LAZARO, DARCI

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: LAZARO, Darci
Nome Completo: LAZARO, DARCI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LÁZARO, DARCI

LÁZARO, Darci

*militar; comte. Comdo. Mil. Planalto 1974-1977.

 

Darci Lázaro nasceu em Vitória no dia 2 de junho de 1913, filho de Pedro Monteiro Lázaro e de Julieta Lázaro.

Sentou praça em fevereiro de 1933, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Concluindo o curso, foi declarado aspirante da arma de infantaria em janeiro de 1936 e no mesmo mês designado para servir no 2º Regimento de Infantaria (2º RI), sediado no Rio de Janeiro. Promovido em setembro seguinte a segundo-tenente, em setembro de 1937 alcançou o posto de primeiro-tenente. Capitão em junho de 1943, serviu na Força Expedicionária Brasileira (FEB), tendo lutado na Itália de 1944 a 1945. Retornou ao Brasil em fins desse último ano, servindo posteriormente na 5ª Divisão de Infantaria (5ª DI), com sede no Paraná. Em outubro de 1951 foi promovido a major, chegando a tenente-coronel em agosto de 1957 e a coronel em dezembro de 1963.

Segundo o coronel Carlos Meira Matos, citado por Luís Viana Filho em O governo Castelo Branco, Darci Lázaro participou das articulações contra o governo de João Goulart, as quais se intensificaram após o Comício da Central, em 13 de março de 1964, convocado pelo então presidente da República para consolidar o apoio ao seu programa de “reformas de base”. Nas reuniões conspiratórias de que participou, tomaram parte diversos militares, entre os quais os generais Osvaldo Cordeiro de Farias, Antônio Carlos Murici, Humberto Castelo Branco, Golberi do Couto e Silva e Ernesto Geisel. Tais articulações resultaram no movimento político-militar de 31 de março de 1964, que derrubou o governo Goulart.

Em dezembro de 1965, no início do governo de Francisco Negrão de Lima no então estado da Guanabara, assumiu o cargo de comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, sendo promovido em novembro de 1968 a general-de-brigada. Em maio de 1970 matriculou-se no curso de atualização da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) por correspondência, concluindo-o em dezembro do mesmo ano. Em julho de 1970 assumiu o comando da 8ª Região Militar (8ª RM), com sede em Belém, à frente da qual permaneceu até dezembro seguinte. De janeiro a março de 1971, substituiu interinamente o titular do Comando Militar da Amazônia e da 12ª RM, general Álvaro Cardoso. Voltou ao comando da 8ª RM ainda em março de 1971 e nele permaneceu até outubro do mesmo ano, quando foi nomeado diretor do Serviço Militar, no Rio de Janeiro, cargo que não chegou a assumir. Enquanto serviu em Belém, foi representante do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) no conselho deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Promovido a general-de-divisão em março de 1974, em abril seguinte, no início do governo de Ernesto Geisel, foi nomeado comandante militar do Planalto e da 11ª RM, em Brasília, assumindo o posto no mês de maio em substituição ao general Olavo Viana Moog. Em palestra proferida em abril de 1977 sobre a atuação da FEB na Itália, afirmou que “não temos nenhuma necessidade de hoje sair do Brasil para combater o comunismo, porque ele se encontra aqui dentro, tentando se instalar em nossa cultura, na imprensa, na literatura e até na nossa família através da imprensa falada”. Comparou ainda o comunismo ao nazismo, “pois ambos têm intenções expansionistas”. Em junho de 1977 foi exonerado do Comando Militar do Planalto e da 11ª RM por haver atingido a idade limite para a permanência na ativa. Passou então para a reserva, sendo substituído pelo general Heitor Furtado Arnizaut de Matos. Em agosto de 1978 foi nomeado diretor da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel).

Durante sua carreira militar freqüentou o Cours Supérieur Interarmés, na Escola Superior de Guerra francesa e cursou as escolas de Aperfeiçoamento de Oficiais, de Estado-Maior e Superior de Guerra.

Faleceu em Brasília em 31 de maio de 1997.

Era casado com Ilza Bicca de Castro Lázaro, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; Jornal do Brasil (25/4 e 4/5/74, 15/4, 1 e 15/6/77 e 15/8/78); MIN. GUERRA. Almanaque (1976); MORAIS, J. FEB; Perfil (1974); VIANA FILHO, L. Governo.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados