LODI, EUVALDO

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Nome: LODI, Euvaldo
Nome Completo: LODI, EUVALDO

Tipo: BIOGRAFICO


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LODI, EUVALDO

LODI, Euvaldo

*rev. 1930; const. 1934; dep. fed. prof. 1935-1937; pres. CIB 1935; pres. CNI 1938-1954; dep. fed. MG 1947-1956.

 

Euvaldo Lodi nasceu em Ouro Preto, então capital de Minas Gerais, no dia 9 de março de 1896, filho de Luís Lodi e de Anunciata Lodi, imigrantes italianos.

Depois de cursar o Ginásio Mineiro, em Belo Horizonte, retornou à sua cidade natal, onde ingressou na Escola de Minas e Metalurgia, formando-se engenheiro em 1920.

Trabalhou na construção de rodovias e ferrovias, na exploração de minas de ferro e carvão, e na instalação de fornos metalúrgicos em Minas Gerais, até ser convidado, em 1923, para participar da Comissão Nacional de Siderurgia, dirigida por Luís Gonzaga de Campos. Integrado assim ao estudo do problema siderúrgico nacional, Euvaldo Lodi levantou ocorrências de carvão, minério de ferro e manganês nos estados de Santa Catarina e Paraná, a fim de verificar a viabilidade da instalação de uma grande usina siderúrgica no país.

No biênio 1924-1925, escreveu para o jornal carioca O Imparcial sobre geologia, legislação de minas, estradas de ferro, tarifas aduaneiras e problemas gerais da indústria e da agricultura. Ainda na década de 1920, começou a se destacar como líder empresarial em seu estado, tornando-se presidente do Centro Industrial de Juiz de Fora. Engajou-se na Revolução de 1930, colaborando, durante o conflito, no planejamento da movimentação de contingentes rebeldes e ingressando, depois da vitória, no Clube 3 de Outubro, organização nacional que se propunha a defender os ideais tenentistas de aprofundamento das reformas iniciadas pela revolução vitoriosa.

Em 1931, representantes da lavoura e do comércio importador apresentaram ao Governo Provisório oriundo da revolução projetos tarifários considerados pelos industriais como fortalecedores do livre-cambismo e, portanto, daninhos ao desenvolvimento da indústria nacional. Aqueles setores, por sua vez, tinham na conta de protecionista a política governamental, orientação evidenciada, a seu ver, pela participação privilegiada de representantes da indústria na Comissão Revisora das Tarifas Aduaneiras, instituída pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Na polêmica então estabelecida, vários órgãos filiados ao Centro Industrial do Brasil (CIB) encaminharam projetos à entidade, que formou, em junho, uma comissão composta por Euvaldo Lodi, Roberto Simonsen e Vicente de Paulo Galiez, encarregada de formular, uma síntese das opiniões do setor. Durante seus trabalhos, a comissão esteve em permanente contato com Getúlio Vargas, chefe do Governo Provisório, José Maria Whitaker, ministro da Fazenda, e a Comissão Revisora de Tarifas.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, Euvaldo Lodi tornou-se, entre 1931 e 1936, membro do conselho diretor da Federação Industrial do Rio de Janeiro (FIRJ), entidade recém-fundada, resultante da adaptação da organização patronal às exigências da nova legislação sindical em vigor. Considerado elemento representativo da indústria, integrou, junto com Horácio Lafer e Vicente Galiez, uma comissão de coordenação, designada pelo CIB, que atuou intensamente na organização de sindicatos patronais e na mobilização da indústria em todo o país.

Em 1932, Euvaldo Lodi representou a Federação das Indústrias de Minas Gerais na nova Comissão Revisora de Tarifas, atuando junto de Vicente Galiez, Otávio Pupo Nogueira e Válter James Gosling. Em 25 de janeiro de 1933, representando o Centro Industrial de Juiz de Fora, tornou-se um dos fundadores e quarto-vice-presidente da primeira diretoria da Confederação Industrial do Brasil, sendo designado dois meses depois para incentivar a fundação de sindicatos patronais junto à Federação das Indústrias de Minas Gerais. Esta missão estava relacionada com a convocação, pelo Governo Provisório, da Assembléia Nacional Constituinte, que incluiria em sua composição, além dos eleitos pelo sufrágio universal, representantes classistas indicados pelos “sindicatos legalmente reconhecidos”. Delegado do Sindicato das Indústrias de Ferro de Minas Gerais à Convenção dos Sindicatos Patronais, realizada em julho no Rio de Janeiro, neste conclave Lodi foi eleito um dos 17 representantes dos empregadores à Assembléia Constituinte que se reuniria a partir de novembro de 1933.

