LORENZONI, Onyx

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Nome: LORENZONI, Onyx
Nome Completo: LORENZONI, Onyx

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Onyx Lorenzoni

Lorenzoni, Onyx

dep. fed. RS 2003-2007, 2007-2011, 2011-2015, 2015-.


 

Onyx Dornelles Lorenzoni nasceu em Porto Alegre , no dia 03 de outubro de 1954, filho de Rheno Julio Lorenzoni e Dalva Dornelles Lorenzoni.

Luterano, atuou em diversas instituições ligadas à sua profissão, a veterinária. 

Em 1987 filiou-se ao Partido Liberal (PL). Nesta legenda, em 1990, candidatou-se a deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, e em 1992 disputou a prefeitura da capital gaúcha mas não foi eleito. Em 1994 elegeu-se deputado estadual. Em 1997, saiu do PL e filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Nesta legenda reelegeu-se para a Assembléia Legislativa local  em 1998.

Em 2002 foi eleito deputado federal por seu estado, na legenda do PFL. Ao assumir, em fevereiro de 2003, tornou-se vice-presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência que analisou a emenda constitucional no 40 sobre o sistema previdenciário. Conseguiu atrasar a discussão ao aprovar sua proposta de realização de audiências públicas sobre o assunto nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Bahia. Também assinou requerimento junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o texto da Reforma alegando que a taxação dos servidores inativos feria direitos adquiridos. Apesar das resistências, tanto na oposição quanto na base de sustentação do primeiro Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), a Reforma da Previdência foi aprovada naquele ano.  

Em 2004, segundo levantamento produzido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), foi considerado um dos 5 deputados mais influentes do Rio Grande do Sul. Neste mesmo ano, candidatou-se novamente à prefeitura de Porto Alegre, quando foi acusado de usar verbas públicas destinadas a divulgação de atividades legislativas para sua campanha eleitoral. Lorenzoni recebeu 9,97% dos votos válidos e terminou o primeiro turno em terceiro lugar.O candidato eleito, no segundo turno, foi Raul Pont do Partido dos Trabalhadores (PT), seguido por JoseFogaça, do Partido Popular Socialista (PPS).

Em 2005, Ônix Lorenzoni foi vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Terra, que investigou as denúncias publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, em 17 de outubro de 2004 sobre a relação entre José Rainha Jr. e as irregularidades na conta da Cocamp (a cooperativa do MST no Pontal do Paranapanema), que estava sob investigação do Ministério Público desde 2001.  Lorenzoni também ficou conhecido pela sua atuação na CPI dos Correios, criada em maio de 2005 para investigar as denúncias de corrupção naquela empresa, e que se inseriu no processo de apurações relativas ao chamado caso do “mensalão”: grave crise política aberta por denúncias, a 7 de junho de 2005, do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), de que haveria um esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada do governo Lula, pelo PT, e que seria capitaneado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu. A acusação de Jefferson se deu após a exibição de imagens de um funcionário dos Correios recebendo propina e apresentando-se como apadrinhado de Jefferson, então presidente do PTB. 

Onix Lorenzoni presidiu, também em 2005, a sub-relatoria de Normas de Combate à Corrupção com o objetivo de aprimorar a legislação e fortalecer os órgãos de combate à corrupção. No ano seguinte, votou a favor da emenda à Constituição que acabava com o voto secreto no Legislativo. Nas eleições deste mesmo ano, foi reeleito deputado federal. 

Na nova legislatura disputou a liderança da bancada do PFL na Câmara com Antonio Carlos Magalhães Neto (ACM-Neto, PFL-BA). Após acordo, Lorenzoni passou a substituir Rodrigo Maia na liderança por um ano, cedendo o ano seguinte para ACM Neto. 

Em 2008, Lorenzoni presidiu a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural onde foram discutidas as alternativas para reduzir o endividamento rural no Brasil. A proposta do governo era renegociar um total de R$56 bilhões segundo cálculo feito em março de 2008. A proposta da Comissão era renegociar um total de R$90 bilhões, aumentar o prazo de carência e reduzir a taxa de juros de 6,75%, para 4%. Em agosto foi aprovada na Câmara uma medida provisória que regulava a renegociação. A proposta seguiu para o Senado, onde foi modificada. 

