JOSE PEIXOTO DA SILVEIRA

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Nome: SILVEIRA, Peixoto da
Nome Completo: JOSE PEIXOTO DA SILVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVEIRA, PEIXOTO DA

SILVEIRA, Peixoto da

*dep. fed. GO 1963-1967.

 

José Peixoto da Silveira nasceu em Cristais (MG) no dia 6 de maio de 1913, filho de Joaquim Fernandes da Silveira e de Joana Peixoto da Silveira.

Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais em 1938.

Transferindo-se para Goiás, passou a clinicar em Jaraguá, onde tornou-se proprietário agrícola. Prefeito desse município a partir de 1946, em janeiro do ano seguinte elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte de Goiás na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo sua cadeira ainda em 1947, cumpriu o mandato até janeiro de 1951. Neste último ano tornou-se secretário de Saúde e Assistência de Goiás, cargo que exerceu durante todo o governo de Pedro Ludovico (1951-1955). Participou da comissão de estudos de localização da nova capital a partir de 1953, e, em 1955, já no governo de José Ludovico de Almeida (1955-1959), assumiu a Secretaria da Fazenda do estado. Deixou a comissão de estudos em 1956 e voltou a ocupar o cargo de secretário de Saúde entre 1959 e 1960, na gestão do governador José Feliciano Ferreira (1959-1961). Foi ainda secretário de Educação no governo do tenente-coronel Mauro Borges Teixeira (1961-1964), entre 1961 e 1962.

Em outubro de 1962, ainda na legenda do PSD, foi eleito deputado federal por Goiás. Assumindo sua cadeira em fevereiro de 1963, tornou-se membro das comissões do Distrito Federal, de Economia e de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), candidatou-se ao governo de Goiás no pleito de outubro de 1965, sempre na legenda do PSD. Foi contudo derrotado por Otávio Laje de Siqueira, inscrito pela coligação formada pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Democrata Cristão (PDC). Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar. Cumpriu seu mandato de deputado federal até janeiro de 1967.

Faleceu em Goiânia no dia 17 de janeiro de 1987.

Era casado com Galdina Rios Peixoto da Silveira, com quem teve oito filhos. Um deles, Flávio Rios Peixoto da Silveira foi ministro do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de 1985 a 1986, durante o governo do presidente José Sarney (1985-1990).

Publicou Versos que a gente faz (1937), Perfis dos doutorandos (1938), Augusto Rios — poeta (1941), Laudos médico-legais (1942), Seleção visual dos escolares (1946), Goiás e a cafeicultura (1949), Belo Horizonte e Goiânia — exemplos para a mudança da capital (1951), Assistência médico-sanitária pelo serviço itinerante de saúde (1951), A nova capital e a discriminação de rendas (1953), Calendário de uma idéia (1955), Versos esquecidos (1955), A nova capital (1956), Pela saúde do povo (1958), Discursos de paraninfo (1958), Reforma agrária (1963), Combinado agro-urbano (1964).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967); COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (18/1/87); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 6 e 8).

 

 

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