JOSEFA SANTOS CUNHA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CUNHA, Ceci
Nome Completo: JOSEFA SANTOS CUNHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CUNHA, CECI

CUNHA, Ceci

*dep. fed. AL 1995-1998.

 

Josefa Santos Cunha nasceu em Feira Grande (AL) no dia 15 de agosto de 1941, filha de Antônio José dos Santos e de Josefa Rosa de Lira.

Depois de concluir a formação para o magistério em 1969 no Colégio Élio Lemos, em Maceió, iniciou suas atividades profissionais no ano seguinte lecionando nesta mesma escola, onde permaneceria até 1975. No Grupo Escolar Alberto Torres, sediado nesta capital, foi professora durante dois anos, saindo em 1972 para ingressar no Colégio Sagrada Família. Em 1974, entrou para o Colégio Batista Alagoano.

Formada em medicina pela Universidade Federal de Alagoas em 1975, no ano seguinte filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instaurado no país a partir de abril de 1964. Ainda em 1976, iniciou sua residência médica de dois anos no Hospital Sousa Aguiar, no Rio de Janeiro.

De volta ao seu estado natal, foi trabalhar como médica na Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima, em 1978, ano em que começou a lecionar no Colégio Rui Palmeira, em Arapiraca (AL). Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS). Dois anos depois, foi contratada como médica da Fundação de Saúde do Serviço Social de Alagoas (Fusal), também em Arapiraca.

Filiada ao Partido da Frente Liberal (PFL), em novembro de 1988 elegeu-se vereadora à Câmara Municipal de Arapicara com o nome de Ceci Cunha. Iniciou o mandato em janeiro do ano seguinte. Em 1990, deixou o PFL para ingressar no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), sendo admitida neste mesmo ano como médica da Sociedade Beneficente Nossa Senhora do Bom Conselho. Ainda em 1990, tornou-se vice-presidente do diretório estadual do PSDB, cargo que ocupou até 1992, quando assumiu a vice-presidência do diretório municipal do PSDB, em Arapiraca. Em outubro desse ano, reelegeu-se vereadora pelo PSDB.

Ainda em 1992 concluiu sua pós-graduação em saúde pública pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Arapiraca. Iniciou seu segundo mandato em janeiro de 1993. Nesse mesmo ano, foi trabalhar como médica no Hospital Manuel André, em Arapiraca.

Em outubro de 1994, candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados na legenda do PSDB. Eleita, tornou-se a primeira deputada federal por Alagoas. Em janeiro de 1995, renunciou ao mandato de vereadora para assumir sua vaga na Câmara no mês seguinte. Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, seguindo a orientação do seu partido, votou a favor da mudança no conceito de empresa nacional, da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE) — rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação —, e da quebra dos monopólios estatal nas telecomunicações, dos estados na distribuição de gás canalizado, das embarcações nacionais na navegação de cabotagem e da Petrobras na exploração de petróleo.

Em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) —, imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde.

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro de 1997, Ceci Cunha pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Cotada para compor a chapa ao governo de Alagoas ao lado do governador Manuel Gomes de Barros, candidato à reeleição, Ceci Cunha acabou disputando um novo mandato de deputada federal no PSDB, em outubro de 1998. Reeleita, no mês seguinte votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da Previdência.

Foi assassinada em Maceió no dia 16 de dezembro de 1998. Morreu também seu marido, Juvenal Cunha da Silva, seu cunhado Iran Carlos Maranhão e a mãe deste, Ítala Maranhão. O suplente Antônio Ferreira ocupou sua vaga até o final da legislatura, em 31 de janeiro de 1999.

Em 3 de fevereiro de 1999, dois dias após o início da nova legislatura, a sua vaga foi ocupada pelo primeiro suplente Talvane Albuquerque Neto. Contudo, desde o início das investigações policiais destinadas a apurar o assassinato, o próprio Talvane foi tido como principal suspeito de ser o mandante do crime, uma vez que, com a morte de Ceci Cunha, sua vaga seria ocupada por ele. Talvane conseguiu, num primeiro momento, garantir para si a cadeira de Ceci entrando com um habeas-corpus. Contudo, em 7 de abril, por votação da Câmara, teve seu mandato cassado, entrando em seu lugar o segundo suplente, Helenildo Ribeiro (PSDB).

Ceci Cunha tinha dois filhos.

Publicou Tumores policísticos do fígado.

Fátima Valença/Vicente Saul

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); CÂM. DEP. Quadro de titulares e suplentes; Folha de S. Paulo (29/9/98, 4/2/99); Veja (23/12/98).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados