JOSE RONALDO ARAGAO

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Nome: ARAGÃO, Ronaldo
Nome Completo: JOSE RONALDO ARAGAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ARAGÃO, RONALDO

ARAGÃO, Ronaldo

*const. 1987-1988; sen. RO 1987-1995.

 

José Ronaldo Aragão nasceu em Santa Cruz do Capiberibe (PE) no dia 18 de dezembro de 1945, filho de Rodolfo Francelino Aragão e de Teodora Florêncio Aragão.

Durante o curso secundário, iniciou-se na política estudantil como membro da antiga União dos Estudantes Secundários de Pernambuco. Em 1969, ingressou no curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), que concluiria cinco anos depois. Foi membro do diretório acadêmico da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco.

Em 1975, tornou-se médico do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) no Paraná. No ano seguinte, assumiu a direção do Hospital Santa Marta, em Novo Mundo (MS). Em 1977, tornou-se diretor do Hospital Osvaldo Cruz, no Paraná, e, em 1979, do Hospital São Luís, em Cacoal (RO).

Com a transformação de Rondônia em estado em 22 de dezembro de 1981, no pleito de novembro do ano seguinte elegeu-se deputado estadual constituinte, na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Assumindo o mandato no início de 1983, participou dos trabalhos legislativos como líder do partido na Assembléia Legislativa, segundo vice-presidente da mesa diretora e membro titular das comissões de Constituição e Justiça, de Saúde e de Educação.

No pleito de novembro de 1986, concorreu a uma vaga de senador constituinte por Rondônia, na legenda do PMDB em coligação com o Partido Social Cristão (PSC), obtendo a segunda cadeira de Rondônia no Senado. De acordo com a imprensa, foi considerado o “senador da prefeitura”, pois elegeu-se com a ajuda da máquina administrativa local e o apoio do prefeito de Porto Velho, Tomás Correia. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos legislativos como vice-líder do partido no Senado e, na Assembléia Nacional Constituinte (ANC), como membro titular da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão dos Municípios e Regiões, e da Comissão da Organização do Estado.

Nas votações mais importantes na Constituinte, votou a favor do mandado de segurança coletivo, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, da limitação dos juros em 12% ao ano, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária e da desapropriação da propriedade produtiva, e votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, a estabilidade no emprego, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o aborto, o presidencialismo, a estatização do sistema financeiro, a legalização do jogo do bicho e o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney.

Com a promulgação da nova Carta Constitucional em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários do Senado, sendo membro titular das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania, do Distrito Federal, de Assuntos Sociais, de Educação, de Relações Exteriores e de Assuntos Econômicos e suplente das comissões de Fiscalização e Controle e de Serviços de Infra-Estrutura.

Ainda em 1988, participou da reunião do comitê dos membros filiados da Organização Mundial de Turismo, realizada em Paris. No ano seguinte, a convite da Nuclebrás Engenharia S.A. (Nuclen), visitou usinas nucleares na Alemanha.

Em 29 de setembro de 1992, em clima de bastante agitação política no país, a Câmara dos Deputados aprovou o pedido de abertura de processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro desse ano, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde a votação na Câmara. Na votação realizada no Senado no dia 29 de dezembro, Ronaldo Aragão pronunciou-se a favor do impeachment.

Em outubro de 1993, foi denunciado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento pelo funcionário do Senado e ex-diretor do Departamento de Orçamento da União, José Carlos Alves dos Santos, de pertencer ao esquema de corrupção para liberação de verbas existente na Comissão Mista do Orçamento. Único senador a ter o pedido de cassação encaminhado pela CPI do Orçamento, no início de 1994 foi inocentado pelo plenário do Senado por 28 votos a favor e 19 contra, faltando apenas 13 votos para a cassação. Temendo ser responsabilizado, Aragão chegou a indicar sua esposa, Sueli Alves Aragão, para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, em outubro, na legenda do PMDB.

Ronaldo Aragão deixou o Senado em janeiro de 1995, ao final da legislatura, não tendo concorrido a cargo eletivo no pleito de outubro do ano anterior.

Faleceu em Porto Alegre no dia 15 de maio de 1995.

Do seu casamento com Sueli Alves Aragão — eleita deputada estadual de Rondônia no pleito de outubro de 1994 e reeleita em outubro de 1998, na legenda do PMDB — teve três filhos.

Marcelo Costa

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (30/11/86); Estado de S. Paulo (31/12/92); Folha de S. Paulo (22/10/93, 18/9/94); NICOLAU, J. Dados; Perfil parlamentar; SENADO. Dados biográficos AC, AP, RO, RR, TO (1997); SENADO. Senadores constituintes (1987-1991).

 

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