MARCOS TITO TAMOIO DA SILVA

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Nome: TAMOIO, Marcos
Nome Completo: MARCOS TITO TAMOIO DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TAMOIO, MARCOS

TAMOIO, Marcos

*pref. Rio de Janeiro 1975-1979.

 

Marcos Tito Tamoio da Silva nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 7 de setembro de 1926, filho do general Alcibíades Tamoio da Silva e de Odila Tamoio da Silva.

Fez o ginásio no Externato São José e o curso complementar no Colégio Santo Inácio. Após ingressar na Escola Nacional de Engenharia, assumiu em 1947 através de um concurso seu primeiro cargo público, como topógrafo da prefeitura do Distrito Federal. Colou grau em engenharia civil em 1949 e, mais adiante, pós-graduou-se em engenharia rodoviária. Em 1950 passou a engenheiro da prefeitura do Rio de Janeiro.

Em 1954 fundou a firma Tamoio Construção e Terraplenagem Ltda., depois Socivil Estudos e Projetos de Engenharia Ltda., da qual tornou-se, em 1957, diretor-presidente. Entre as principais obras da firma, incluíram-se a construção dos Estaleiros Verolme e a ligação das fronteiras do Brasil com a Guiana Inglesa e a Venezuela, através de pontes. Em 1960 integrou o grupo de técnicos que assessorava o secretário de Obras do governo Carlos Lacerda (1963-1967), tendo sido nessa época o idealizador do túnel Rebouças, que veio unir as zonas norte e sul da cidade do Rio de Janeiro. Em 1961, foi nomeado engenheiro-chefe da Divisão de Túneis da extinta Superintendência de Urbanização e Saneamento (Sursan). Fez um estágio em Nova Iorque para estudar o funcionamento de túneis ventilados, passou em 1962 a diretor do Departamento de Urbanização da Sursan e, em 1965, tornou-se presidente desse órgão. Foi nomeado, nesse mesmo ano, secretário de Obras Públicas do governo Carlos Lacerda, em substituição ao engenheiro Enaldo Cravo Peixoto, que sofrera um enfarte. Nesse cargo acompanhou a conclusão da adutora do Guandu.

Em 1967 assumiu o posto de diretor-técnico da Novo Rio Crédito Imobiliário, empresa fundada por Lacerda em 1965. Recolheu-se a partir de então à iniciativa privada, como presidente da Tamoio Construções e Terraplenagem Ltda. e da Grande Rio Crédito Imobiliário, nascida da Novo Rio. Em 1969 filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), tendo como perspectiva ser escolhido para sucessor de Francisco Negrão de Lima no governo da Guanabara, caso o governo federal conseguisse influir decisivamente na questão e apontar o candidato do partido oposicionista. Respeitados, porém, os mecanismos da legislação partidária, o escolhido foi Antônio de Pádua Chagas Freitas, que dispunha do apoio da convenção estadual do MDB.

Após a fusão dos antigos estados do Rio de Janeiro e Guanabara, em 1975, foi nomeado prefeito do município do Rio de Janeiro por indicação do governador Floriano Peixoto Faria Lima (1975-1979), assumindo o posto a 2 de maio de 1975. Em março do ano seguinte, deixou o MDB e ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), acompanhando o governador Faria Lima. Como prefeito, ocupou a atual sede da prefeitura (o palácio da Cidade), construiu 62 praças e reformou 49, criou 45 escolas, reformou os hospitais Salgado Filho, Sousa Aguiar, Paulino Werneck e Miguel Couto, construiu a ligação Campo Grande-Santa Cruz, o Riocentro, o autódromo de Jacarepaguá e o Planetário, urbanizou a Cidade Nova, reformou o sistema de iluminação do Rio de Janeiro e a Quinta da Boa Vista, construiu a marina da Glória, urbanizou a lagoa Rodrigo de Freiras, criou o sistema Rádiotáxi, deu prosseguimento às obras de infra-estrutura da Barra da Tijuca e concluiu a chamada linha Lilás (ligação entre Botafogo e o Cais do Porto). Realizou ainda obras de asfaltamento e construção de galerias, tendo criado a nova estrutura da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb). Foi substituído na prefeitura do Rio de Janeiro por Israel Klabin, que tomou posse em março de 1979.

Com a reforma partidária e a revogação do bipartidarismo em novembro de 1979, dedicou-se à organização do Partido Democrático Social (PDS) no estado. Excluído, porém, da comissão executiva regional provisória do PDS, não se filiou logo a nenhum partido. Em 1980, concluiu o curso da Escola Superior de Guerra (ESG) e, nesse mesmo ano, foi reincorporado ao PDS por decisão do presidente João Batista Figueiredo.

Foi ainda diretor-presidente da Expan S.A. Comércio e Indústria.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 7 de abril de 1981, quando era cotado como o principal nome do PDS para concorrer à sucessão do governador Chagas Freitas nas eleições de novembro de 1982.

Era casado com Maria Isabel Tamoio da Silva, com quem teve duas filhas.

 

 

FONTES: Folha de S. Paulo (8/4/81); Globo (17/2, 8 e 24/4/81); Jornal do Brasil (24/2 e 3/5/75, 17/1 e 16/3/76, 8/5 e 30/9/80, 16 e 17/2 e 8/4/81).

 

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