JOSE WANDERLEY DE ARAUJO PINHO

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Nome: PINHO, Wanderley
Nome Completo: JOSE WANDERLEY DE ARAUJO PINHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PINHO, WANDERLEY

PINHO, Wanderley

*dep. fed. BA 1924-1930 e 1935.

 

José Wanderley de Araújo Pinho nasceu em Santo Amaro (BA) no dia 19 de março de 1890, filho de João Ferreira de Araújo Pinho e de Maria Luísa Wanderley de Araújo Pinho. Seu pai foi presidente da província de Sergipe em 1876 e governador da Bahia de 1908 a 1911. Seu avô materno, João Maurício Wanderley, barão de Cotegipe, foi deputado de 1843 a 1856, presidente da Bahia em 1852, ministro da Marinha em 1855 e 1868, senador pela Bahia de 1856 a 1899, ministro da Fazenda em 1865, ministro dos Estrangeiros em 1869, 1875 e 1885 e vice-presidente do Conselho de Ministros de 1885 a 1888.

Realizou os estudos secundários no Ginásio Arquiepiscopal e no Colégio Florêncio, ambos em Salvador, diplomando-se em ciências jurídicas e sociais em 1910, pela Faculdade Livre de Direito da Bahia.

Exerceu a advocacia em Salvador, no Rio de Janeiro (então Distrito Federal) e em sua cidade natal, tornando-se promotor público do município de Mata de São João (BA) e da capital baiana. Iniciou sua vida política elegendo-se deputado federal pela Bahia no pleito de 1924. Empossado em maio daquele ano, foi reeleito em 1927. Durante o exercício de seu mandato, foi por diversas vezes relator do orçamento da Marinha da Câmara.

Eleito mais uma vez em março de 1930, em outubro seguinte teve o mandato interrompido em virtude da dissolução dos órgãos legislativos do país, em decorrência da vitória da Revolução de 1930. Com a reconstitucionalização do país, elegeu-se, no pleito de outubro de 1934, deputado federal pela Bahia. Assumindo o mandato em maio de 1935, deixou a Câmara em outubro do mesmo ano.

Durante o Estado Novo (1937-1945) participou, como delegado do estado da Bahia, do Congresso Brasileiro de Escritores, realizado em São Paulo em janeiro de 1945. Reunindo expressivo número de intelectuais de variadas tendências políticas, o Congresso emitiu declaração em favor da democracia e das liberdades políticas, constituindo uma contundente tomada de posição contra o regime. Com o fim do Estado Novo em 1945 e a redemocratização do país, Wanderley Pinho foi nomeado prefeito de Salvador pelo governador Otávio Mangabeira (1947-1951).

Procurador do estado da Bahia junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e outros tribunais do Rio de Janeiro, foi ministro do Tribunal de Contas da Bahia, cargo no qual se aposentou. Foi professor catedrático de história do Brasil na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia. Membro do Arquivo Histórico de Salvador, contribuiu para a divulgação das obras históricas do município. Presidente de honra do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e terceiro-vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), pertenceu ao Instituto Genealógico da Bahia, à Associação Brasileira de Educação, à Sociedade dos Artistas Brasileiros e à Academia de Letras da Bahia.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 8 de outubro de 1967.

Foi casado com Estela Calmon de Wanderley Pinho.

Publicou, além de artigos em revistas e jornais, Política e políticos do Império (1930), Cotegipe e seu tempo (1937), Dom Marcos Teixeira, quinto bispo do Brasil (1940), Salões e damas no Segundo Reinado (1942), História de um engenho do Recôncavo (1946), Testamento de Mem de Sá, A sabinada e Caxias. Foi o editor das Cartas do imperador dom Pedro II ao barão de Cotegipe (1935).

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CONG. BRAS. ESCRITORES. I; COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; ENTREV. BARRETO, A.; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; MELO, A. Cartilha; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; SOUSA, A. Baianos.

 

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