LOPES, Iriny

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Nome: LOPES, Iriny
Nome Completo: LOPES, Iriny

Tipo: BIOGRAFICO


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LOPES, Iriny

LOPES, Iriny

* dep. fed. ES 2003-

 

                Iriny Nicolau Corres Lopes nasceu na cidade de Lima Duarte (MG), no dia 12 de fevereiro de 1956, filha de Nicolas Georges Corres e Wanda Vitorino Corres.

                Em 1982 tornou-se presidente da Associação Capixaba de Mutuários do Sistema Financiamento da Habitação (ASCAM), em Vitória, e em 1983 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). No decorrer dos anos 1980 e ao longo da década de 1990, exerceu atividades partidárias e sindicais e integrou movimentos pela garantia de direitos humanos.

                Em 1987, ano seguinte ao de sua saída da presidência da ASCAM, atuou como Secretária Geral do Conselho Comunitário da cidade de Vila Velha. Entre 1990 e 1992, foi Presidente do Diretório Estadual do PT-ES. Em 1997 foi novamente escolhida Presidente do Diretório Estadual do PT, função que exerceu por outros dois mandatos consecutivos. No ano de 1999 passou a ser membro do Movimento Nacional de Direitos Humanos e do Fórum Reage Espírito Santo contra a Violência, a Impunidade e a Corrupção, ambos sediados na capital capixaba.

                Nas eleições municipais de 2000 concorreu à prefeitura de Vitória. Nesse pleito recebeu 12,29% dos votos válidos e terminou em terceiro lugar, sendo superada pelos candidatos Nilton Baiano, do Partido Progressista Brasileiro (PPB), e Luis Paulo Veloso Lucas, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). No pleito de 2002, Iriny elegeu-se deputada federal. Tomou posse em fevereiro de 2003 e nesse mesmo ano tornou-se Vice-Líder do PT. Na Câmara, fez parte do grupo de 16 deputados ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a chamada “bancada agrária”.

                Ainda em 2003, integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada pela Câmara e pelo Senado para investigar esquema de lavagem de dinheiro pelo Banestado (Banco do Estado do Paraná), entre 1996 e 1999. O relatório final da CPI apontou o envio ilegal de cerca de R$ 90 a R$ 150 bilhões para o exterior, e pediu 91 indiciamentos de pessoas acusadas de envolvimento nessas remessas.  Em agosto do mesmo ano, participou dos debates sobre a reforma da Previdência e votou com a maioria, a favor da proposta do Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), conforme deliberação aprovada pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores.

                Em novembro de 2004 foi relatora da comissão de sindicância da Câmara que investigou acusações de extorsão feitas contra o deputado federal André Luiz, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB-RJ). Nessa ocasião, apontou quebra de decoro parlamentar pelo deputado e escreveu parecer favorável à cassação de seu mandato. André Luiz fora acusado de pedir dinheiro a um empresário do setor de jogos em troca da supressão do nome deste no relatório final de uma CPI da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro que, após investigar irregularidades na administração da Loterj, a autarquia responsável pelas loterias do estado, solicitara o indiciamento de várias pessoas envolvidas.

                Em 2005 Iriny passou a integrar diversas comissões da Câmara dos Deputados. Como presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos e Minorias, acompanhou as investigações da chacina que vitimou 29 pessoas nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense, no dia 31 de março de 2005. Após as investigações do caso, concluiu-se ter havido participação de policiais militares nos homicídios. O relatório da Comissão Permanente apresentado sobre a chacina recomendou ao governo celeridade nas investigações, proteção às testemunhas do crime, integração das polícias militar, civil e federal e da Força Nacional, além da realização do referendo sobre o comércio de armas.

                Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi relatora da proposta de reforma eleitoral e sugeriu mudanças nas campanhas eleitorais. No parecer divulgado pela CCJ foram suprimidas as propostas de interdição à veiculação de imagens externas e efeitos especiais nos programas televisivos dos candidatos, de redução de 90 para 60 dias no tempo da campanha e de proibição de propaganda eleitoral no dia das eleições. Integrou ainda, como titular, a Comissão Permanente de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, além de duas comissões especiais de Projetos de Emenda Constitucional (PEC): a que visou dar continuidade ao processo de reforma do Judiciário, e a referente ao processo eleitoral de 2006, que alterou de 30 de setembro de 2005 para 31 de dezembro do mesmo ano o prazo para a ocorrência de mudanças na legislação eleitoral.

                Na seqüência do episódio conhecido como “Mensalão”, crise política desencadeada por denúncias do deputado Roberto Jefferson, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB-RJ), sobre a compra de votos de parlamentares da base aliada do governo pelo Partido dos Trabalhadores, Iriny Lopes teve seu nome indicado pelo PT, em julho de 2005, para ser uma das representantes do partido na CPI que passou a averiguar o caso. Nessa ocasião, defendeu que o inquérito abrangesse a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Apesar da enorme repercussão do episódio, a CPI foi encerrada, após 120 dias de funcionamento, sem acordo sobre seu relatório final, que apontou recebimento de vantagens indevidas por parlamentares e dirigentes partidários.

                No pleito de outubro, Iriny candidatou-se novamente ao cargo de deputada federal pelo Espírito Santo e foi reeleita. Em fevereiro de 2007 tomou posse do segundo mandato, no qual passou a integrar, como titular, três comissões permanentes: Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; Viação e Transporte; Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática. Além disso, tornou-se titular da comissão especial da PEC sobre polícias penitenciárias.

Em outubro de 2007 votou a favor da proposta do governo, não aprovada naquela ocasião, de prorrogar a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Em dezembro, tornou-se membro titular da “CPI dos Grampos”, formada a partir de suspeitas da existência de grampos telefônicos em ligações realizadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Tal inquérito tinha como objetivo investigar as escutas telefônicas clandestinas no país, assim como discutir projetos sobre a legislação relativa à interceptação telefônica.

Na ocasião em que o PT definiu a nova composição de sua executiva nacional, em fevereiro de 2008, Iriny Lopes passou a exercer o cargo de vice-presidente do partido, ao lado de Marco Aurélio Garcia, também nomeado assessor da Presidência, e Jorge Coelho. Nesse mesmo ano ela passou a titular da CPI do Sistema Carcerário, formada para investigar a situação do sistema carcerário brasileiro e buscar soluções para o efetivo cumprimento da Lei de Execuções Penais. O relatório final dessa CPI divulgou a carência de aproximadamente 180 mil vagas nos presídios, listou as melhores e piores cadeias do país e revelou precárias condições de salubridade e desrespeito aos direitos humanos nas prisões brasileiras.

 Casou-se com Flávio Lopes, com quem teve três filhos.

 

 

Luciana Pinheiro

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados (http://www2.camara.gov.br/; acessado em 09/11/2008); Portal do Jornal Correio Braziliense (http://www.correiobraziliense.com.br/; acessado em 26/12/2008); Portal do Jornal Espírito Santo Hoje (http://www.eshoje.com.br/arquivo/; acessado em 26/12/2008)  Portal do Jornal Folha de São Paulo (http://www.folha.uol.com.br/; acessado em 09/11/2008 e 10/11/2008); Portal do Jornal O Globo (http://oglobo.globo.com/; acessado em 26/12/2008); Portal do Jornal do Brasil (http://jbonline.terra.com.br/; acessado em 10/11/2008); Portal da Revista Veja (http://veja.abril.com.br, acessado em 10/11/2008); Portal do Senado Federal (http://www.senado.gov.br/; acessado em 26/12/2008).

 

 

 

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