 

Atuação parlamentar na década de 1930

Líder da bancada dos empregadores na Assembléia e membro da chamada Comissão dos 26, encarregada de elaborar o anteprojeto da Constituição, Euvaldo Lodi foi relator dos capítulos intitulados “Ordem econômica e social”, “Família” e “Educação e cultura” do anteprojeto, angariando fama de hábil negociador e conseguindo manter posição autônoma em relação às propostas do governo, apesar da proximidade dos pontos de vista. No importante debate sobre a representação classista no sistema político nacional, sugeriu uma fórmula distinta da que foi apresentada pelo Clube 3 de Outubro, atenuando seu caráter corporativista e propondo a formação de uma câmara única organizada de forma mista, com representação política das classes e deputados eleitos por sufrágio universal. Segundo Lodi, o “caráter técnico” da representação das classes propiciava que seus delegados ficassem acima das disputas partidárias e superassem o caráter regionalista que sempre havia dominado as bancadas, enfraquecendo assim o poder dos chefes políticos tradicionais.

A maior oposição às teses corporativistas e à representação classista partiu da bancada paulista, majoritariamente composta por elementos vinculados à Revolução Constitucionalista derrotada no ano anterior, que propunha a formação de um conselho de representantes profissionais desprovido de poder político, de caráter consultivo, para auxiliar a Câmara Federal. Entre estas três alternativas fundamentais, a Constituinte aprovou a fórmula já experimentada em sua própria composição, adotando a participação de deputados classistas na Câmara, embora não no Senado.

Com a promulgação da nova Constituição em 16 de julho de 1934 e a eleição de Getúlio Vargas para a presidência da República no dia seguinte, a Constituinte cumpriu as funções para as quais havia sido convocada, mas os mandatos de seus membros foram prorrogados até a expedição dos diplomas dos novos deputados, que seriam eleitos ainda naquele ano. Em agosto, quando estavam sendo tomadas as providências para a eleição dos representantes patronais à Câmara dos Deputados, Euvaldo Lodi foi escolhido por Vargas para integrar o recém-criado Conselho Federal de Comércio Exterior (CFCE), órgão diretamente ligado ao presidente com a missão de colaborar na definição da política econômica do governo. Estas funções não eram conflitantes com a renovação de seu mandato parlamentar, que contava com o apoio da maioria dos delegados eleitores e do próprio Vargas, mas enfrentava a oposição do interventor mineiro, Benedito Valadares, e do ministro do Trabalho, Agamenon Magalhães.

Nas vésperas da eleição, Lodi foi acusado pelo chefe de polícia do Distrito Federal, Filinto Müller, de participar de uma conspiração contra o governo, cujos planos estariam sendo organizados em seu escritório comercial, no Rio, com a participação do general da reserva Isidoro Dias Lopes. Vargas encarregou Pedro Rache e Benedito Valadares de esclarecerem o caso e, depois de rápida investigação, o primeiro concluiu tratar-se de acusação sem fundamento, tramada por Valadares para afastar Lodi do pleito. Depois do esclarecimento, Lodi foi um dos sete deputados classistas, representantes da indústria, eleitos, em janeiro de 1935, para a Câmara Federal. Assumiu o novo mandato em 3 de maio, tornando-se, na legislatura, segundo-vice-presidente da Câmara e membro da Comissão de Finanças. Seus discursos versaram, entre outros assuntos, sobre legislação social e de minas, águas, energia hidráulica e apoio à indústria nacional.

 

Assessor de Vargas e presidente da CNI

Sua afinidade com o governo fez com que, a partir de 1935, participasse, junto com Roberto Simonsen, Valentim Bouças e outros, de um círculo de representantes da indústria e do comércio ligado ao presidente. Em outubro deste ano, foi um dos signatários da carta enviada por Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, presidente da Câmara dos Deputados, a Vargas, apontando a inconstitucionalidade da Fórmula Pilla, que propunha a adoção do regime parlamentarista.

