LEOCADIO DE ALMEIDA ANTUNES

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Nome: ANTUNES, Leocádio
Nome Completo: LEOCADIO DE ALMEIDA ANTUNES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ANTUNES, LEOCÁDIO

ANTUNES, Leocádio

*pres. BNDE 1961-1963.

 

Leocádio de Almeida Antunes nasceu em Alegrete (RS), no dia 2 de novembro de 1915, filho de Afonso Antunes da Silva e de Francisca de Almeida Antunes.

Estudou no Ginásio Estadual de Santa Maria (RS) e na Escola de Comércio Fontoura Illa, pela qual se formou contador. Obteve ainda os diplomas de direito e de ciências políticas e econômicas na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Foi guarda-livros da cooperativa dos funcionários da Viação Férrea do Rio Grande do Sul, em Santa Maria; escriturário da Lima e Silva S.A. Exportadora; e professor de escrituração mercantil e financeira no Colégio Batista Americano.

Militante da União Social Brasileira (USB), fundada em 1945 por Alberto Pasqualini, foi pelas mãos deste que ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 1946. Secretário da campanha de Pasqualini ao governo do Rio Grande do Sul, em 1954 — vencida pelo candidato do Partido Social Democrático (PSD), Ildo Meneghetti —, no pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado estadual. Assumindo o mandato em fevereiro de 1959, licenciou-se para assumir a Secretaria Estadual de Economia, a convite do governador Leonel Brizola.

Em 19 de setembro de 1961 foi nomeado presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), substituindo José Vicente de Faria Lima, cargo que acumulou de outubro a fevereiro de 1963 com o de diretor-superintendente. Manteve-se como presidente do banco até o dia 17 de junho de 1963. Ainda nesse ano, ministro plenipotenciário e chefe da delegação brasileira à Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), deixou o BNDE em 17 de junho de 1963, tornando-se embaixador junto à ALALC até 1º de abril de 1964.

Residindo na capital uruguaia, aceitou, por insistência dos familiares, a sugestão de aguardar por mais algum tempo para retornar ao Brasil, dadas as perseguições políticas que se processavam no país com o recém-instaurado regime militar que depusera, em 31 de março, o presidente João Goulart.

Em meados de agosto, atendendo intimação do coronel comandante do Inquérito Policial Militar (IPM) instalado para apurar assuntos relacionados ao BNDE, retornou ao Brasil, e desde aquela data até fins de novembro esteve à disposição do IPM, que o inquiria diariamente.

No início de dezembro, procurado por agentes civis da polícia do estado da Guanabara, que diziam ter sido enviados por cliente que necessitava de seus serviços profissionais em um distrito policial, foi, na realidade, levado para as dependências do DOPS, no bairro da Lapa. A acusação formulada e que resultou na sua detenção foi a suspeita de ter sido um dos mentores intelectuais dos atos que culminaram com a explosão das bombas no cinema Bruni Flamengo e no comboio ferroviário denominado “Trem da Esperança” liderado por Carlos Lacerda (1960-1965), então governador do estado da Guanabara.

 A pedido da família, o advogado Sobral Pinto impetrou um pedido de ordem de habeas-corpus, cujas informações solicitadas foram entregues pelo filho de Leocádio ao DOPS. Juntamente com o procedimento judicial, o coronel do Exército, José Fragomeni, amigo da família, compareceu, em trajes civis, ao departamento confirmando as suspeitas de que Leocádio lá se encontrava. Com isso, precipitou-se a decisão de enviá-lo para as dependências do quartel da Companhia de Guardas, situado na Tijuca. O tempo de permanência como preso foi de 11 dias, sendo os três primeiros nas dependências do DOPS.

Em janeiro de 1965 retornou a Porto Alegre, onde reiniciou sua atividade profissional como advogado e a exerceu até 28 de fevereiro de 1987, dia em que teve uma isquemia cerebral, tendo como seqüela uma redução em sua capacidade motora.

Paralelamente ao exercício da advocacia continuou desenvolvendo intensa atividade política, tendo sido um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), de cujas executivas participou, coordenando as campanhas de Aldo Pinto ao governo do estado do Rio Grande do Sul e de Alceu Colares (1986-1988) à prefeitura de Porto Alegre.

Casado com Julieta de Lima e Silva Antunes, teve quatro filhos.

Faleceu em Porto Alegre no dia 12 de julho de 1999.

 

Fontes: FIC. PESQ. M. AMORIM; ÍND. CRONOL. PRES. BNDES; INF. FAM.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4); Who’s who in Brazil.

 

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