MARCELO DE SOUSA LUZ

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Nome: LUZ, Marcelo
Nome Completo: MARCELO DE SOUSA LUZ

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LUZ, MARCELO

LUZ, Marcelo

*dep. fed. RR 1991-1995.

Marcelo de Sousa Luz nasceu em Petrolina (PE) no dia 15 de fevereiro de 1949, filho de Cícero Rodrigues da Luz e Maria de Lurdes de Sousa Luz.

Em 1967 iniciou curso de engenharia civil na Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), em Recife, formando-se em 1971. No ano seguinte, na Acqua-Plan — Estudos, Projetos e Consultoria Ltda., trabalhou na elaboração de projetos, fiscalização de obras, chefia de departamento de projetos e gerência de contratos de consultoria, lá permanecendo até 1980. Ingressou na Companhia de Habitação Popular do Estado de Pernambuco (Cohab) e entre 1980 e 1982 foi gerente de planejamento executivo e diretor-técnico de 1982 a 1983. De 1982 a 1983, lecionou no departamento de engenharia civil da Universidade Católica de Pernambuco, assumindo no último ano a direção de planejamento e construção da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Permanecendo aí até 1986, nesse ano e no seguinte tornou-se secretário de Habitação do estado no governo de Gustavo Krause, do Partido da Frente Liberal (PFL), cargo que acumulou com o de presidente da Cohab. Ainda em 1987, ficou à frente da terceira diretoria do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS).

Transferindo-se para Roraima, entre 1988 e 1990 foi secretário de Saneamento e Obras. Em 1989 foi nomeado governador substituto de Romero Jucá Filho, além de presidir a Companhia de Água e Esgotos do Estado de Roraima (Caer) até o ano seguinte. Nas eleições de outubro de 1990, candidatou-se a deputado federal na legenda do Partido Democrático Social (PDS) por Roraima, que se tornara estado a partir da promulgação da Constituição em 1988. Foi empossado em fevereiro de 1991, integrando a Comissão de Minas e Energia.

Em 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência da República após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, que decidiu pelo seu impedimento. Foi, então, efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem que as verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação; da criação do  Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde e do fim do voto obrigatório.

No ano seguinte, com a criação do Partido Progressista (PP), fruto da fusão do Partido Social Trabalhista (PST) com o Partido Trabalhista Renovador (PTR), desligou-se do PDS, filiando-se à agremiação. Concluiu o mandato em fevereiro de 1995. Não se candidatara à reeleição em outubro de 1994.

Casou-se com Maria da Glória de Sousa Luz, com quem teve três filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94).

 

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