JOSE TOMAS NABUCO DE GOUVEIA

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Nome: NABUCO, José Tomás
Nome Completo: JOSE TOMAS NABUCO DE GOUVEIA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NABUCO, JOSÉ TOMÁS

NABUCO, José Tomás

*diplomata; dep. fed. RS 1906-1924; emb. Bras. Uruguai 1924-1926; emb. Bras. Peru 1937.

José Tomás Nabuco de Gouveia nasceu em Leopoldina (MG) no dia 11 de outubro de 1872, filho de Hilário Soares de Gouveia, médico, e de Rita Nabuco de Gouveia. Seu avô materno, José Tomás Nabuco de Araújo, estadista durante a Monarquia, exerceu diversas funções públicas, entre as quais a de ministro da Justiça (1853-1857, 1858, 1859 e 1865-1866) e a de conselheiro de Estado (1866). Seu primo Maurício Nabuco foi embaixador do Brasil em Santiago do Chile (1937-1939) e em Washington (1948-1951), e seu tio Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, político, diplomata e historiador brasileiro, foi deputado pela província de Pernambuco (1858, 1885, 1886-1889) e lutou no Parlamento pela emancipação dos escravos.

Fez os cursos preparatórios no Rio de Janeiro, então capital do Império, matriculando-se em 1890 na Faculdade de Medicina dessa cidade. Em 1893 foi residir em Paris em companhia de seu pai, que deixou o país por ter participado de tentativas de revolução contra o governo de Floriano Peixoto (1891-1894), concluindo o curso de medicina na capital francesa.

Em 1899 voltou ao Brasil e prestou exames que o habilitaram ao exercício da medicina no país. Fixando residência em Bajé (RS), passou a clinicar e a participar de atividades políticas. Realizou várias viagens à Europa e foi diretor de serviços do Hospital de Genebra, na Suíça. Em Bajé, ocupou o cargo de vice-intendente, chegando a governar o município durante algum tempo.

Em 1906, 1909 e 1912, elegeu-se pelo Rio Grande do Sul para a Câmara Federal na legenda do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), passando a integrar as comissões de Diplomacia e Tratados e de Instrução Pública. Em abril de 1912 foi aprovado em concurso para livre-docente da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e em agosto de 1914 tornou-se diretor da Maternidade do Rio de Janeiro. Em março do ano seguinte foi nomeado professor-substituto da cadeira de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ainda em 1915 reelegeu-se uma vez mais deputado federal e em julho de 1918 foi chefe da Missão Médica Brasileira durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Nesse mesmo ano voltou a se reeleger deputado federal.

Em 1923 foi ao Rio Grande do Sul, por delegação do presidente Artur Bernardes (1922-1926), tentar promover um acordo entre republicanos e federalistas, que se encontravam em luta armada desde o início do ano. A pacificação foi consumada em dezembro desse mesmo ano, através da intervenção do general Fernando Setembrino de Carvalho, quando foi assinado o Pacto de Pedras Altas.

Em novembro de 1924 José Tomás Nabuco entrou para a diplomacia como embaixador extraordinário e ministro plenipotenciário, assumindo no mês seguinte a missão brasileira em Montevidéu, substituindo Luís Guimarães Filho. Também nesse ano reelegeu-se mais uma vez deputado federal. Em 1925 negociou e assinou o Convênio de Cooperação Recíproca Brasil-Uruguai, para os casos de alteração da ordem nos territórios fronteiriços. Permaneceu em Montevidéu até junho de 1926, sendo substituído por Hélio Lobo. Foi ministro no Paraguai em outubro de 1926 e atuou como ministro plenipotenciário em Berna, na Suíça, e em Bucareste, na Romênia.

Durante a campanha eleitoral de 1929, ficou ao lado de Júlio Prestes, candidato situacionista, e contra a Aliança Liberal (1929-1930). Com a vitória dos partidários da Aliança Liberal na Revolução de 1930, foi mal recebido no Ministério das Relações Exteriores e afastou-se das atividades diplomáticas. Em agosto de 1932 foi delegado do Brasil ao IX Congresso Internacional de História da Medicina. Retornou à diplomacia em abril de 1937, quando foi nomeado pelo presidente Getúlio Vargas para substituir Alberto Jorge de Ipanema Moreira como embaixador do Brasil no Peru. Exerceu essa função até 26 de novembro do mesmo ano, sendo substituído pelo embaixador Lucílio Antônio da Cunha Bueno.

Casou-se em segundas núpcias com Clotilde Paranhos do Rio Branco, filha de José Maria da Silva Paranhos Júnior — barão do Rio Branco — que foi ministro das Relações Exteriores de 1902 a 1912.

FONTES: ABRANCHES, J. Governos; CÂM. DEP. Deputados; CONSULT. MAGALHÃES, B.; GUIMARÃES, J. Dic.; Ilustração Brasileira (10/22); MIN. REL. EXT. Anuário; PEIXOTO, A. Getúlio.

 

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