MARANHÃO, Valdir

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Nome: MARANHÃO, Valdir
Nome Completo: MARANHÃO, Valdir

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MARANHÃO, Waldir

MARANHÃO, Valdir

* dep. fed. MA 2007-2011, 2011-2015, 2015-.

 

 

Valdir Maranhão Cardoso nasceu em 04 de agosto de 1955, em São Luís (MA), filho de João Batista Cardoso e Diogenes Maranhão Cardoso.

Bacharelou-se em Medicina Veterinária pela Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM) de São Luís, em 1979, com especialização em Patologia.

Começou sua carreira profissional como Extensionista Agropecuário na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Maranhão (EMATER-MA), em São Luís entre 1979 e 1981. Como docente, foi professor colaborador de Anatomia dos Animais Domésticos, Escola de Medicina Veterinária de São Luís em 1981.

Obteve o grau de Mestre em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Minas Gerais, em Belo Horizonte no ano de 1985, tornando-se, no ano seguinte, Chefe do Departamento de Biologia da Unidade de Estudos de Medicina Veterinária de São Luís. Ocupou o cargo de Tesoureiro no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV – 18ª Região), de São Luis (MA), entre 1982 e 1983. Foi um dos membros fundadores da Internacional Zoonosis Association (IZA), bem como membro efetivo na Associação Brasileira de Especialistas em Zoonoses de São Luís (MA) em 1986.

Iniciou sua atuação política pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) entre os anos de 1985 e1986. Deixou essa sigla para ingressar no Partido Socialista Brasileiro (PSB), entre 1986 e 1988. Abandonou esse partido quando se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), no qual atuou de 1988 a 2005. Finalmente, após seu regresso ao PSB em 2005, foi eleito no pleito de 2006  deputado federal pelo Estado do Maranhão. No início da nova legislatura, deixou a sigla na qual se elegeu para filiar-se ao Partido Progressista (PP).

Como deputado foi Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Portadores de Necessidades Especiais, e participou como titular da Comissão Permanente de Educação e Cultura (14/2/2007-6/2/2008, 4/3/2008-2/2/2009, 4/3/2009). Foi também Presidente da comissão de Legislação Participativa, e Relator  da Comissão Especial que analisou a a Reforma Universitária.

Concorreu à Prefeitura de São Luiz pelo PP nas eleições de 2008, sendo derrotado ainda no primeiro turno.

Em 12 de maio 2009, licenciou-se do mandato de Deputado Federal para assumir o cargo de Secretário de Estado na Secretaria de Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Desenvolvimento Tecnológico do governo de Roseana Sarney (PMDB). Em seu lugar na Câmara dos Deputados foi empossado seu primeiro-suplente, o Deputado Washington Luiz (PT-MA).

Em 2009, Valdir Maranhão foi também Presidente da Comissão Executiva maranhense do Partido Progressista (PP).

Reassumindo seu mandato na Câmara, foi reeleito deputado federal no pleito de outubro de 2010, pelo PP, com 106.646 votos e iniciou novo período legislativo em fevereiro do ano seguinte. Passou a integrar, como membro titular, as comissões de Legislação Participativa e de Educação. 

No pleito de outubro de 2014 voltou a ser reeleito deputado federal pelo Maranhão na legenda do PP com 66.274 votos. Iniciando o novo período legislativo em fevereiro de 2015, Valdir Maranhão integrou a chapa encabeçada pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que venceu a eleição para compor a nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e passou a ocupar a primeira-vice-presidência da Casa.

