JOSE JOAQUIM DIOGO

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Nome: DIOGO, José
Nome Completo: JOSE JOAQUIM DIOGO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DIOGO, JOSÉ

DIOGO, José

*dep. fed. PA 1991-1995.

José Joaquim Diogo nasceu em Belém no dia 29 de outubro de 1944, filho de José Ferreira Diogo e de Neide da Silva Diogo.

Estudou no Colégio Comercial Liceu Paraense, em sua cidade natal, onde iniciou curso de técnico em contabilidade, em 1966, formando-se dois anos depois. Comerciante e industrial, foi presidente do Sindicato da Indústria do Fumo e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará.

Filiando-se ao Partido Democrático Social (PDS), nas eleições de novembro de 1986 foi eleito deputado estadual constituinte. Empossado em fevereiro do ano seguinte, passou a integrar, como titular, a Comissão de Indústria, Comércio e Agricultura, na qual permaneceria por toda a legislatura. Após a promulgação da nova Constituição em 5 de outubro de 1988, no ano seguinte tornou-se segundo vice-presidente da mesa diretora, função que exerceria por dois anos. Na Assembléia Estadual Constituinte instalada em 1989, integrou, como membro titular, a Comissão da Ordem Econômica e Social e da Proteção da Ecologia.

No pleito de outubro de 1990, foi eleito deputado federal na legenda do PDS. Concluindo seu mandato no Legislativo estadual em janeiro de 1991, em fevereiro seguinte assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados, na qual passou a integrar, como titular, a Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e, como suplente, a Comissão de Educação, Cultura e Desporto.

As denúncias de corrupção no governo do presidente Fernando Collor (1990-1992), divulgadas pela imprensa ao longo de 1991, atingiram o clímax em maio de 1992, quando a revista Veja publicou entrevista de Pedro Col- lor, irmão do presidente, denunciando a existência de um esquema de corrupção no governo, sob o comando de Paulo César Farias, o PC, ex-tesoureiro da campanha presidencial. Essa matéria levou o Congresso a instalar, no mês seguinte, uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar tal denúncia. As conclusões dessa comissão levaram ao envolvimento do presidente e foi pedido o seu afastamento. Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, com voto favorável do deputado José Diogo, foi aprovada a admissibilidade de abertura do processo de afastamento do presidente, que seria, em seguida, encaminhado ao Senado.

No início do mês seguinte, Collor deixou o governo, no qual foi substituído, em caráter interino, pelo seu vice Itamar Franco. No dia 29 de dezembro, pouco antes da votação no Senado, o presidente afastado apresentou sua renúncia, que não foi aceita pela mesa diretora dessa casa do Congresso. Pouco depois, o plenário aprovou o impeachment de Fernando Collor, que, em conseqüência, teve os seus direitos políticos suspensos por oito anos. Com esse resultado, Itamar foi efetivado na presidência.

Em abril de 1993, com a criação do Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC), José Diogo filiou-se a essa nova agremiação. Dentre as principais votações havidas na Câmara ao longo dessa legislatura, votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que ficou conhecido como imposto do cheque, e faltou à votação do projeto que extinguia o voto obrigatório.

Não tendo concorrido à reeleição no pleito de outubro de 1994, permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro do ano seguinte, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura. Não disputou qualquer cargo eletivo nas eleições de outubro de 1998.

Teve dois filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Globo (30/9/92).

 

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