JORGE FURTADO LEITE

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Nome: LEITE, Furtado
Nome Completo: JORGE FURTADO LEITE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LEITE, FURTADO

LEITE, Furtado

*dep. fed. CE 1959-1991; const. 1987-1988.

 

Jorge Furtado Leite nasceu em Santana do Cariri (CE) no dia 12 de dezembro de 1914, filho de Valdivino Antônio do Nascimento Leite e de Ana Furtado Leite.

Realizou curso de contabilidade na Escola Francisco d’Áurea, em Fortaleza. Industrial e comerciante de prestígio na capital cearense, foi diretor-presidente da empresa Norte-Sul Indústria e Comércio e da Rádio Verdes Mares.

Iniciou sua vida política ao se eleger em 1958 deputado federal pelo Ceará na legenda da Coligação Democrática, formada pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Social Progressista (PSP), o Partido de Representação Popular (PRP), o Partido Republicano (PR) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Iniciou o mandato em fevereiro de 1959 e se reelegeu em 1962, dessa vez na legenda da União pelo Ceará, coligação entre a UDN e o Partido Social Democrático (PSD).

Em conseqüência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e da posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação política de apoio ao regime militar instaurado no Brasil em março de 1964, em cuja legenda voltou a se reeleger em 1966. Nessa legislatura integrou as comissões de Economia, de Agricultura e Política Rural e de Orçamento da Câmara dos Deputados, participando ainda, em 1968, do Congresso Mundial de Saúde, reunido em Teerã, no Irã. A partir de outubro de 1969, tornou-se relator das contas do presidente Emílio Garrastazu Médici.

No pleito de novembro de 1970, reelegeu-se mais uma vez, sempre na legenda da Arena, tornando a atuar no ano seguinte na Comissão de Orçamento e participando como suplente das comissões de Finanças e do Polígono das Secas da Câmara dos Deputados. Em 1974 representou essa casa no Congresso Mundial de Saúde, reunido em Washington. Com o início do governo de Ernesto Geisel em março de 1974, manteve o cargo de relator das contas do presidente da República. Reelegeu-se novamente em novembro desse ano, assumindo a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito do Lago Amazônico e a vice-presidência da Comissão Especial Luso-Brasileira. Foi ainda presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, vice-presidente da Comissão de Redação e membro da Comissão Mista de Orçamento.

Em novembro de 1978 reelegeu-se na mesma legenda, filiando-se em 1980 ao Partido Democrático Social (PDS), criado com a extinção do bipartidarismo em novembro do ano anterior e a conseqüente reformulação partidária. Presidiu mais uma vez a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e participou das comissões de Redação e de Trabalho e Legislação Social. Em 1981 tornou-se primeiro-secretário da mesa da Câmara e, em novembro de 1982, foi reeleito. Ao longo dessa legislatura, transferiu-se para o Partido da Frente Liberal (PFL). Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Bancário em 1985, nesse mesmo ano passou a integrar, como titular, essa mesma CPI e, no ano seguinte, participou e presidiu a Comissão de Segurança Nacional.

Reelegeu-se em outubro de 1986. Titular da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, foi suplente da Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições e da Comissão de Sistematização.

Nas principais votações da Constituinte, manifestou-se contra a limitação do direito de propriedade privada, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, a soberania popular, o voto aos 16 anos, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, o limite de 12% ao ano para os juros reais, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a desapropriação da propriedade produtiva. Manifestou-se favoravelmente ao aborto, à proteção ao emprego contra despedida sem justa causa, à pluralidade sindical, ao presidencialismo, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, à anistia aos micro e pequenos empresários e a legalização do jogo do bicho. Ausentou-se das votações relativas ao rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, à pena de morte e ao mandado de segurança coletivo.

Após a promulgação da Constituição no dia 5 de outubro de 1988, continuou exercendo seu mandato ordinário na Câmara dos Deputados, onde permaneceu até janeiro de 1991, ao final da legislatura. Não concorrera à reeleição em outubro do ano anterior.

Faleceu em Fortaleza, no dia 20 de abril de 1991.

Foi casado com Filomena Tavares Furtado e, em segundas núpcias, com Clizelides Saraiva Cruz, com quem teve duas filhas.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967, 1967-1971, 1971-1975 e 1975-1979); CÂM. DEP. Relação dos deputados; COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; GIRÃO, R. Ceará; INF. FAM.; NÉRI, S. 16; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 6, 8 e 9).

 

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