JOSE HENRIQUE TURNER

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Nome: TURNER, Henrique
Nome Completo: JOSE HENRIQUE TURNER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TURNER, HENRIQUE

TURNER, Henrique

*dep. fed. SP 1959-1967, 1969-1975 e 1979-1983.

 

José Henrique Turner nasceu em Cruzeiro (SP) no dia 5 de novembro de 1917, filho de Henrique Turner Filho e de Maria Amália de Magalhães Turner.

Estudou de 1930 a 1936 na Escola Normal de Guaratinguetá (SP), atual Instituto de Educação Conselheiro Rodrigues Alves, e em 1940 concluiu o curso pré-jurídico no Liceu Pan-Americano, na cidade de São Paulo. No ano seguinte ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Em 1941, ainda estudante, tornou-se oficial-de-gabinete do diretor-geral do Ensino do estado de São Paulo. Bacharelando-se em ciências jurídicas e sociais em 1945, tornou-se, nesse mesmo ano, oficial-de-gabinete do diretor-geral da Saúde Pública do seu estado. Posteriormente estudou ciências políticas e sociais na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.

Em 1946 ingressou no serviço público estadual, através de concurso, tornando-se assistente do Departamento do Serviço Público. Consultor jurídico, chefe interino da consultoria jurídica e diretor-geral interino do mesmo departamento em 1947, foi assessor da Assessoria Técnico-Legislativa em 1948, e chefe interino da mesma assessoria em 1949. Diretor-geral das secretarias de Justiça e Negócios do Interior e da Fazenda do estado de São Paulo em 1949, durante o governo de Ademar de Barros (1947-1951), presidiu, em 1950, a Comissão de Reorganização dos Quadros das Secretarias do Estado e, em 1951, as comissões de Orientação das Promoções, Central de Orçamento e Central de Compras de São Paulo.

Secretário da presidência do Banco do Brasil de 1956 a 1958, durante a gestão de Sebastião Pais de Almeida (1956-1959), participou em 1957 do III Congresso Internacional de Crédito Agrícola, realizado em Paris.

No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal por São Paulo, na legenda da Aliança Popular Nacionalista, integrada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, participou em 1960 da reunião do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT), realizada em Genebra, na Suíça. Em março de 1961 tornou-se vice-líder do PSB na Câmara. Em outubro do ano seguinte reelegeu-se deputado federal por São Paulo, na legenda da coligação formada pelo Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Rural Trabalhista (PRT) e a União Democrática Nacional (UDN), tendo sido apoiado pela Aliança Eleitoral pela Família (Alef), associação civil de âmbito nacional criada nesse mesmo ano em substituição à Liga Eleitoral Católica, e que visava mobilizar o eleitorado católico para apoiar os candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja.

Vice-líder do PDC na Câmara a partir de maio de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao governo instaurado com o movimento político-militar de abril de 1964. Foi o primeiro vice-presidente da comissão executiva do primeiro diretório regional de seu partido em São Paulo.

Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara em 1966, participou nesse mesmo ano da delegação brasileira incumbida de examinar com o Paraguai os problemas relacionados com as fronteiras nacionais e com o aproveitamento energético de Sete Quedas, no Paraná, que resultou no Tratado de Itaipu. Atuou também como relator de importantes acordos internacionais firmados pelo Brasil, destacando-se a Convenção sobre Transporte Aéreo Internacional, o Acordo Internacional do Trigo e o Acordo Espacial.

Reeleito deputado federal em novembro de 1966, já na legenda da Arena, em fevereiro do ano seguinte, durante o governo de Roberto de Abreu Sodré (1967-1971), licenciou-se da Câmara por ter sido nomeado secretário extraordinário para os assuntos da Casa Civil do governo de São Paulo. Ocupou interina e cumulativamente as secretarias de Negócios do Interior, da Fazenda, da Justiça, da Economia e Planejamento e de Cultura, Esportes e Turismo. Com a decretação do recesso da Assembléia Legislativa paulista, em virtude da crise política gerada pela negativa de licença do Congresso Nacional para processar o deputado Márcio Moreira Alves, em janeiro de 1969 foi designado pelo governador para integrar a comissão especial incumbida de examinar e propor todas as medidas que devessem ser baixadas por decreto-lei.

Com a reabertura da Câmara em outubro de 1969, reassumiu o seu mandato. Reeleito em novembro de 1970, ainda na legenda da Arena, no ano seguinte presidiu a Comissão de Relações Exteriores e em 1972 a Comissão Mista que examinou o Estatuto dos Militares. Presidente do conselho da bancada paulista no Congresso Nacional de 1972 a 1973, integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Finanças, o grupo de trabalho para estudo da atualização do regimento interno e reforma do processo legislativo da Câmara, e foi suplente da Comissão de Orçamento.

No pleito de novembro de 1974 foi eleito quinto suplente de deputado federal por São Paulo, na legenda da Arena, e em janeiro de 1975 deixou a Câmara, ao final da legislatura. Durante o exercício de seus mandatos integrou diversas comissões parlamentares de inquérito (CPIs), entre elas a que investigou as irregularidades do Serviço Federal de Prevenção e Repressão de Infrações Contra a Fazenda Nacional, e as que examinaram a situação do sistema bancário nacional, do problema da carne congelada e da causa das deficiências do sistema telefônico. Em 1975 assumiu o cargo de diretor-presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CEAGESP), durante o governo de Paulo Egídio Martins (1975-1979), onde permaneceria até 1979.

No pleito de novembro de 1978 elegeu-se primeiro suplente de deputado federal por São Paulo, na legenda da Arena, assumindo uma cadeira na Câmara no ano seguinte. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Arena. Ainda em 1979 participou do XI Congresso Internacional de Mercados Atacadistas em São Paulo, ocasião em que foi eleito vice-presidente da Association of Wholesale Markets, com sede em Haia, na Holanda. Em 1980 integrou a Comissão de Finanças e a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Anunciou sua disposição de candidatar-se à reeleição no pleito de novembro de 1982, mas em março desse mesmo ano tornou pública sua desistência. Ainda este ano deixou a Câmara, encerrando assim sua carreira política.

Foi diretor-superintendente da Companhia Financiadora de Bens de Produção Cofibens — Crédito, Financiamento e Investimento; diretor vice-presidente da Administradora Dibens e do Banco de Investimento Cofibens; membro do conselho de administrações da Munck do Brasil — Equipamentos Industriais —, membro do conselho fiscal do Banco Intercontinental de Investimentos e membro do Conselho Agrícola do Estado de São Paulo. Pioneiro da indústria nacional de tratores, foi proprietário da Valmet do Brasil — Indústria e Comércio de Tratores.

Faleceu no dia 9 de novembro de 1994.

Era casado com Jaci de Melo Parente Turner, com quem teve três filhas.

Colaborou na Revista de Assessoria Técnico-Legislativa e na revista Administração Pública, ambas de São Paulo e publicou Tarefas — ação parlamentar (1974).

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais (1961); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967, 1967-1971, 1971-1975 e 1979-1983); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; COUTINHO, A. Brasil; Estado de S. Paulo (23/9/62); IPC. Relação de parlamentares; NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); SÃO PAULO. Quem; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; Súmulas; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 6, 8 e 9); Who’s who in Brazil; Who’s who in Brazilian.

 

 

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