LEAL, ALTEVIR

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Nome: LEAL, Altevir
Nome Completo: LEAL, ALTEVIR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LEAL, ALTEVIR

LEAL, Altevir

*sen. AC 1975-1979 e 1983-1987.

 

Altevir Leal nasceu em Tarauacá (AC) no dia 24 de julho de 1928, filho do comerciante português Avelino Leal e de Maria Assunção Morais Leal. Seu irmão Albanir Leal foi deputado federal pelo Acre de 1966 a 1967.

Comerciante, fazendeiro e seringalista, no pleito de novembro de 1970 elegeu-se suplente do senador pelo Acre Geraldo Mesquita, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964). Com a eleição indireta de Geraldo Mesquita para o governo do estado e a sua conseqüente renúncia à cadeira de senador, Altevir assumiu sua cadeira na Câmara Alta em março de 1975, na qual tornou-se membro efetivo da Comissão de Saúde e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Em setembro de 1978, foi escolhido pelo Colégio Eleitoral estadual primeiro suplente do senador “biônico” José Guiomard dos Santos, representante da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar vigente no país. Em janeiro de 1979, com o término do mandato, deixou o Senado. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à linha de atuação da Arena no apoio ao governo.

Em março de 1983, devido à morte do titular, foi empossado no Senado. Tornou-se membro titular das comissões de Segurança Nacional e de Legislação Social e suplente da Comissão do Distrito Federal. No início dessa legislatura, o deputado mato-grossense Dante de Oliveira, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), apresentou na Câmara um projeto de emenda constitucional restabelecendo eleições diretas para a presidência da República já no ano seguinte. Esse projeto proporcionou o desencadeamento de uma campanha nacional nesse sentido, que ficou conhecida como Diretas Já. Mas essa emenda não foi aprovada na Câmara dos Deputados na sessão de 25 de abril de 1984, pois lhe faltaram 22 votos para atingir a necessária maioria de 2/3 (320 votos), resultado que impediu o seu envio para apreciação do Senado.

Esse fato definiu que o pleito indireto seria a forma pela qual seria eleito o substituto do presidente João Figueiredo (1979-1985). Vários eram os postulantes dentro do PDS à condição de candidato oficial da agremiação governista. A falta de um acordo que levasse à forma de escolha levou a uma cisão no partido e os dissidentes formaram a Frente Liberal. Para resolver o impasse, o PDS fez sua convenção em agosto de 1984, na qual o senador Altevir Leal votou no então deputado paulista Paulo Maluf, que derrotou o então ministro do Interior Mário Andreazza. Na mesma oportunidade, o deputado cearense Flávio Marcílio venceu a disputa com o então governador de Alagoas Divaldo Suruagi e tornou-se o companheiro de chapa de Maluf na condição de vice.

Para concorrer com os candidatos oficiais, os partidos de oposição, com exceção do Partido dos Trabalhadores (PT), liderados pelo PMDB, e a Frente Liberal, reunidos na Aliança Democrática, lançaram o então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, e o ex-presidente do PDS e então senador pelo Maranhão, José Sarney, como seus respectivos candidatos a presidente e a vice-presidente da República. Na reunião do Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, o senador Altevir Leal ratificou seu voto em Paulo Maluf, que foi derrotado por Tancredo Neves. Porém, a doença do presidente eleito na véspera de sua posse permitiu que o seu vice assumisse o governo, em caráter interino, no dia 15 de março desse mesmo ano e fosse efetivado no mês seguinte, após a morte do titular.

Ainda em abril, Altevir foi intimado a depor, juntamente com o ex-ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel, e o ex-procurador-geral da República, Inocêncio Mártires Coelho, no processo que tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF) que investigava corrupção na Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), durante a presidência de Alércio Dias, que, ainda assim, conseguira se eleger deputado federal por esse estado na legenda do PDS. Permaneceu no Senado até o fim de janeiro de 1987, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura.

Voltou a concorrer a um cargo eletivo no pleito de outubro de 1990, quando se candidatou a uma cadeira na Câmara dos Deputados, na legenda do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), mas não conseguiu se eleger.

Faleceu em Rio Branco em 1999.

Era casado com Delcídia Sousa Morais Leal, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Globo (26/4/85); INF. Jorge Kalume; SENADO. Dados (1983).

 

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