No início de 1937, Euvaldo Lodi foi relator do inquérito realizado pelo CFCE sobre as indústrias de tecidos, papel, fósforos, calçados e chapéus, que enfrentavam problemas de superprodução. Baseado nos resultados deste trabalho, o CIB apresentou um anteprojeto, apoiado pelos sindicatos patronais dos setores atingidos e levado a debate no CFCE, proibindo a importação de máquinas para a montagem de novas fábricas. A discussão se estendeu até fins de 1938, quando Lodi apresentou novo anteprojeto regulamentando a matéria. Entretanto, sua proposta encontrou forte oposição dos governos dos estados das regiões Norte e Nordeste, bem como do Departamento Nacional da Indústria e Comércio, que, segundo a revista O Observador Econômico e Financeiro, consideravam a proibição como um passo para a consolidação de “um monopólio para as indústrias já instaladas e para as regiões onde já se firmaram as indústrias consideradas em superprodução, não permitindo que em país tão extenso outras zonas surjam pretendendo criar novas fábricas”.

Com a implantação do Estado Novo em 10 de novembro de 1937 e a conseqüente dissolução do Legislativo, Lodi perdeu seu mandato parlamentar, assumindo, pouco depois, o cargo de segundo-vice-presidente da Confederação Industrial do Brasil durante a gestão de Roberto Simonsen. Na época, iniciou-se o enquadramento da entidade na lei sobre sindicalização, que apesar de apoiada por Lodi encontrou fortes resistências entre os empregadores.

Durante o ano de 1938, o CFCE desenvolveu intensa atividade, elaborando pareceres sobre a criação de uma grande indústria siderúrgica e a exportação de minérios, sugerindo acordos comerciais com países estrangeiros e apresentando propostas de criação de organismos ligados à Presidência da República, especializados nas questões de petróleo, carvão mineral, siderurgia, minas e metalurgia. Estudou também a formação de institutos ligados à produção de mate, sal e madeira de pinho. Além da participação nestes trabalhos, Lodi colaborou no projeto de nacionalização dos bancos de depósito, que foi concretizado em 9 de abril de 1941.

No período entre 1938 e 1940, Lodi acumulou as presidências da FIRJ (que em 1939 passou a chamar-se Centro Industrial do Rio de Janeiro), da Federação dos Sindicatos Industriais do então Distrito Federal (que tomou o nome da antiga FIRJ) e da Confederação Nacional de Indústria (CNI), entidade recém-criada com a participação das federações industriais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Embora possuindo a mesma diretoria, o CIRJ e a FIRJ tinham estatuto jurídico diferenciado, sendo o primeiro registrado como instituição privada para que os representantes patronais pudessem escapar às limitações da legislação sindical, que proibia atividades e pronunciamentos não vinculados a assuntos profissionais.

Em 1940, Euvaldo Lodi manteve cerrado debate com Francisco José de Oliveira Viana, consultor jurídico do Ministério do Trabalho e defensor de um aprofundamento do caráter corporativista da estrutura sindical, seguindo o modelo italiano. Lodi considerava “estatizante” a proposta e defendia a manutenção da forma de organização classista adotada depois da Revolução de 1930, incluindo a existência das federações estaduais que, segundo ele, expressavam a diversidade da situação econômica nacional e a desigualdade do desenvolvimento industrial de cada região. Segundo Marisa S. Leme, as posições de Lodi expressavam não só seu pragmatismo, mas também uma formação ideológica liberal, comum à maioria dos industriais brasileiros, que entrava em choque com a sindicalização forçada das associações de classe atentatória à livre iniciativa.

