JORGE TADEU MUDALEN

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Nome: MUDALEN, Jorge
Nome Completo: JORGE TADEU MUDALEN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MUDALEN, JORGE

MUDALEN, Jorge

*dep. fed. SP 1991-2003, 2007-2009.

 

                Jorge Tadeu Mudalen nasceu em Guarulhos (SP) no dia 3 de janeiro de 1955, filho de Elias Mudalen e de Farida Mudalen.

                Entrou para a faculdade de engenharia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas (SP), em 1974, formando-se quatro anos depois.

                Filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em 1980 e, em 1983, foi nomeado secretário municipal de Obras, Serviços Públicos e Transportes de Guarulhos (SP), cargo no qual se manteve por dois anos. Na sua gestão, construiu-se o maior hospital da cidade. Em 1985, assumiu a Superintendência do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Paulo.

                Em novembro de 1986 concorreu a deputado estadual constituinte pelo PMDB. Elegeu-se e tomou posse em fevereiro de 1987. Representou a Assembléia Legislativa na missão brasileira que a convite do governo da China visitou aquele país.

                Em 1988, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, no governo de Orestes Quércia (1987-1991).

                Em outubro de 1990, elegeu-se deputado federal. Empossado em fevereiro do ano seguinte, coordenou a bancada paulista do partido.

                Em 1992, incorporou-se à delegação do Brasil à XLVII sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas. Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias. Afastado da presidência, logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992 – pouco antes da conclusão do processo pelo Senado –, e o seu vice, Itamar Franco, assumiu a presidência efetivamente, posto que  já vinha exercendo – de forma interina –, desde o dia 2 de outubro.

                Nas principais matérias constitucionais propostas à Câmara dos Deputados entre 1991 e 1995, Mudalen votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) – fonte complementar de recursos para a saúde –, e da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiu ao governo gastar 20% da arrecadação vinculada aos setores de saúde e de educação. Votou contra o fim do voto obrigatório.

                Reelegeu-se no pleito de outubro de 1994 – graças aos votos obtidos na sua base eleitoral, no município de Guarulhos –, e tomou posse em fevereiro de 1995. Em agosto, filiou-se ao recém-criado Partido Progressista Brasileiro (PPB) – fusão do Partido Progressista Reformador (PPR) com o Partido Progressista (PP). Ainda em 1994, acusaram-no de receber recursos para a campanha eleitoral, da firma de engenharia Odebrecht. A mesa da Câmara o absolveu da acusação depois que o político confirmou que a empreiteira OAS – e não a Odebrecht –, doou recursos para a campanha.

                Nesta legislatura, foi relator da emenda que ele próprio havia proposto, afinal aprovada no Congresso Nacional, e que extinguiu o monopólio dos estados na distribuição do gás canalizado. Durante a tramitação, e até dois dias antes da votação final, a emenda sofreu alterações, a fim de que se afastassem as suspeitas de que houve, no projeto, favorecimento a duas empreiteiras que já atuavam no setor: a OAS e a BR Distribuidora (subsidiária da Petrobras).

                Votou a favor de todas as propostas apresentadas ao Congresso pelo governo Fernando Henrique Cardoso, apoiando a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras; a eliminação do estatuto especial da empresa nacional; o fim do monopólio estatal nos setores de telecomunicações e exploração de petróleo; a prorrogação por 18 meses do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), antigo Fundo Social de Emergência (FSE).

                Em 1996, ele trocou, sem sucesso, o PMDB pelo PPB em função da disputa pela Prefeitura de Guarulhos

                Nos meses de janeiro e fevereiro de 1997, ausentou-se da votação da emenda para reeleição do presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro votou a favor da quebra da estabilidade do servidor público, um dos itens da reforma administrativa.

                No pleito de outubro de 1998, reelegeu-se na legenda do PPB. No mês seguinte, votou contra o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e o estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição, para o setor privado, itens que definiram a reforma da Previdência. Logo após a sua posse, em fevereiro de 1999, retornou ao PMDB, dada a “perda de força do partido em São Paulo”, evidenciada pela derrota de Paulo Maluf, candidato ao governo do estado, e ao fato de “ter mantido um lastro forte no PMDB”.

                Nas eleições de 2002 tentou a reeleição na legenda do PMDB, obteve 127.977 votos que lhe asseguraram uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 2003, ao final da legislatura.

Em 2006, concorreu a deputado federal por São Paulo na legenda do PFL, sendo eleito com 165.699 votos. Empossado em fevereiro de 2007, em novembro apresentou parecer pela rejeição do projeto de lei 1135/91, que legalizava o aborto em qualquer circunstância. Com a refundação do PFL em Democratas (DEM) filiou-se a esse partido. Em 2008, tornou-se vice-líder DEM. Em abril de 2009, licenciou-se do mandato de deputado federal, para assumir o cargo secretário Especial de Articulação Metropolitana da Prefeitura de São Paulo, na gestão de Gilberto Kassab.

                Casou-se com Sandra Regina Carbone Mudalen, com quem teve três filhos.

Harriete Tedeschini

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (10/11/95, 8/10/98); Folha de S. Paulo (18/9/94, 31/1 e 13/5/95, 14/1/96, 8/5, 29/9 e 6/11/98, 3/2/99); Jornal do Brasil (20/4, 17/5 e 12/11/95); Perfil parlamentar/IstoÉ; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998). Site da Câmara dos Deputados <www.camara.gov.br> Acesso em 17/10/2009; Site da Folha de São Paulo <www.folha.uol.com.br> Acesso em 17/10/2009.

 

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