JOSE ANTONIO DE VASCONCELOS COSTA

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Nome: COSTA, Vasconcelos
Nome Completo: JOSE ANTONIO DE VASCONCELOS COSTA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COSTA, Vasconcelos

COSTA, Vasconcelos

* dep. fed. MG 1947-1959.

 

José Antônio de Vasconcelos Costa nasceu em Sete Lagoas (MG) no dia 4 de janeiro de 1916, filho do fazendeiro José Antônio de Alves Costa e de Maria José de Vasconcelos Costa. Seu irmão, Emílio de Vasconcelos Costa, foi prefeito de Sete Lagoas e deputado estadual em Minas entre 1947 e 1957.

José Vasconcelos Costa estudou no Ginásio Municipal Dom Silvério, em sua cidade natal, e mais tarde ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde foi um dos criadores do Partido Acadêmico Autonomista. Ainda universitário, trabalhou como funcionário na prefeitura e na Comissão Técnica Consultiva de Belo Horizonte.

Após bacharelar-se em 1937, foi nomeado prefeito de Pouso Alto (MG) pelo governador Benedito Valadares (1933-1945). Em 1939, tornou-se advogado da Justiça Militar da Força Policial de Minas Gerais, e, em 1941, foi indicado prefeito de Pouso Alegre (MG), além de oficial-de-gabinete e assistente do ministro da Fazenda, Artur de Sousa Costa. Em 1943, assumiu a prefeitura de Uberlândia (MG) e mais tarde ocupou outros postos na administração estadual: foi diretor do Departamento das Municipalidades, do Departamento de Imprensa e Programa (DEIP) e do Departamento de Compras. Em 1946, passou a integrar o Conselho Regional de Geografia  e o Conselho Regional de Trânsito. Ainda nesse último ano, tornou-se diretor do Departamento das Municipalidades.

No pleito suplementar de janeiro de 1947, foi eleito deputado federal pelo estado de Minas pela legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo o mandato em março seguinte, chegou a ocupar a suplência da mesa da Câmara e, em janeiro de 1948, votou contra a cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas. Em outubro de 1950, foi reeleito pela legenda do PSD, mas transferiu-se para o Partido Social Progressista (PSP). Em 1951, representou o Brasil na Conferência Mundial de Documentação e Serviço Público, evento realizado em Roma, Itália. No ano seguinte, esteve presente à IX Conferência Internacional de Ciências Administrativas, em Istambul, Turquia, e, em 1953, à XLII Conferência da União Interparlamentar reunida em Bancoc, na Tailândia. Vice-líder da bancada do PSP na Câmara desde maio de 1953, foi reeleito deputado federal em outubro do ano seguinte.

Nas eleições para o governo do estado em outubro de 1955, chegou a ter seu nome lançado pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN), mas preferiu desistir da disputa em favor de José Francisco Bias Fortes, eleito governador pela legenda do PSD. No PSP, Vasconcelos Costa dirigiu o jornal do partido, Tribuna de Minas, e foi membro de sua direção regional no estado.

Em outubro de 1958, já de volta ao PSD, candidatou-se novamente a deputado federal, obtendo apenas uma suplência. Concluindo o mandato em janeiro de 1959, não chegou a ocupar uma cadeira durante a legislatura que então se iniciou. Como deputado federal, Vasconcelos Costa fora membro, entre outras, das comissões de Serviço Público Civil, Finanças, Transportes e Comunicações e de Economia, além de ter participado de várias Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).

 Em outubro de 1962, elegeu-se prefeito de Sete Lagoas, assumindo o mandato em janeiro seguinte. Licenciando-se da prefeitura em 1963, candidatou-se a senador pelo Partido Libertador (PL) no pleito de outubro do mesmo ano, mas não obteve sucesso.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional no 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Encerrando o mandato de prefeito em janeiro de 1966, em novembro seguinte e em 1970 candidatou-se a deputado federal pelo estado de Minas pela legenda da Arena, mas nas duas ocasiões só conseguiu uma suplência, não chegando a exercer o mandato.

Também em 1970, tornou-se professor da Faculdade de Direito da UFMG. Em 1975, assumiu o cargo de diretor-superintendente de Turismo do estado de Minas Gerais, função que exerceu até meados de 1978, quando aceitou convite do governador Levindo Ozanam Coelho (1978-1979) e assumiu a Secretaria de Administração do governo estadual. Permaneceu à frente do cargo até o final da gestão de Coelho em março de 1979.

Com o fim do bipartidarismo em novembro seguinte, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), legenda que aglutinou os remanescentes da Arena.

Em 1988 foi nomeado  presidente do Conselho Estadual de Política Salarial e do Conselho de Administração Pública, no governo de Newton Cardoso (1987-1991). Desde então, deixou de ocupar qualquer cargo público, retirando-se para a vida privada.

Ao longo de sua carreira profissional, foi ainda presidente da Águas Minerais de Minas Gerais S. A. (Hidrominas), fez parte do Departamento Jurídico da Companhia de Distritos Industriais de Minas e lecionou nas Faculdades de Direito de Sete Lagoas e de Teófilo Otoni (MG).

Na função de jornalista, foi redator da Revista do Parlamento e escreveu para diversos órgãos de imprensa em Minas e em outros estados.

Foi também sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e membro do Conselho Nacional de Geografia, da Sociedade Brasileira de Geografia e da Geographic Society, dos Estados Unidos da América.

Casou-se três vezes. A primeira, com Helena de Vasconcelos Costa, com quem teve três filhos; a segunda, com Gladys Catta Preta de Vasconcelos Costa; e a terceira, com Rufina Braga de Vasconcelos Costa, com quem teve dois filhos.

Publicou Trabalhos parlamentares (6 vol.), A última bandeira (romance), De 7 Lagoas aos 7 mares (sobre viagens, com prefácio de Guimarães Rosa), Bazar persa (crônicas), Na rota das velhas civilizações e Importância do direito internacional (tese).

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP.  Deputados brasileiros. Repertórios (1947-1951, 1951-1955, 1955-1959); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal; CISNEIROS, A. Parlamentares; Diário do Congresso Nacional; GALVÃO, F. Fechamento; INF. BIOG.;  Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/ 76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, 8 e 9).

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