Em 1941, os industriais propuseram ao governo federal a criação de um serviço de ensino profissional na forma de uma “organização autônoma”, dirigida pelas federações industriais e sob controle da CNI. Em resposta, o ministro da Educação, Gustavo Capanema, instituiu uma comissão integrada por Lodi, Valentim Bouças e outros, que veio a criar, em novembro de 1942, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), do qual Lodi tornou-se presidente. Na época, passou a integrar, junto com Roberto Simonsen e outros, o Conselho Consultivo da Coordenação de Mobilização Econômica, órgão criado depois do ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial visando “estabelecer a mobilização completa dos recursos econômicos existentes no território nacional”, e possuidor de uma soma de atribuições e poderes sem precedentes no campo da intervenção governamental na economia.

Membro fundador e vice-presidente da Legião Brasileira de Assistência, em julho de 1943, na qualidade de presidente da CNI, Lodi escreveu um manifesto aos industriais brasileiros apoiando o esforço desenvolvido pelo governo para que todas as classes se organizassem em sindicatos, pedindo aos empresários que se sindicalizassem sem demora e dessem preferência ao trabalhador sindicalizado nos serviços de sua empresa. Em fins deste ano, foi vice-presidente do I Congresso Brasileiro de Economia, realizado no Rio de Janeiro com o patrocínio do governo federal.

Em 1944, Lodi presidiu o Congresso Brasileiro da Indústria, promovido pela CNI e organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), que contou com a presença de Vargas e outras autoridades governamentais, além de representantes do comércio. No segundo semestre deste ano, junto com João Daudt d’Oliveira, Heitor Grilo e Francisco Clementino de San Tiago Dantas, Euvaldo Lodi integrou uma comissão do Conselho Nacional de Política Industrial e Comercial (CNPIC), órgão do Ministério do Trabalho, que apresentou um projeto de planificação da economia brasileira, baseado em parecer anterior da autoria de Roberto Simonsen. Entretanto, a proposta foi rejeitada pela Comissão de Planejamento Econômico, cujo relator, o economista Eugênio Gudin, partidário do liberalismo econômico, manteve importante polêmica com Roberto Simonsen sobre o assunto.

Euvaldo Lodi e João Daudt d’Oliveira chefiaram, em novembro de 1944, a delegação brasileira à Conferência de Bretton Woods (Conferência Econômica Internacional), nos Estados Unidos, que reuniu representantes de 44 países aliados para tratar da reorganização econômica e financeira mundial depois que se consumasse a vitória sobre os países do Eixo. A conferência deu os primeiros passos para a formação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).

Em agosto de 1945, Lodi foi um dos signatários de um longo memorial dirigido ao chefe do governo, também assinado por representantes do comércio e da lavoura, protestando contra o Decreto-Lei nº 7.666, conhecido como Lei Malaia, voltado para coibir a ação de trustes, e considerado antidemocrático pelos empresários. Representante dos empregadores na Comissão de Enquadramento Sindical em 1945 e 1946, fundador e diretor-geral do Serviço Social da Indústria (Sesi) em junho de 1946, neste ano Lodi representou o Brasil na Conferência de Paz, realizada em Paris, seguindo depois para Washington na qualidade de delegado à IV Reunião de Consulta dos Chanceleres Americanos.

 

Atuação parlamentar depois do Estado Novo

Deputado federal por Minas Gerais pela legenda do Partido Social Democrático (PSD) a partir de janeiro de 1947, exerceria o mandato até 1951, participando das comissões de Segurança Nacional e de Legislação Social da Câmara. Em 1948, representou novamente os empregadores na Comissão de Enquadramento Sindical e no período 1948-1949 foi presidente da Comissão de Desenvolvimento Industrial da chamada Missão Abbink (Comissão Mista Brasileiro-Americana de Estudos Econômicos). Integrou a delegação brasileira à Conferência Pan-Americana de Chanceleres, realizada em Washington em 1951, onde combateu a posição norte-americana de conferir prioridade à defesa do continente em detrimento do desenvolvimento econômico. Partidário da criação de um mercado interno capaz de garantir a expansão da indústria, Lodi argumentava que o fortalecimento das “débeis economias latino-americanas” era parte essencial de uma política de defesa continental. Defendia a subordinação do capital estrangeiro aos interesses das nações que o recebiam, e a apropriação estatal das riquezas do subsolo. No campo social, embora manifestasse preocupação com a defesa do trabalho, afirmando que “o capital precisa beneficiar o ambiente e se solidarizar com a vida das classes menos favorecidas”, posicionou-se contra a participação direta dos trabalhadores nos lucros das empresas, apoiando, em contrapartida, a aplicação de parte dos lucros em serviços sociais.

