LAURO, PAULO

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Nome: LAURO, Paulo
Nome Completo: LAURO, PAULO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LAURO, PAULO

LAURO, Paulo

*pref. São Paulo 1947-1948; dep. fed. SP 1951-1955, 1959-1963 e 1965-1966.

 

Paulo Lauro nasceu em Descalvado (SP) no dia 19 de novembro de 1907, filho de Alfredo Gonçalves Lauro e de Leopoldina Lauro.

Estudou na Escola Modelo Caetano de Campos, na Escola Normal e no Ginásio do Estado de São Paulo. Mais tarde ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, pela qual se bacharelou em 1932, tendo sido o orador de sua turma. Atuou em São Paulo como advogado criminalista, participando de alguns julgamentos célebres, ao mesmo tempo em que se dedicava ao magistério de nível secundário. Lecionou em diversos estabelecimentos, tendo dirigido a Academia Comercial Mercúrio e fundado o Colégio Fernão Dias, do qual foi também diretor.

Ligado a Ademar de Barros, interventor federal em São Paulo de 1938 a 1941, ao final do Estado Novo, em 1945, participou da criação do Partido Republicano Progressista (PRP), liderado por Ademar. Secretário-geral da nova agremiação, candidatou-se a deputado à Assembléia Nacional Constituinte em sua legenda no pleito de dezembro de 1945, obtendo entretanto, apenas uma suplência. O partido de Ademar só elegeu um deputado por São Paulo em 1945 e no ano seguinte fundiu-se a duas outras agremiações para dar origem ao Partido Social Progressista (PSP), ao qual Paulo Lauro também se filiou.

Após a eleição de Ademar para o governo de São Paulo no pleito de janeiro de 1947, Paulo Lauro, secretário de Justiça da prefeitura da capital, foi em seguida nomeado pelo governador prefeito de São Paulo. Segundo Aureliano Leite, teve seus passos como prefeito “embaraçados” pela Câmara de Vereadores e deixou a prefeitura paulistana em 1948.

Diretor do jornal O Diário de São Paulo e da Revista Eleitoral, no pleito de outubro de 1950 Paulo Lauro elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda do PSP, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Secretário-geral nacional do partido, tornou-se em maio de 1952 líder do PSP na Câmara. Candidato à reeleição em 1954, ficou apenas na sétima suplência, tendo deixado a Câmara em janeiro de 1955.

Novamente eleito deputado federal por São Paulo na legenda do PSP em outubro de 1958, assumiu o mandato em fevereiro de 1959. Além de membro das comissões de Constituição e Justiça e de Educação e Cultura, tornou-se vice-líder do PSP na Câmara em julho de 1960.

Líder do partido em abril de 1961 e vice-líder da maioria a partir de junho do mesmo ano, participou da crise que culminou com a renúncia de Jânio Quadros. Juntamente com o deputado José Maria Alkmin, foi o responsável pela medida que transformou a Câmara em Comissão Geral de Inquérito — figura inexistente na Constituição — para receber no dia 25 de agosto o ministro da Justiça Oscar Pedroso Horta, convocado a depor ante o plenário por iniciativa de vários políticos, entre os quais se destacava o governador da Guanabara Carlos Lacerda. O depoimento deveria esclarecer declarações que o ministro havia feito a Lacerda, afirmando que o governo pretendia dar um golpe de Estado “branco” com o apoio das forças armadas. Ainda na manhã do dia 25, Jânio renunciou à presidência da República.

No pleito de outubro de 1962, Paulo Lauro obteve novamente uma suplência, dessa vez na legenda da coligação do PSP com o Partido Social Democrático (PSD), deixando a Câmara em janeiro de 1963. Durante sua atuação parlamentar nesse período, defendeu uma reforma agrária de cunho cooperativista. Embora fosse partidário do monopólio estatal do petróleo, da energia elétrica, das telecomunicações e dos transportes ferroviários e de cabotagem, só admitia a intervenção do Estado como exceção, para suprir deficiências da iniciativa privada. Católico, filiado à Ação Democrática Parlamentar, opôs-se ao reatamento de relações diplomáticas com a União Soviética, promovido pelo governo de João Goulart.

Convocado para ocupar uma cadeira na Câmara em maio de 1965, assumiu em julho a liderança do PSP e em setembro a vice-liderança do Bloco Parlamentar dos Pequenos Partidos, que incluía cinco agremiações além da sua. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se em 1966 à Aliança Renovadora Nacional (Arena). Exerceu o mandato até junho desse ano e em novembro candidatou-se à Câmara por São Paulo na legenda da Arena. Mais uma vez obteve apenas uma suplência, não tendo sido convocado na legislatura iniciada em 1967.

Foi ainda lente de economia da Faculdade Superior de Administração e Finanças de São Paulo.

Faleceu em São Paulo no dia 5 de agosto de 1983.

Foi casado com Diva Fonseca Lauro, com quem teve dois filhos.

Publicou: O crime do restaurante chinês, Defesa criminal, A legítima defesa e Problemas administrativos da capital de São Paulo.

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais (1961); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CAMPOS, Q. Fichário; CISNEIROS, A. Parlamentares; Encic. Mirador; Globo (7/8/83); HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; LEITE, A. História; QUADROS, J. História; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, 6 e 8).

 

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