LESSA, Ronaldo

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Nome: LESSA, Ronaldo
Nome Completo: LESSA, Ronaldo

Tipo: BIOGRAFICO


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LESSA, Ronaldo

LESSA, Ronaldo

* pref. Maceió 1993-1996; gov. AL 1999-2006.

 

 

 Ronaldo Augusto Lessa Santos nasceu em Maceió no dia 25 de abril de 1949, filho de Geraldo Melo dos Santos e de Noélia Lessa Santos. Seu irmão, Geraldo Lessa, foi suplente do senador Teotônio Vilela Filho, e seu sobrinho, Maurício Lessa, foi deputado federal por Alagoas nas legislaturas 2003-2007 e 2007-2011.

                Iniciou sua militância política no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Cursou engenharia civil na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e aí liderou os diretórios estudantis que se opunham ao regime militar instaurado em março de 1964. Com a instauração do bipartidarismo pelo Ato Institucional n° 2, em 1965, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao governo. Por causa de sua atuação nos meios estudantis ficou preso por alguns dias em 1969. Ainda nesse ano foi escolhido presidente da Federação Alagoana de Desporto Universitário (Fadu), função que exerceu até 1971. No ano seguinte, formou-se em engenharia civil na Ufal.

                Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1973 e trabalhou na reforma da refinaria de petróleo de Duque de Caxias, no terminal marítimo da baía de Ilha Grande, na construção do metrô e na construção da ponte Rio-Niterói. Paralelamente, participou ativamente no Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro, tanto que em 1979 foi eleito vice-presidente na chapa encabeçada por Jorge Bittar. Ao mesmo tempo, foi indicado para representar a Federação Nacional dos Engenheiros em Brasília, o que o levou a estreitar os laços políticos com o senador de oposição Teotônio Vilela. Com o fim do bipartidarismo em 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

                De volta a Alagoas em 1982, desenvolveu projetos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no município  de Penedo. Nas eleições de novembro desse ano, concorreu com sucesso a uma vaga na Assembleia Legislativa na legenda do PMDB. Em 1985, anunciou que disputaria na convenção do PMDB sua indicação como candidato do partido à prefeitura de Maceió. Essa posição confrontou-o com o então deputado federal Renan Calheiros, que já havia articulado sua candidatura pelo partido. A solução do PMDB foi retirar as duas pré-candidaturas e lançar o nome de Djalma Falcão. Após essa decisão, deixou o PMDB e participou na reestruturação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do qual se tornou vice-presidente nacional.

Nas eleições de novembro de 1986, candidatou-se ao governo de Alagoas na legenda do PSB, ficando em terceiro lugar. Dedicou-se então à direção do jornal A Tribuna, que pertencia à família de Teotônio Vilela. No pleito de novembro de 1988, elegeu-se vereador de Maceió na legenda do PSB. Conquistou a vaga por apenas um voto. Em 1990, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa e obteve menos de 500 votos. Em outubro de 1992 elegeu-se prefeito de Maceió e, nesse cargo, presidiu a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). Em julho de 1995 tornou-se vice-presidente da Confederação dos Municípios e, em março do ano seguinte, coordenador da Frente Nacional de Prefeitos.

                Nas eleições municipais de outubro de 1996, apoiou a candidatura de Kátia Born à prefeitura de Maceió. Deixou a prefeitura em janeiro de 1997, com 91% de aprovação popular, e anunciou sua candidatura ao governo do estado nas eleições seguintes. Ainda em 1997, prestou consultoria para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, a convite do presidente da instituição, Enrique Iglesias.

Retornou ao Brasil e nas eleições de outubro de 1998 concorreu ao governo de Alagoas. Eleito no primeiro turno, tomou posse em janeiro de 1999. Enfrentou ameaças de impeachment e pedidos de intervenção do governo federal devido à questão dos precatórios, criou o Conselho de Segurança e Cidadania e extinguiu a Secretaria de Segurança Pública, transferindo suas atribuições para a Secretaria de Defesa Social, chefiada por um membro do Ministério Público. Reelegeu-se em outubro de 2002, novamente no primeiro turno, e foi empossado em janeiro seguinte. Em 2005, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Em abril de 2006 renunciou ao governo do estado e em outubro disputou uma cadeira no Senado por Alagoas na legenda pedetista, mas não foi eleito. Nesse mesmo ano, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a três anos de inelegibilidade por abuso de poder político e de autoridade praticados nas eleições municipais de outubro de 2004. Com a nomeação do presidente do PDT, Carlos Lupi, para ministro do Trabalho em abril de 2007, assumiu o cargo de secretário-executivo desse ministério. Permaneceu na pasta até março seguinte, quando passou a exercer a função de assessor especial de Lupi.

Casou-se com Gisele Maria Lessa, com quem teve uma filha.

                Publicou Alagoas para todos (1997) e Coragem para sonhar e vencer (2002).

 

Alexandra Toste

 

FONTES: CIPOLA, A. Coragem para sonhar e fazer ; Estado de S.Paulo (online) 21 out. e 07 nov. 2008. Disponível em : <http://www.estadao.com.br>. Acesso em : 15 nov. 2009; Folha de S. Paulo (6/3/08); Folha de S.Paulo (online) 09 ago. 2006; 06 mar. e 26 abr. 2007; 05 set., 04,07 nov. e 12 dez. 2008. Disponível em : <http:// www1.folha.uol.com.br>. Acesso em : 15 nov. 2009; Globo (6/9 e 12/12/08); INF. BIOG.; NÉRY, S. A eleição da reeleição; Portal TERRA – Notícias (eleições). Disponível em : <http://eleições.uol.com.br>. Revista do CONFEA (jul./set. 2003); Wikipédia. Disponível em : <http://pt.wikipedia.org>. Acesso em : 15 nov. 2009.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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