LOBO, FERNANDO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: LOBO, Fernando
Nome Completo: LOBO, FERNANDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LOBO, FERNANDO

LOBO, Fernando

*diplomata; encar. neg. Bras. EUA 1937-1938, 1942, 1943-1944, 1945 e 1946.

 

Fernando Lobo nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 14 de outubro de 1896.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Ingressou na carreira diplomática em abril de 1918 como terceiro-oficial, tendo servido no Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro até setembro de 1921. Designado para servir em Londres na categoria de cônsul de segunda classe, permaneceu na capital britânica até setembro de 1922, quando retornou ao Brasil. Ainda nesse ano atuou como secretário do embaixador Domício da Gama na III Assembléia da Liga das Nações, sendo promovido a segundo-oficial em março de 1924. Auxiliar do diretor-geral de Negócios Políticos e Diplomáticos de fevereiro de 1924 a junho de 1927, serviu nesse mesmo ano junto à Conferência Internacional do Comércio do Rio de Janeiro. Foi membro da Comissão dos Relatórios no Ministério das Relações Exteriores de 1929 a 1930, tornando-se em maio do ano seguinte encarregado do serviço público federal fora da Secretaria de Estado.

Promovido a cônsul de primeira classe em outubro de 1931, permaneceu no Ministério das Relações Exteriores até junho de 1932, quando ficou à disposição do governo do estado de Minas Gerais, ao qual serviu até fevereiro de 1935. Em julho seguinte foi removido para Washington e, em abril de 1936, enviado como primeiro-secretário da embaixada especial do Brasil à posse de Miguel Mariano Gomez na presidência da República de Cuba. De volta a Washington, permaneceu como cônsul de primeira classe até maio de 1937, quando passou a primeiro-secretário, sendo designado em dezembro seguinte encarregado de negócios do Brasil nos Estados Unidos, função que desempenhou até abril de 1938.

De volta ao Ministério das Relações Exteriores em julho de 1938, integrou a Comissão de Eficiência a partir de agosto seguinte, ocupando entre março e setembro de 1941 o cargo de secretário do chefe do Departamento de Administração. Promovido a ministro de segunda classe em agosto desse ano, atuou como membro da Comissão de Eficiência a partir de outubro, participando como diretor de secretaria da Conferência Interamericana do Rio de Janeiro — III Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas — em janeiro de 1942. Nessa conferência foi recomendada a ruptura das relações diplomáticas dos países americanos com os países do Eixo, o que foi cumprido de imediato pela maioria das nações do continente.

Ainda em 1942, em março, foi transferido para Washington, onde, por diversos períodos, ocupou o cargo de encarregado de negócios nas ausências do embaixador Carlos Martins Pereira e Sousa (1940-1948). Durante sua permanência em Washington foi consultor e suplente da delegação brasileira à IV Reunião do Conselho da United Nations for Relief and Rehabilitation Agency (UNRRA), em março de 1946. Permaneceu nos EUA até abril de 1946, quando foi substituído por Mário Pimentel Brandão.

De volta ao Rio de Janeiro, serviu como chefe do Departamento de Administração do Itamarati, atuando em agosto de 1947 como subsecretário-geral da Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente. Em setembro do ano seguinte exerceu a função de secretário-geral da delegação brasileira à III Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Paris. Promovido a ministro de primeira classe em maio de 1949, em setembro de 1950 atuou como delegado suplente do Brasil à IV Sessão da Assembléia Geral da ONU, em Nova Iorque. Em dezembro de 1950 foi designado embaixador do Brasil na Venezuela. Em fevereiro de 1953 chefiou a delegação brasileira à III Sessão Extraordinária do Conselho Interamericano Econômico e Social, em Caracas, na Venezuela, onde permaneceu até maio seguinte.

Designado membro da delegação permanente junto à Organização dos Estados Americanos (OEA) em junho de 1953, lá permaneceria até junho de 1961. Foi ainda delegado do Brasil à Conferência Interamericana da Paz, reunida em junho de 1953, à Conferência Interamericana, em março de 1954, em Caracas, e à Conferência Especializada Interamericana sobre a Preservação dos Recursos Naturais, em Ciudad Trujillo, na República Dominicana, em março de 1956. Designado presidente do Conselho da OEA em novembro desse ano, a partir de abril de 1958 atuou como presidente da Comissão de Organismos Interamericanos e, de agosto seguinte, como presidente da Comissão Interamericana da Paz.

Em agosto de 1959 participou como delegado do Brasil da V Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores dos Estados Americanos, realizada em Santiago do Chile, atuando como chefe da delegação brasileira à I Reunião da Comissão Interamericana de Energia Nuclear, realizada em outubro de 1959 em Washington. Participou ainda da IV Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores dos Estados Americanos, realizada em agosto de 1960 na Costa Rica, sendo eleito presidente do conselho da OEA em novembro do mesmo ano. Aposentou-se em outubro de 1961.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 7 de agosto de 1966.

 

 

FONTES: CONSULT. MAGALHÃES, B.; MIN. REL. EXT. Anuário (1962 e 1963).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados