MACEDO, NORTON

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Nome: MACEDO, Norton
Nome Completo: MACEDO, NORTON

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MACEDO, NORTON

MACEDO, Norton

*dep. fed. PR 1975-1987.

 

Norton Macedo Correia nasceu em Curitiba no dia 27 de outubro de 1935, filho de Manuel Gomes Correia Júnior e de Natália Macedo Correia.

Durante o curso secundário, foi presidente da União Paranaense de Estudantes Secundários. Ingressando na Faculdade de Direito da Universidade do Paraná, foi dirigente de diversas entidades universitárias. Em 1956, tendo interrompido o curso de direito, formou-se na Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

Retornando ao Paraná, integrou, de 1958 a 1959, a Comissão do Plano de Desenvolvimento Econômico do Estado do Paraná. Nesse último ano, bacharelou-se em direito. A partir de 1961, passou a trabalhar como advogado do Departamento Estadual do Serviço Público e da Procuradoria Geral do Paraná, tornando-se no mesmo ano chefe de gabinete da Secretaria do Interior e Justiça do governo de Ney Braga (1961-1965). Foi também secretário particular do governador e, em 1965, quando este tornou-se ministro da Agricultura, acompanhou-o, exercendo as mesmas funções até o ano seguinte. Em 1971 assumiu a assessoria do novo governador paranaense, Haroldo Leon Peres (1971), posição que manteve no governo de Pedro Parigot de Sousa até 1973.

Em novembro de 1974 elegeu-se deputado federal pelo Paraná na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, integrou as comissões do Plano de Desenvolvimento Econômico do Estado do Paraná, de Constituição e Justiça e de Economia, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, atuando também como suplente da Comissão de Educação e Cultura. Foi ainda membro do conselho deliberativo da Fundação Mílton Campos para Pesquisa e Estudos Políticos, da Arena, criada em setembro de 1975.

Reeleito em novembro de 1978 na mesma legenda, tornou-se em 1979 vice-líder da Arena, filiando-se ao Partido Democrático Social (PDS) após a reformulação partidária que, em novembro desse ano, revogou o bipartidarismo. Nessa legislatura foi membro efetivo das comissões de Relações Exteriores e de Economia, Comércio e Indústria, além de suplente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Presidente do diretório regional do PDS paranaense entre 1979 e 1982, nas eleições de novembro de 1982 reelegeu-se deputado federal, iniciando novo mandato em fevereiro do ano seguinte. Em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal — a eleição para presidente seria mais uma vez indireta. Entre as várias discussões então suscitadas, Norton Macedo foi o autor da consulta ao Tribunal Superior Eleitoral que resultou na derrubada da fidelidade partidária no Colégio Eleitoral.

Em 15 de janeiro de 1985, no Colégio Eleitoral, Norton Macedo votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, que derrotou o candidato do regime militar, Paulo Maluf. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

Filiado ao Partido da Frente Liberal desde a fundação da agremiação em janeiro de 1985, em novembro do ano seguinte, Norton Macedo candidatou-se a uma vaga na Assembleia Nacional Constituinte na sua nova legenda, mas não foi bem-sucedido. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura.

Presidente da seção regional do Instituto Tancredo Neves, órgão de formação de quadros do PFL, em 1987 e 1988, afastou-se em seguida das atividades partidárias.

Em 1994, assumiu a presidência do Banco do Estado do Paraná e dos conselhos de administração a ele vinculadas, atendendo a convite do governador Mário Pereira. Com a posse de Jaime Lerner no governo paranaense em janeiro de 1995, deixou o cargo, passando a dedicar-se ao exercício da advocacia. Nesse período integrou, ainda, a comissão executiva do PFL. Não mais se candidatou mais a cargos eletivos, passando a escrever artigos sobre temas políticos na imprensa paranaense.

Solteiro, não teve filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979 e 1979-1983); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (11/12/77); NÉRI, S. 16; Perfil (1980).

 

 

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