LOPES, ALBERTO RAPOSO

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Nome: LOPES, Alberto Raposo
Nome Completo: LOPES, ALBERTO RAPOSO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LOPES, ALBERTO RAPOSO

LOPES, Alberto Raposo

*diplomata; emb. Bras. Bolívia 1969-1971.

Alberto Raposo Lopes nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 1º de setembro de 1912.

Iniciou a carreira diplomática em março de 1939, tornando-se por concurso cônsul de terceira classe. Vice-cônsul em Boston, nos Estados Unidos, de maio de 1942 a 1943, em novembro desse ano foi removido para Miami, na Flórida, também naquele país, onde permaneceu provisoriamente até 1945. Em maio desse ano passou a exercer as funções de terceiro-secretário da embaixada brasileira em Caracas, na Venezuela, sendo promovido a segundo-secretário em dezembro. De agosto a setembro de 1946 atuou como assessor da delegação do Brasil à IV Assembléia Geral do Instituto Pan-Americano de Geografia e História, realizada na capital venezuelana. Em novembro desse ano foi transferido para a Secretaria do Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro.

Designado em janeiro de 1947 para integrar a comissão encarregada de proceder ao exame preparatório em vista de uma possível solução amigável para conflitos diplomáticos com a Inglaterra, em maio seguinte fez parte da delegação brasileira à Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente, realizada no Rio de Janeiro. Em setembro de 1948 foi colocado à disposição do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBECC), em caráter provisório. Após licença especial de abril a julho de 1949, retornou ao Itamarati, que representou, ainda neste último mês, na II Conferência das Classes Produtoras (II Conclap), reunida em Araxá (MG). Posto à disposição do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) durante o ano de 1950, cursou nesse período a Escola Superior de Guerra (ESG), exercendo em seguida as funções de adjunto do Departamento de Estudos dessa instituição e de chefe interino de sua Divisão de Assuntos Internacionais.

Segundo-secretário da embaixada brasileira em Montevidéu a partir de fevereiro de 1951, foi promovido em outubro do ano seguinte a primeiro-secretário. Serviu na capital uruguaia até junho de 1954, quando foi removido para Lima, no Peru, tendo atuado ainda como delegado do Brasil ao II Congresso Ibero-Americano de Segurança Social, realizado na capital peruana. De junho a agosto de 1955 e de julho a outubro de 1956 substituiu o embaixador Edgar Bandeira Fraga de Castro como encarregado de negócios em Lima, onde permaneceu até dezembro deste último ano.

Removido para a Secretaria do Itamarati, assumiu em 1957 a função de diretor executivo da Comissão Nacional de Assistência Técnica. Nomeado em fevereiro desse ano chefe substituto da seção brasileira da Comissão Mista Brasil-Peru, foi promovido no mês seguinte a conselheiro de embaixada, tendo integrado em maio a delegação brasileira nas negociações para a conclusão de um acordo sobre transportes aéreos entre o Brasil e a Colômbia. Ainda nesse mês foi nomeado chefe da Divisão de Cooperação Econômica e Técnica, do Itamarati e, em novembro, deixou suas funções de diretor executivo para assumir a vice-presidência da Comissão Nacional de Assistência Técnica, que ocupou até 1959.

Conselheiro de embaixada em Haia, na Holanda, de junho de 1959 a julho de 1961, exerceu por diversas vezes nesse período o cargo de encarregado de negócios em substituição ao embaixador Joaquim de Sousa Leão Filho. Ainda em julho de 1961 foi designado cônsul-adjunto em Montevidéu, onde serviu até o ano seguinte, tendo nesse período exercido por diversas vezes a função de encarregado do consulado geral do Brasil.

Transferido para Nápoles, na Itália, em fevereiro de 1963, foi promovido a ministro de segunda classe em dezembro desse ano. Deixou Nápoles em fevereiro do ano seguinte, quando, já nomeado cônsul-geral, foi removido para Assunção, no Paraguai, onde atuaria até 1967. Nesse ínterim, integrou em 1965 a delegação brasileira junto à Comissão Mista Brasil-Paraguai. Ainda em 1967 foi designado cônsul-geral em Hamburgo, na Alemanha, função que exerceu até o ano seguinte.

Em 1969 foi indicado para substituir Luís Orlando Carone como embaixador do Brasil em La Paz, na Bolívia, onde permaneceu até 1971. Substituído por Cláudio Garcia de Sousa, regressou ao Brasil, tornando-se chefe do Departamento Consular e de Imigração do Itamarati. Em 1973 passou a chefe do Departamento Consular e Jurídico do Ministério das Relações Exteriores, à frente do qual permaneceu até 1974. Ainda nesse ano assumiu a embaixada em Helsinque, na Finlândia, pela qual respondeu até o ano seguinte.

Diplomado em ciências políticas e econômicas pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, fez ainda o curso de civilização e língua francesa na Sorbonne, em Paris, e o de administração pública na Universidade de Harvard, em Boston, também nos Estados Unidos.

FONTES: MIN. REL. EXT. Anuário (1964, 1966, 1973 e 1979); Perfil (1972).

 

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