JOSE MENCK

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: MENCK, José
Nome Completo: JOSE MENCK

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MENCK, JOSÉ

MENCK, José

*dep. fed. SP 1959-1967.

 

José Menck nasceu em Paranapanema (SP) no dia 20 de maio de 1929, filho de Deolindo de Quevedo Menck e de Virgilina Plens Menck.

Iniciou o curso primário no Colégio das Irmãs Beneditinas, em sua cidade natal, transferindo-se depois para Osasco (SP), onde o concluiu. Freqüentou a seguir o Ginásio Normal de São Paulo na capital paulista, onde terminou o curso secundário. Iniciou o curso clássico no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, mas o concluiu no Colégio Maria José, em São Paulo. Bacharelou-se posteriormente em ciências contábeis e atuariais e ciências econômicas e, em 1955, em direito, diplomando-se ainda pela Escola Paulista de Agrimensura. Formou-se também em direito.

Ingressou na vida política em 1958 ao eleger-se, no pleito de outubro desse ano, deputado federal pelo estado de São Paulo na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, a partir de dezembro exerceu a vice-liderança de sua bancada na Câmara dos Deputados, integrando ainda o bloco interpartidário da Ação Democrática Parlamentar, criado no primeiro semestre de 1961 com o objetivo de combater a infiltração comunista na sociedade brasileira. Com a renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961 e as restrições feitas pelos ministros militares à posse do vice-presidente João Goulart, o Congresso Nacional formulou uma proposta conciliatória baseada na adoção do sistema parlamentarista. Adepto do parlamentarismo, em setembro de 1961 votou a favor da Emenda Constitucional nº 4, que instituiu esse sistema de governo no país, permitindo a posse de Goulart no dia 7 desse mesmo mês.

Durante essa legislatura integrou as comissões de Orçamento, de Finanças, de Saúde e do Distrito Federal da Câmara dos Deputados, tendo sido um dos autores do recurso jurídico que resultou na emancipação do município de Osasco, desmembrado da capital paulista.

Segundo o Correio Brasiliense de 11 de setembro de 1962, mostrou-se favorável à intervenção estatal na economia, corretiva e supletiva da iniciativa privada, defendendo na Câmara dos Deputados a manutenção do monopólio estatal no campo já conquistado como no setor petrolífero — e admitindo sua ampliação por imperativo da segurança nacional ou para evitar o surgimento de monopólios privados. Partidário da instituição de um banco central emissor fiscalizado pelo Congresso Nacional e da criação de um banco agroindustrial para amparar, sem fins lucrativos, a agricultura, a pecuária, o artesanato e a pequena indústria, apoiou ainda a nacionalização dos depósitos bancários em termos de reciprocidade. Quanto à reforma administrativa, era favorável à unificação das pastas militares, confiado a um civil o Ministério da Segurança Nacional e a militares as três subsecretarias de estado. Colocou-se também a favor de uma reforma agrária cooperativista, mantido o regime de propriedade privada instituído na Constituição de 1946, somente admitindo experiências coletivistas voluntárias nos bens dominiais, que deveriam ser entregues aos lavradores sem terras, com assistência do Estado. Ainda segundo a mesma fonte, revelou-se preocupado com questões referentes à educação e à assistência social, tendo sido autor do projeto que criou o salário-educação e de uma proposição que instituía o amparo à pequena indústria através de financiamento a curto e longo prazos.

No pleito de outubro de 1962 reelegeu-se deputado federal por seu estado na mesma legenda, dessa vez em coligação com o Partido Rural Trabalhista (PRT) e a União Democrática Nacional (UDN), contando ainda com o apoio da Aliança Eleitoral pela Família (Alef), associação civil de âmbito nacional que tinha o objetivo de mobilizar o eleitorado católico para apoiar os candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja. Embora partidário do parlamentarismo, Menck aceitou a antecipação do plebiscito nacional que, realizado em janeiro de 1963, restaurou o regime presidencialista no país. Ainda nessa legislatura integrou a Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, foi 4º suplente da Mesa da Câmara e defendeu a cédula única sem direito de voto nem elegibilidade para os analfabetos.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, legenda pela qual tentou a reeleição em novembro de 1966, obtendo apenas uma suplência. Concluiu o mandato em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura, não mais retornando à Câmara.

Afastando-se da carreira política, exerceu também as atividades de advogado, jornalista, professor e economista. Em janeiro de 2000, trabalhava em seu escritório de advocacia em Brasília, dedicando-se também às sua fazendas em Goiás, especializada no cultivo da soja, e em São Paulo, voltada para a criação de gado.

Casou-se com Maria Nazaré Mascarenhas Menck, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais (1960-3); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CAMPOS, Q. Fichário; COUTINHO, A. Brasil; Estado de S. Paulo (5/9/62); INF. BIOG.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 6 e 8); VASCONCELOS, E. Biografias.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados