LABOUGLE, EDUARDO

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Nome: LABOUGLE, Eduardo
Nome Completo: LABOUGLE, EDUARDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LABOUGLE, EDUARDO

LABOUGLE, Eduardo

*diplomata argentino; emb. Argentina no Brasil 1940-1942.

 

Eduardo Labougle nasceu em Buenos Aires no dia 31 de outubro de 1883, filho de Adolfo Joaquín Labougle e de Luisa Carranza.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito e Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires e iniciou a carreira diplomática em 1905, tendo ocupado diferentes cargos no Ministério de Relações Exteriores de seu país. Foi secretário-geral e chefe do protocolo na viagem do presidente José Alcorta ao Chile, por ocasião do centenário da independência desse país em 1910, e no ano seguinte serviu como primeiro-secretário da legação argentina nos Países Baixos, desempenhando as mesmas funções nos EUA, em 1913, e na Alemanha, em 1914.

Encarregado de negócios em Cuba a partir de 1919, em 1921 foi transferido para a Colômbia como enviado extraordinário e ministro plenipotenciário. Designado nesse mesmo ano membro correspondente da Associação Nacional de História da Colômbia e da Venezuela e da Associação Internacional de Leis, ainda como ministro plenipotenciário serviu na Venezuela em 1924, no México em 1926, na Suécia, Dinamarca e Noruega em 1927, na Suécia e Finlândia em 1930, em Portugal em 1931, e na Alemanha, Áustria e Hungria em 1932. Nesse ínterim, participou como delegado do Congresso Internacional de Ciências Históricas, realizado em Oslo, na Noruega, em 1928. Em 1935 compareceu também ao IX Congresso Internacional Penal e Penitenciário de Berlim e à Assembléia da Liga das Nações, em Genebra, na Suíça. De 1936 a 1939 atuou como embaixador na Alemanha e, deste último ano a 1940, ocupou o mesmo posto no Chile.

Nomeado em agosto de 1940 para substituir Octávio Amadeo, assumiu o cargo de embaixador da Argentina no Brasil em outubro seguinte, tendo permanecido no posto até junho de 1942, quando teve aceito seu pedido de renúncia e transmitiu o cargo a Adrián Escobar. Ainda no período de 1940-1942, participou das atividades do Instituto de Direito Internacional da Universidade de Buenos Aires e da Associação Nacional de História. Na qualidade de representante argentino, fez parte do Comitê Jurídico Pan-Americano de Neutralidade, sediado no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e em janeiro de 1942, ainda nessa cidade, foi delegado à Reunião de Consultas dos Estados Americanos que decidiu recomendar a ruptura de relações diplomáticas entre os países do continente e as nações do Eixo. Somente a Argentina e o Chile se negaram a acatar tal deliberação, mantendo sua neutralidade durante o conflito mundial.

Membro da Associação Diplomática Internacional, de Paris, Labougle foi também membro honorário da Associação Nacional de História e Geografia, da Associação Científica Antônio Alzate e do Ateneu de Artes e Ciências do México.

Faleceu em Buenos Aires em 21 de março de 1965.

Era casado com Susana Pearson, com quem teve uma filha.

Publicou La revolución alemana de 1918 (1921), José Antonio Miralla (1924), Alemania en la paz y en la guerra (1924), Los utópicos de todos los tiempos (1926) e Misión en Berlín (1946).

 

FONTES: INF. CONSEJO ARGENTINO PARA LAS RELACIONES INTERNACIONALES; INST. BRAS. CAFÉ; Quien.

 

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