Naquele mesmo pleito, a presidente Dilma Rousseff foi reeleita mas teve o resultado contestado pela oposição, liderada pelo PSDB e pelo candidato derrotado, o senador Aécio Neves. A partir de então, essa oposição iniciou uma campanha para viabilizar o impeachment da presidente da República e, após alguns tentos, em setembro de 2015, o jurista Hélio Bicudo, ex-integrante do PT, e a advogada Janaína Paschoal protocolaram na Câmara dos Deputados um pedido de afastamento da presidente por crime de responsabilidade. Este pedido foi aceito em dezembro seguinte pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que deu início ao processo. Em 17 de abril do ano seguinte, com 367 votos favoráveis, 137 contrários, entre os quais o do deputado José Maranhão, sete abstenções e duas ausências, a Câmara dos Deputados aprovou o prosseguimento do processo no Senado, para onde foi encaminhado em seguida. Com este resultado, a presidente Dilma Rousseff deixou o cargo em maio seguinte, em caráter provisório, até o julgamento definitivo do Senado. Foi substituída, em caráter interino, pelo vice-presidente Michel Temer.

Enquanto isso, Eduardo Cunha era julgado no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar por haver recebido vantagens indevidas e estar sendo investigado pela Operação Lava Jato. Sua atuação no sentido de impedir o desenvolvimento dos trabalhos da Comissão fez com que o Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Suprema Corte, o afastasse da presidência da Câmara e do exercício parlamentar no dia 5 de maio. Diante disso, Valdir Maranhão, na condição de primeiro-vice-presidente da Mesa, assumiu, em caráter interino, a presidência da Casa. Entretanto, os constrangimentos de ter um presidente da Câmara dos Deputados investigado iriam continuar, pois Waldir Maranhão também era investigado pelo Supremo. De acordo com aquelas investigações, o doleiro Alberto Yousseff, condenado por lavagem de dinheiro teria afirmado que Waldir Maranhão seria um dos políticos do PP que receberam dinheiro por meio de uma empresa intermediária que distribuía propina por contratos obtidos por empreiteiras junto à Petrobrás. Diferentemente do presidente afastado, o presidente interino, contudo, ainda não havia se tornado réu, mas sua permanência no posto também foi contestada por parlamentares e a presidência das sessões passou a ser alternada entre os demais integrantes da Mesa Diretora. 

No dia 9 de maio de 2016, em uma decisão controversa após assumir interinamente a presidência da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão decidiu anular a sessão que aprovou a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. A decisão de Maranhão foi duramente criticada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, e pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Diante da pressão, entretanto, naquele mesmo dia revogou sua própria decisão e manteve as validade das sessões em questão. Em função do ocorrido, no entanto, deputados do Democratas (DEM) e do Partido Social Democrático (PSD) chegaram a pedir a cassação do deputado maranhense, mas esta não se consumou. Com isso, manteve-se formalmente na condição de interino até a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) em julho de 2016 para substituir Eduardo Cunha, que viria a ser cassado em setembro desse mesmo ano.

No mês de agosto, sofreu uma condenação por parte do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), que rejeitou suas contas de 2005 como reitor da Universidade Estadual do Maranhão. O parecer do conselheiro-substituto foi aprovado por unanimidade pelo Pleno, e o parlamentar foi então condenado a pagar multa de R$ 930 mil e a devolver quase R$ 10 milhões aos cofres públicos. Afora este caso, já havia repercutido também o fato de que teria recebido de modo indevido os salários de professor daquela instituição quando já se encontrava no exercício do seu mandato de deputado federal.

Atuou também como membro do Conselho Científico da Revista Zooneses Internacional, assim como na Revista Brasileira de Medicina Veterinária.

Casou-se com Elizeth Passinho Azevedo, com quem teve dois filhos.

 

 

 

/Alan Carneiro (atualização) 


FONTES:  Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 19/10/2009 e 18/09/2013; Portal do Governo do Estado do Maranhão. Disponível em: <http://www.ma.gov.br/>. Acesso em 19/10/2009. Portal Estadão. Disponível em: <http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,waldir-maranhao--que-assume-presidencia-da-camara--tambem-e-investigado-na-lava-jato,10000049244>. Acesso em 31/01/2017. Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/04/camara-aprova-prosseguimento-do-processo-de-impeachment-no-senado.html>. Acesso em 31/01/2017. Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <htttp://www.tse.jus.br/>. Acesso em 30/1/2017.

 

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