JUVENAL LINO DE MATOS

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Nome: MATOS, Lino de
Nome Completo: JUVENAL LINO DE MATOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MATOS, Lino de

*rev. 1924; rev. 1930; rev. 1932; sen. SP 1955; pref. São Paulo 1955-1956; sen. SP 1956-1971.

 

Juvenal Lino de Matos nasceu em Ipuaçu (SP) no dia 28 de março de 1904, filho de Bento Lino de Matos e de Elisa Conceição Matos.

Concluiu o primário no Grupo Escolar de Santa Cruz do Rio Pardo, no estado de São Paulo. Ainda adolescente, trabalhou com seus pais, colonos de uma fazenda de café, na mesma cidade. Mais tarde transferiu-se para a capital paulista, matriculando-se no Instituto de Ciências e Letras, pelo qual se formou em ciências econômicas. Tornou-se professor desse instituto e posteriormente diretor e proprietário do mesmo estabelecimento.

Corretor de imóveis, foi diretor-geral da Escola Técnica de Comércio e da Escola Comercial de São Paulo. Participou, em seu estado, dos movimentos revolucionários de 1924 e de 1930. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, tomou parte em combates e comandou tropas, sendo comissionado no posto de tenente-coronel. Com a derrota da revolução, engajou-se no movimento sindical de São Paulo, entre 1934 e 1937, chegando a presidente da União dos Sindicatos dos Trabalhadores. Após a implantação do Estado Novo (10/11/1937), foi também um dos responsáveis pela escolha de Ademar de Barros para interventor federal no estado, em abril de 1938.

Em janeiro de 1947 elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte paulista na legenda do Partido Social Progressista (PSP), chefiado por Ademar. Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta estadual e a transformação da Constituinte em Assembléia Legislativa ordinária, permaneceu no exercício do mandato. Ainda no governo de Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), atuou na campanha contra a intervenção federal em São Paulo. Reeleito deputado estadual em outubro de 1950 na legenda do PSP, no início de 1951 deixou a Assembléia para assumir, a convite do governador Lucas Nogueira Garcez, o cargo de secretário de Educação do estado de São Paulo. Mais tarde, ao retornar de uma viagem à Europa, voltou à Assembléia e liderou uma campanha contra o governador Lucas Garcez. Participou ainda do movimento de defesa da cafeicultura, da luta contra o confisco cambial e da defesa dos trabalhadores do campo e da cidade.

Em outubro de 1954 foi eleito senador por São Paulo, sempre na legenda do PSP. Deixando o Legislativo estadual em janeiro de 1955, no mês seguinte assumiu uma cadeira no Senado. Em maio do mesmo ano elegeu-se prefeito de São Paulo em pleito extraordinário, convocado em virtude da eleição do prefeito Jânio Quadros para o governo paulista, e em junho afastou-se do Senado para assumir a prefeitura da capital. Em abril de 1956, entretanto, renunciou ao cargo, devido ao parecer contrário à acumulação dos dois mandatos emitido pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Substituído pelo vice-prefeito Vladimir de Toledo Piza, voltou a cumprir o mandato de senador.

Vice-líder do PSP em 1958, em 1960 foi designado para acompanhar, como observador do Senado, os trabalhos da XXXII Reunião do Conselho da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma. Foi membro das comissões de Finanças, de Reforma Constitucional, da Mudança da Capital da República, de Educação e Cultura e de Transportes, Comunicação e Obras Públicas do Senado. A convite do Parlamento italiano, participou da delegação de senadores brasileiros que em 1962 visitou a Itália. Ainda nesse ano, passou à liderança do Partido Trabalhista Nacional (PTN) no Senado, ao qual se vinculara, e em outubro reelegeu-se senador por São Paulo na coligação formada pelo PTN e pelo Movimento Trabalhista Renovador (MTR).

Em 1963 voltou à liderança do PTN no Senado e, logo após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, endossou a candidatura do general Amauri Kruel — comandante do II Exército, sediado em São Paulo — à presidência da República. O lançamento do nome de Kruel foi interpretado como uma tentativa de enfraquecer a candidatura do general Humberto de Alencar Castelo Branco, chefe do Estado-Maior do Exército e eleito afinal pelo Congresso ainda em abril. Entre junho de 1964 e meados de 1965, Lino de Matos foi líder do Bloco Parlamentar Independente no Senado.

Em março de 1965 candidatou-se à prefeitura de São Paulo, na última eleição direta realizada para a chefia do Executivo da capital paulista, mas foi derrotado pelo brigadeiro José Vicente de Faria Lima, que contou com o apoio do ex-presidente Jânio Quadros. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, sendo escolhido para presidir o diretório paulista da agremiação.

Vice-líder do MDB no Senado a partir de março de 1967, concluiu o mandato de senador em janeiro de 1971. Em agosto de 1974, ainda como presidente do MDB paulista, disputou com Orestes Quércia e José Freitas Nobre a indicação da convenção do partido para concorrer ao Senado nas eleições de novembro seguinte, sendo derrotado por Quércia, que obteve 80% dos votos.

Participou de congressos educacionais em Portugal, Espanha, França, Suíça, Itália, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Uruguai, Chile e Peru.

Faleceu em São Paulo, no dia 4 de junho de 1991.

Era casado com Leonilda Lino de Matos.

 

FONTES: CASTELO BRANCO, C. Militares (1); Eleitos; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; Maquis; NÉRI, S. 16; SENADO. Dados; SENADO. Relação dos líderes; Veja (12/6/91).

 

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