JOSE EDILSON DE MELO TAVORA

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Nome: TÁVORA, Edílson de Melo
Nome Completo: JOSE EDILSON DE MELO TAVORA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TÁVORA, EDÍLSON DE MELO

TÁVORA, Edílson de Melo

*dep. fed. CE 1959-1975.

 

José Edílson de Melo Távora nasceu em Iguatu (CE) no dia 18 de março de 1921, filho de José da Silva Melo e de Maria Carmosa Távora Melo.

Bacharelou-se em engenharia civil pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil em 1945.

Em abril de 1955 tornou-se representante do Ceará no conselho consultivo da Companhia Hidro Elétrica de São Francisco. Em seu estado desempenhou as funções de secretário de Agricultura e de Viação e Obras Públicas e foi engenheiro-chefe de setores técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Engenheiro do quadro permanente do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), chefiou o primeiro distrito federal desse órgão e foi engenheiro-assistente da sua divisão de cooperação.

Iniciou sua carreira política elegendo-se deputado federal pelo Ceará em outubro de 1958 na legenda da Coligação Democrática, formada pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Social Progressista (PSP), o Partido de Representação Popular (PRP), o Partido Republicano (PR) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Assumiu seu mandato em fevereiro de 1959 e em outubro de 1962 foi reeleito para a Câmara Federal, dessa vez na legenda da União pelo Ceará, coligação que reunia a UDN e o Partido Social Democrático (PSD). Nessa legislatura presidiu a Comissão de Minas e Energia da Câmara.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação governista. Nessa legenda, foi mais uma vez eleito deputado federal pelo Ceará no pleito de novembro de 1966. Nessa nova legislatura manteve-se na presidência da Comissão de Minas e Energia e passou a integrar a Comissão de Transportes, Comunicação e Obras Públicas. Novamente eleito no pleito de novembro de 1970, ainda na legenda da Arena, tornou-se membro da Comissão de Minas e Energia e suplente da Comissão de Transportes, Comunicações e Obras Públicas da Câmara. Durante seu mandato presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as irregularidades na aplicação do Fundo Rodoviário Nacional e integrou as comissões parlamentares de inquérito sobre a Petrobras, o Lóide nacional e os estudos do sistema telefônico brasileiro. Foi ainda autor do requerimento que instalou a CPI encarregada de averiguar a falta de ação eficiente dos órgãos federais no Nordeste.

No pleito de novembro de 1974, sempre na legenda da Arena, candidatou-se ao Senado pelo Ceará, mas foi derrotado por Mauro Benevides, candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Deixou a Câmara dos Deputados ao final da legislatura, em janeiro do ano seguinte.

Nomeado pelo presidente José Sarney (1985-1990) para o cargo de diretor de Engenharia da Petrobras, foi ainda presidente da Petromisa, subsidiária da Petrobras, e da Companhia Nacional de Álcalis.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 12 de novembro de 1989.

Era casado com Lícia Maria Fontes Távora, com quem teve quatro filhos. Seu filho Nei Távora foi presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social de 1989 a 1990.

Publicou Conjuntura rodoviária do Amazonas e Erros de planejamento na distribuição de verbas orçamentárias da União para empreendimentos rodoviários.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967, 1967-1971 e 1971-1975); Jornal do Brasil (13/11/89); NÉRI, S. 16; Perfil (1972); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 6, 8 e 9).

 

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