LIRA, JOAO

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Nome: LIRA, João
Nome Completo: LIRA, JOAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIRA, JOÃO

LYRA, João

*sen. AL 1989-1991; dep. fed AL 2003-2007.

 

João José Pereira de Lyra nasceu em Recife no dia 17 de junho de 1931. Filho de Salvador Pereira de Lyra e de Maria da Conceição Diniz Pereira de Lyra. Seu irmão Carlos Lyra foi senador por Alagoas de 1981 a 1987.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito de Alagoas em 1960. 

Empresário do setor sucroalcooleiro, fundou o grupo João Lyra e presidiu a Laginha Agroindústria S.A., a matriz Usina Laginha, em União dos Palmares (AL) a partir de 1951. Foi ainda sócio gerente da Maceió Veículos e Peças Ltda a partir de 1972. Dois anos depois, passou a presidir também a filial Usina Uruba em Atalaia (AL). No ano seguinte, exerceu esse mesmo cargo na filial Usina Guaxuma em Coruripe (AL). Em 1985, tornou-se sócio gerente da JL Comercial Agroquímica Ltda e, em 1987, da LUG Táxi Aéreo Ltda, sediada em Rio Largo (AL). Em 1988, passou a presidir a filial Usina Triálcool em Ituiutaba (MG), tornou-se sócio gerente da SAPE em Atalaia (AL) e em 2001 presidiu também a Usina Vale do Paranaíba em Capinópolis (MG).

Em razão de suas atividades profissionais, presidiu o Sindicato da Indústria do Açúcar do Estado de Alagoas entre 1971 e 1974. E a partir de 1995, tornou-se presidente da Associação dos Produtores Independentes de Açúcar e Álcool de Maceió.

Iniciou sua trajetória política em junho de 1982 quando foi lançada sua candidatura ao Senado Federal por um grupo de dissidentes do Partido Democrático Social (PDS), partido que apoiava o regime militar instaurado no país em abril de 1964. O grupo era liderado pelos deputados federais Geraldo Bulhões e Albérico Cordeiro, que haviam rompido com o governador Guilherme Palmeira (1979-1982), também candidato ao Senado. O nome de João Lyra foi lançado pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação oposicionista à qual os dissidentes se filiaram. Contudo, Lyra foi derrotado por Palmeira, eleito em novembro daquele ano para o Senado.

Em 1985, apoiou a entrada de Fernando Collor, egresso do PDS, no PMDB. Novamente candidato ao Senado em 1986, foi partidário da candidatura de Collor ao governo de Alagoas. De acordo com Mário César Conti, Lyra designou o empresário Paulo César Farias, o P.C. Farias, “um homem de sua confiança”, para coordenação financeira da campanha de Collor. Contudo, o fato de Collor ter-se negado a lhe dar apoio exclusivo, por não querer se indispor com os outros candidatos ao Senado, levou-o a suspender sua contribuição para a campanha do candidato peemedebista. No pleito de novembro, Collor foi eleito governador e derrotou Guilherme Palmeira, do Partido da Frente Liberal (PFL). Nessa mesma eleição, João Lyra voltou a ser derrotado, tendo sido eleitos Teotônio Vilela Filho, seu colega de partido, e Divaldo Suruagy, do PFL.

Lyra assumiu o mandato de senador no dia 2 de janeiro de 1989, substituindo o titular, Guilherme Palmeira, que foi eleito prefeito de Maceió em novembro de 1988. Em 1990 ingressou no Partido Social Cristão (PSC) e integrou a comissão executiva do diretório nacional da agremiação. Permaneceu no Senado até o fim da legislatura, em janeiro de 1991 e nesse mesmo ano transferiu-se para o PMDB.

Em 1992, segundo Conti, o jornal de propriedade da família Farias, a Tribuna de Alagoas, fazia concorrência com a Gazeta de Alagoas, de propriedade de Pedro Collor, o que gerou um atrito entre eles. Como solução para a questão propôs-se a nomeação de João Lyra para a presidência do conselho de administração da Tribuna. Mas o convite não foi aceito e a disputa entre os dois grupos se acirrou.

Ainda no primeiro semestre de 1992, uma série de denúncias do empresário Pedro Collor, irmão do presidente da República Fernando Collor, causou uma grave crise política no país. A acusação revelou a existência de um grande esquema de corrupção no governo, que envolveria o próprio presidente e o advogado Paulo César Farias, tesoureiro da campanha presidencial. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro desse ano, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal. O presidente afastado foi efetivado pelo seu vice Itamar Franco, que já exercia o cargo interinamente desde 2 de outubro. O processo de impeachment foi votado e aprovado no Senado no mesmo dia de sua renúncia.

Em março de 1993, João Lyra foi indiciado nas investigações do chamado esquema PC por corrupção ativa. Segundo O Estado de São Paulo, de 1990 a 1992 o ex-diretor da Secretaria de Desenvolvimento Regional da Presidência da República, Pedro Robério de Melo, privilegiou os usineiros, entre os quais João Lyra, que pagavam 15% do dinheiro recebido para o esquema PC”, com subsídios do governo que chegavam a mais de 20 bilhões de cruzeiros (valores de junho de 1992). Também segundo Conti, as usinas de João Lyra contribuíram com um total de 641 mil dólares para a Empresa da Participação e Construção (EPC) de P.C. Farias.

Em 1995 filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e em 1997 ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em outubro de 2002, foi eleito o deputado federal mais votado por Alagoas. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003 e integrou as comissões de Agricultura e Política Rural, a da Amazônia, de Integração Nacional, de Desenvolvimento Regional, de Constituição e Justiça e de Cidadania, de Economia, Indústria e Comércio e de Economia, Indústria, Comércio e Turismo.

Membro da base de sustentação do governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003 - ), votou a favor da reforma da Previdência e ausentou-se na votação da reforma tributária. No pleito de outubro de 2006, concorreu ao governo de Alagoas na legenda petebista. Obteve a segunda colocação, derrotado por Teotônio Vilela Filho que foi eleito no primeiro turno. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 2007 ao final da legislatura.

Foi casado com Solange Lyra. Uma de suas filhas, Teresa Collor, foi casada com Pedro Collor.

 

FONTES: CONTI, M. Notícias; Estado de S. Paulo (2/3/93); INF. SENADO.

http://www.diap.org.br acesso em 15/10/09

http://www2.camara.gov.br/deputados/index.html/loadFrame.html acesso em 15/10/09

http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/resultado_2006.htm acesso em 15/10/09


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