Reeleito deputado federal por Minas em 1950, ainda pela legenda do PSD, cumpriria novo mandato entre 1951 e 1955, integrando na legislatura a Comissão de Tomada de Contas. No período 1952-1954 voltou a representar os empregadores na Comissão de Enquadramento Sindical, e em 1953 foi membro da Comissão de Bem-Estar Social, presidida por Josué de Castro.

Em agosto de 1954, o jornalista Carlos Lacerda, candidato a deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN), acusou Lodi de envolvimento no atentado ocorrido na rua Toneleros, no Rio, em que perdeu a vida o major-aviador Rubens Vaz. No mês seguinte, entretanto, o semanário político Panfleto, de tendência nacionalista e adversário de Lacerda, noticiou que a denúncia estava relacionada com o posicionamento mais firme de Lodi em defesa de uma política nacionalista e industrialista. Segundo o mesmo semanário, ele só não havia sido atacado até então por contribuir com altas somas de dinheiro para a Tribuna da Imprensa, jornal de Lacerda.

Com o alijamento do grupo getulista do poder após a morte de Vargas (24/8/1954), a influência de Lodi nos meios empresariais declinou, sendo sucedido na presidência da FIRJ por Zulfo de Freitas Malmann, que lhe fazia oposição. Ao mesmo tempo, foi substituído na CNI por Augusto Viana Ribeiro dos Santos. Reeleito deputado federal por Minas Gerais ainda em 1954, Euvaldo Lodi faleceu em acidente automobilístico entre Jundiaí (SP) e São Paulo no dia 19 de janeiro de 1956, em pleno exercício do mandato.

Era casado com Alvarina Castro de Oliveira Lodi. Presidira o conselho diretor da Escola de Ciências Políticas e Econômicas de São Paulo e da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas do Rio de Janeiro. Fora membro da Associação Comercial, da Federação das Indústrias e do Sindicato das Indústrias de Ferro de Minas Gerais, da Associação Comercial do Rio de Janeiro, do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas, da delegação brasileira à Conferência Internacional Econômica de Rye, nos Estados Unidos, e do Conselho Nacional de Tarifas Ferroviárias. Fora ainda representante da indústria e do comércio no Conselho Nacional de Similares (vinculado ao Ministério da Fazenda) e presidente da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), órgão das Nações Unidas.

Na iniciativa privada, Lodi fora fundador e proprietário da usina siderúrgica Gorceix, em Caeté (MG), e presidente das seguintes empresas: Cia. Ferro Brasileiro, Cia. Industrial de Ferro S.A., Cia. Carbonífera Metropolitana (em Santa Catarina), Eletrometal S.A., S.A. Fábrica de Tecidos de Seda Santa Helena (em Petrópolis, RJ) e Fábrica Rehem Metalúrgica S.A. Foi ainda vice-presidente da firma Elevadores Swiss do Brasil S.A. e diretor da Sociedade Siderúrgica Limitada (no Rio de Janeiro).

Euvaldo Lodi publicou A indústria e a economia nacional (1949) e Discursos e conferências (1954).

Sônia Dias

 

 

FONTES: ARQ. CLUBE 3 DE OUTUBRO; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; BARROS, E. Associação; BULHÕES, O. Margem; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CARONE, E. Centro; CARONE, E. Estado; CISNEIROS, A. Parlamentares; CONF. INDUSTRIAL DO BRASIL. Relatório; CONF. NAC. IND.; CONSULT. MAGALHÃES, B.; Diário do Congresso Nacional; FED. INDUSTRIAL DO RJ. Relatório; FICHÁRIO PESQ. M. AMORIM; GODINHO, V. Constituintes; GOMES, A. Representação; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos (1949); Jornal do Comércio (19/1/46); LEME, M. Ideologia; LEVINE, R. Vargas; Panfleto (9/54); PERNAMBUCO. In memoriam; RACHE, P. Outros; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); SCHLESINGER, H. Encic.; SILVA, H. 1935; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem (1951); WEID, E. Apontamentos.

 

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