varisco a indenizar o governador Roberto Requião (PMDB) em R$ 60 mil. Varisco foi considerado culpado de ter causado danos morais ao governador, por ter concedido entrevistas acusando Requião de ter ordenado o assassinato do líder do Movimento Sem Terra, Diniz Bento da Silva, conhecido como Teixeirinha, na campanha eleitoral de 1990 para o governo do estado.

Nesse mesmo período, tornou-se assessor político do senador Álvaro Dias (PSDB) auxiliando o mesmo nas articulações às eleições para o governo do estado no pleito de outubro de 2010.

Casou-se com Dulce Cortese Varisco, com quem teve três filhos.

 FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (23/9/93); Globo (30/9/92); Perfil parlamentar/IstoÉ; TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998); http://www2.camara.gov.br/ (último acesso em 12/12/2009); http://www.tse.gov.br/ (último acesso em 12/12/2009); http://www.parana-online.com.br/ (último acesso em: 12/12/2009); http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br/ (último acesso em: 12/12/2009).

 

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