LEITE, RAIMUNDO

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Nome: LEITE, Raimundo
Nome Completo: LEITE, RAIMUNDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LEITE, RAIMUNDO

LEITE, Raimundo

*dep. fed. SP 1983-1987.

Raimundo da Cunha Leite nasceu em Juazeiro (BA) no dia 2 de setembro de 1923, filho de Antônio Ferreira Leite e de Josefa da Cunha Leite.

De 1942 a 1943 estudou na Escola Técnica de Comércio de São Caetano do Sul (SP). Em 1950 ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), tornando-se secretário do diretório municipal de São Caetano do Sul, cargo que exerceu até 1954. Neste ano saiu do PTB e filiou-se ao Partido Trabalhista Nacional (PTN), exercendo a presidência do diretório municipal até 1965.

Em 1956 tornou-se secretário e diretor do jornal Folha de São Caetano do Sul. Neste período trabalhou também como colaborador da Folha do Povo, do Jornal de São Caetano e de O Estado de S. Paulo.

Em 1958 assumiu seu primeiro cargo público, tornando-se diretor do Serviço Municipal de Trânsito de São Caetano do Sul, cargo que exerceu até o início de 1961. No pleito de março desse ano, elegeu-se vereador deste município, na legenda do PTN, assumindo o mandato em abril seguinte. Reeleito no pleito de março de 1965, ainda no PTN, tomou posse em abril. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, ajudou a fundar em 1966 o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em 1967 tornou-se presidente do diretório municipal do MDB de São Caetano do Sul, cargo que ocupou por dois anos.

No pleito de novembro de 1968 candidatou-se à reeleição à Câmara de Vereadores, no MDB, conseguindo apenas a primeira suplência. Deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura. Em 1971 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Bragança Paulista (SP). No ano seguinte assumiu o mandato de vereador, em virtude do falecimento do titular, permanecendo nesta casa até o final da legislatura, em dezembro de 1973.

Nas eleições de novembro de 1976, elegeu-se prefeito de São Caetano do Sul, na legenda do MDB, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que sucedeu o MDB, tornando-se o primeiro presidente do diretório municipal do partido neste município paulista. Em 1981, realizou uma viagem a Londres em missão comercial.

Em maio do ano seguinte desincompatibilizou-se do cargo de prefeito para concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo no pleito de novembro de 1982, no PMDB. Eleito, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e suplente da Comissão do Interior.

Na sessão da Câmara de 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado —, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Raimundo Leite votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

Próximo ao então vice-governador de São Paulo, Orestes Quércia, em janeiro de 1986 Raimundo Leite contestou as declarações dadas à imprensa pelo chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, ministro José Hugo Castelo Branco, que criticara a candidatura de Quércia ao governo estadual paulista nas eleições de novembro seguinte “por não unir o partido”. Segundo Leite, o problema da sucessão no governo de São Paulo era “da competência exclusiva dos paulistas e ninguém mais deveria interferir, principalmente aqueles que não tinham nenhuma identificação partidária com o PMDB”.

No pleito de novembro deste ano candidatou-se a uma vaga de deputado federal constituinte, na legenda do PMDB, mas não logrou êxito, deixando a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura.

Durante o mandato de Orestes Quércia no governo do estado de São Paulo (1987-1991), Raimundo Leite assumiu diversos cargos públicos: entre março e novembro de 1987, foi diretor administrativo e financeiro da Fundação Oncocentro, ligada à secretaria de Saúde do estado de São Paulo; de fevereiro a dezembro de 1988, foi diretor de terminais ferroviários da Companhia Metropolitana (Metrô) de São Paulo; e, de março de 1989 a março de 1991, assumiu o cargo de diretor de planejamento da Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo (Emplasa).

Em 1992 Raimundo Leite voltou a presidir o diretório municipal do PMDB de São Caetano do Sul, permanecendo no cargo até 1995, quando afastou-se definitivamente da vida pública.

Casou-se com Maria Dulce Cerqueira Leite, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Estado de S. Paulo (7/1/86); Globo (26/4/84, 16/1/85); INF. BIOG.

 

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