LEITE, LUIS TADEU

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Nome: LEITE, Luis Tadeu
Nome Completo: LEITE, LUIS TADEU

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LEITE, LUÍS TADEU

LEITE, Luís Tadeu

*dep. fed. MG 1991-1995.

Luís Tadeu Leite nasceu em Montes Claros (MG) no dia 19 de fevereiro de 1953, filho de Pedro Leite Vieira e de Rita Fernandes Medeiros.

Começou na política pelo movimento estudantil, quando em 1974 iniciou o curso na Faculdade de Direito do Norte de Minas em sua cidade natal. Em novembro de 1976, elegeu-se vereador em Montes Claros na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado na Câmara Municipal em fevereiro de 1977, assumiu a liderança da bancada emedebista.

Formado em direito em 1978, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro seguinte, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação oposicionista que sucedeu o MDB. Nessa legenda, foi eleito prefeito de Montes Claros no pleito de novembro de 1982. Encerrado o mandato de vereador em janeiro de 1983, foi empossado na prefeitura de sua cidade natal em março seguinte.

Como prefeito, participou dos seminários Objetivos e Tarefas das Administrações Municipais em Proteção Ambiental em Berlim, em 1986, e Líderes Municipais do Nordeste em Washington, no ano de 1987. Deixou o cargo em 31 de dezembro de 1988.

Elegeu-se deputado federal por Minas Gerais no pleito de outubro de 1990, sempre na legenda do PMDB, assumindo a cadeira em fevereiro de 1991. Nesse ano, foi membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e suplente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo (1990-1992), acusado de crime de responsabilidade por ter-se envolvido num amplo esquema de corrupção liderado por Paulo César Farias, que lhe servira como tesoureiro durante a campanha eleitoral. Assumiu interinamente a presidência, tão logo a Câmara aprovou o afastamento de Collor, o vice Itamar Franco. Com o processo ainda em andamento no Senado, e vislumbrando escassas possibilidades de recuperar o cargo, Collor apresentou sua renúncia ao mandato, em 29 de dezembro, manobra afinal rejeitada pela mesa da casa. Em seguida, o plenário aprovou o seu impeachment e, em conseqüência, lhe cassou os direitos políticos por oito anos. Com esse resultado, Itamar foi efetivado na chefia do Executivo brasileiro.

Durante o mandato, Luís Tadeu Leite foi favorável à criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), contribuição de 0,25% sobre transações bancárias, e do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiu ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação. Votou contra o fim do voto obrigatório.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995 ao final da legislatura, sem ter disputado a reeleição em outubro do ano anterior.

Eleito deputado estadual no pleito de outubro de 1998 na legenda do PMDB, tornou-se titular da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos em 1º de janeiro do ano seguinte, por ocasião da posse de Itamar Franco no governo mineiro. Em fevereiro, assumiu o mandato de deputado estadual, licenciando-se em seguida para continuar exercendo o cargo de secretário de Justiça. Em 2000 retornou ao seu mandato na Assembléia Legislativa de Minas (ALMG) tornou-se vice-líder do governo do Estado. Em 2002, disputou a reeleição e obteve uma suplência. Deixou a ALMG em janeiro de 2003.

No pleito de outubro de 2004 candidatou-se a prefeito de Montes Claros e foi derrotado, no segundo turno, por Atos Avelino, do Partido Popular Socialista (PPS). Nas eleições de 2006, novamente foi eleito deputado estadual. Empossado em janeiro de 2007, foi vice-presidente da Comissão dos Direitos Humanos e titular da Comissão de Segurança. Em outubro de 2008, voltou a candidatar-se a prefeito de Montes Claros. Eleito, renunciou ao mandato de deputado estadual em 31 de dezembro e no dia 1° de janeiro de 2009 tomou posse à frente da prefeitura de Montes Claros.

Durante sua vida profissional, foi também professor titular da cadeira de direito penal da Faculdade de Direito do Norte de Minas, locutor e apresentador do programa Boca no trombone, na Rádio Sociedade Norte de Minas, e correspondente do Diário de Minas, de Belo Horizonte, no norte do estado.

Casou-se com Estela Gleide Martins Leite, com quem teve dois filhos.

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM.DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha Online (26/10/08); Perfil parlamentar/IstoÉ; Portal da ASSEMB. LEGISL. MG.

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