JORGE ALBERTO ANDERS

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Nome: ANDERS, Jorge
Nome Completo: JORGE ALBERTO ANDERS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ANDERS, Jorge

*dep. fed. ES 1995-1996.

 

Jorge Alberto Anders nasceu em Vila Velha (ES) no dia 19 de março de 1955, filho de Gottfrio Alberto Anders e de Ormi Simões Anders.

De 1971 a 1972 foi funcionário da prefeitura de Vila Velha, trabalhando nesse último ano no setor de planejamento da Fundação Educacional. Em 1974, ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e tornou-se membro do diretório regional do MDB Jovem do Espírito Santo, até o ano seguinte. Em 1978, iniciou o curso de medicina na Escola de Medicina do Espírito Santo, que concluiria em 1983. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a posterior reorganização partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), participando do diretório municipal da agremiação em Vila Velha.

Em novembro de 1986, elegeu-se deputado estadual constituinte, assumindo o mandato em fevereiro de 1987. Na Assembléia Legislativa, presidiu a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou as irregularidades cometidas no Instituto de Reabilitação Social, foi membro titular da Comissão de Saúde em 1987 e 1988, e suplente da Comissão de Justiça no mesmo período. Em 1988, presidiu a CPI sobre a construção e a instalação do Hospital Dório Silva. Ainda nesse ano desligou-se do PMDB, ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e disputou com êxito, em novembro, a prefeitura de Vila Velha. Tomou posse em janeiro de 1989 e exerceu o mandato de prefeito até dezembro de 1992.

Em outubro de 1994, concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados na legenda do PSDB. Tendo como base eleitoral o município de Vila Velha, elegeu-se com 48 mil votos, a votação mais expressiva do partido e a terceira do estado. Iniciou o mandato em fevereiro de 1995, vindo a integrar as comissões de Orçamento e de Viação e Transportes. Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, votou a favor da abolição do monopólio estatal na distribuição de gás canalizado, da revisão do conceito de empresa nacional, da extinção do monopólio estatal das telecomunicações, da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado como Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo desvincular 20% da arrecadação de impostos sem que essas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação, da abertura da navegação de cabotagem à concorrência estrangeira e do término do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo.

Candidato à prefeitura de Vila Velha na legenda do PSDB, em março de 1996 foi responsabilizado pelo governo federal, juntamente com outros parlamentares do partido, por ter votado contra a reforma da Previdência Social, rejeitada em primeira votação na Câmara. Ainda assim, confirmou sua candidatura e foi eleito em outubro. Deixando no final de dezembro a Câmara dos Deputados, onde sua vaga foi ocupada pelo suplente Marcus Vicente, tomou posse em 1º de janeiro de 1997. Tentou reeleger-se prefeito de Vila Velha na eleição seguinte, em 2000, sempre na legenda do PSDB, mas dessa vez não teve sucesso, sendo derrotado por Max Mauro, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Candidato a vereador por Vila Velha em 2008, na legenda do Partido Social Liberal (PSL), teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER) local, em função da rejeição de suas contas como prefeito pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Obteve liminar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) poucos dias antes do pleito, mas não se elegeu.

 

FONTES: Folha de S.Paulo (14/1/96); Globo (10/3/96); Portal do Governo do Estado do Espírito Santo. Disponível em : <http://www.es.gov.br/noticia.asp?edicao=&id=2632&editoria=politica>. Acesso em : 17 jul. 2009; Portal do TSE. Disponível em : <http://www.tse.gov.br>. Acesso em : 17 jul. 2009.

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