Tornou-se presidente do diretório regional do Democratas (DEM), sigla que substituiu a do PFL em 2007, no Rio Grande do Sul, e vice-presidente nacional do partido. Em julho de 2008, apoiou a decisão do Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul de dissolver o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) classificando-a como “corajosa”. Neste mesmo ano teve seu projeto de lei (Nº 2716/07) que restringia a venda de anabolizantes e psicotrópicos, aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Licenciou-se para, em outubro, novamente se candidatar à prefeitura de Porto Alegre, desta vez pela coligação que aliou o DEM ao Partido Progressista (PP) e ao Partido Social Cristão (PSC). Recebeu 38 mil votos, correspondentes a 4,9% dos votos válidos, ficando em quinto lugar no 1º turno de uma eleição cujo vencedor acabaria sendo o então prefeito, José Fogaça, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

No ano seguinte, de volta à Câmara dos Deputados, em Setembro, mobilizou assinaturas para o requerimento de instalação de uma CPMI do MST, proposta junto a outros parlamentares do DEM a fim de investigar supostos repasses de recursos públicos irregulares em convênios firmados entre a União e o movimento. Apesar das sucessivas retiradas e inclusões de assinaturas que impediram a instalação da CPI em um primeiro momento, logrou êxito em Outubro, quando fora anunciado como membro titular e vice-presidente da Comissão. Encerrada em Julho de 2010, a CPI, porém, não chegou a votar um relatório conclusivo.

Ainda em 2010, foi autor do PL 7136/10, que propunha a regulamentação da caça de animais selvagens e a transferência de tal incumbência aos municípios. O projeto, porém, foi rejeitado tanto na Comissão de Meio Ambiente, quanto na de Constituição e Justiça. Candidato a um novo mandato no pleito de Outubro, foi reeleito com mais de 80 mil votos, tendo iniciado novo mandato em Fevereiro de 2011, ocasião na qual passou a atuar também como vice-líder do DEM na Câmara.

Em 2012, integrou a CPMI que investigou as relações supostamente escusas de políticos com um contraventor conhecido pela alcunha de Cachoeira, como ficou conhecida também a Comissão. As investigações levaram ao afastamento do senador goiano e, à época, seu correligionário, Demóstenes Torres. Após mais de sete meses, a CPMI encerrou os trabalhos com a rejeição do relatório apresentado por Odair Cunha. Insatisfeitos, Lorenzoni e um grupo de parlamentares autodenominados como independentes, apresentaram voto em separado e encaminharam representações ao Ministério Público Federal solicitando o aprofundamento das investigações sobre a empreiteira supostamente favorecida pelo contraventor, bem como a inclusão de representantes do poder Executivo entre os investigados.

Na sequência de seu mandato parlamentar, foi um crítico ferrenho do governo federal, tendo criticado o Partido dos Trabalhadores em vários discursos na tribuna da Câmara, classificando-o inclusive como uma organização criminosa. Como o quinto mais votado do estado, com quase 150 mil votos, foi reeleito em Outubro de 2014. 

Casado com Hellen Cardia Lorenzoni, teve quatro filhos.

Formou-se em veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (Ufsm) e fez pós-graduação nesta mesma especialidade na Universidade da Califórnia (EUA).


Ana Rocha/Jean Spritzer (atualização)


FONTES: Folha de S.Paulo (online). Disponível em : <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em : 01/09/2009; Portal Jornal do Commércio – RS (online). Disponível em : <http://jcrs.uol.com.br/>. Acesso em: 01/09/2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br/>. Acesso em: 01/12/2014; Portal Congresso em Foco. Disponível em: <http://www.congressoemfoco.uol.com.br/>. Acesso em 01/12/2014; Portal do Democratas. Disponível em: <http://www.dem.org.br/>. Acesso em 01/12/2014; Portal do TRE-RS. Resultado eleições municipais 2004. Disponível em: <http://www.tre-rs.gov.br/>.Acesso em: 01/09/2009; Portal G1 de Notícias. Disponível em <http://g1.globo.com/politica/>. Acesso em 01/12/2014; Portal pessoal do dep. Onyx Lorenzoni. Disponível em: <http://www.onyxlorenzoni.com.br/>. Acesso em 01/12/2014; Portal da Revista Veja. Disponível em: <http://www.veja.abril.com.br/>. Acesso em 02/12/2014; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 01/12/2014; Portal do jornal Zero Hora. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/>. Acesso em: 01/12/2014.

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