Manoel Dias

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Nome: DIAS, Manoel
Nome Completo: Manoel Dias

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

DIAS, Manoel

* Min. Trabalho 2013-2015

 

            Manoel Dias nasceu em 13 de agosto de 1930 em Içara (SC), com registro em Criciúma (SC), filho de Anselmo Fortunato Dias e de Cândida Borges Dias.

            Advogado, durante a graduação em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi líder estudantil e presidiu a União Catarinense de Estudantes. Depois de formado, prestou concurso público, sendo aprovado para o cargo de promotor público-adjunto e, posteriormente, para auditor fiscal da Receita Federal.

            Assumiu seu primeiro cargo eletivo como vereador de Içara, eleito pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) nas eleições de 1962. Durante sua gestão, foi preso e teve seu mandato cassado após a instauração do regime militar, em 1964. No decorrer de 1965 participou da fundação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Santa Catarina. Pela legenda do MDB concorreu com sucesso nas eleições de 1966, sendo eleito deputado estadual catarinense. Tomou posse, mas novamente teve seu mandato cassado e perdeu seus direitos políticos por 10 anos, com base no Ato Institucional n. 5.

            De volta à vida política, em 1979 ajudou na refundação do PTB em Florianópolis, junto do também catarinense Doutel de Andrade e outros líderes do Trabalhismo. Com a perda da sigla, ao lado de Leonel Brizola, ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Pelo PDT, candidatou-se a deputado estadual em 1982, sem sucesso. Durante a década de 1990, no decorrer do segundo mandato de Leonel Brizola como governador fluminense (1991-1994), trabalhou como diretor do Banco do Estado do Rio de Janeiro (BANERJ).

            Pelo PDT, Manoel Dias disputou outras duas eleições, sem ter sido eleito: em 2006, quando conquistou a quarta posição na disputa pelo governo de Santa Catarina, vencida em segundo turno pelo peemedebista Luis Henrique da Silveira; em 2010, foi candidato a vice-governador catarinense na chapa de Angela Amim, do Partido Progressista (PP), que obteve 24, 91% dos votos e conquistou a segunda colocação na disputa vencida por Raimundo Colombo, do Democratas (DEM), eleito no primeiro turno com 52, 72% da preferência do eleitorado.

            Entre março de 2013 e outubro de 2015, durante os mandatos da presidente da República Dilma Rousseff, atuou como ministro do Trabalho e Emprego. Quando de sua posse, informou que havia recebido da presidente indicação para modernizar os escritórios e as agências que atendiam os trabalhadores, para facilitar o acesso dos cidadãos aos seus direitos.

            Durante o ano de 2014, números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostravam que o emprego formal havia crescido 1, 27% em relação ao ano anterior, indicando a geração 623,1 mil empregos. Da mesma maneira, comparando com 2013, evidenciava-se aumento no montante de vínculos de emprego ativos. Os dados informados revelavam ainda que as áreas de serviços, comércio e administração pública foram as que, respectivamente, geraram mais empregos. No que diz respeito ao desempenho dos estados, em números absolutos São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Ceará e Rio de Janeiro haviam se destacado sobre os demais na criação de postos de emprego. Em termos relativos, os destaques foram Tocantins, Amapá, Ceará, Acre e Paraíba.

Em julho de 2015, num contexto de retração econômica, Manoel Dias anunciou a criação do Comitê do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), com vistas a estimular a manutenção do emprego formal e incentivar a recuperação de empresas em dificuldade, além de aperfeiçoar as relações trabalhistas e as negociações coletivas e facilitar a recuperação da economia.

Como consequência da fusão do MTE com o Ministério da Previdência Social (MPS), decorrida em outubro de 2015, Manoel Dias e Carlos Eduardo Gabas, da pasta da Previdência, transmitiram seus cargos a Miguel Rossetto, que assumiu o recém-criado Ministério do Trabalho e Previdência Social. Em entrevista à Rádio Eldorado, de Santa Catarina, Dias falou sobre sua gestão como ministro, ressaltando a modernização do ministério, o investimento em transparência e bom atendimento aos trabalhadores, o combate à corrupção com implantação de diversos programas e a qualificação da mão de obra.

Fora do Ministério, manteve suas atividades no PDT, atuando como secretária-geral do partido e como presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, de estudos políticos. Desde janeiro de 2016, preside a CorreiosPar, subsidiária dos Correios, criada para gerir participações acionárias em áreas consideradas estratégicas pela estatal. Durante seu discurso de posse do novo cargo, negou a possibilidade de privatização da estatal por meio da subsidiária, assinalando o papel da CorreiosPar para alavancar as receitas dos Correios por meio de parcerias e novos negócios.

            Durante sua trajetória profissional, também atuou como secretário de Ação Social do município catarinense de Criciúma.

 

Luciana Pinheiro

 

FONTES: Portal Brasil. Disponível em: < http://www.brasil.gov.br>. Acesso em 19/02/2017; Portal dos Correios. Disponível em: <https://www.correios.com.br/>. Acesso em 19/02/2017; Portal EBC – Agência Brasil. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/> Acesso em 19/02/2017; Portal G1. Disponível em: < http://g1.globo.com/>. Acesso em 19/02/2017; Portal do Palácio do Planalto. Disponível em: < www2.planalto.gov.br>. Acesso em 19/02/2017;  Portal do Partido Democrático Trabalhista. Disponível em: <http://www.pdt.org.br>. Acesso em 19/02/2017; Portal Politica Livre. Disponível em: http://www.politicalivre.com.br. Acesso em 19/02/2017; Portal da Rádio Eldorado. Disponível em: < http://am570.com.br>. Acesso em 19/02/2017; Portal UOL – Política. Disponível em: http://colunaesplanada.blogosfera.uol.com.br/. Acesso em 19/02/2017.

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