MARIA ELVIRA SALES FERREIRA

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Nome: ELVIRA, Maria
Nome Completo: MARIA ELVIRA SALES FERREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ELVIRA, MARIA

ELVIRA, Maria

*dep. fed. MG 1995.

Maria Elvira Sales Ferreira nasceu em Belo Horizonte no dia 30 de junho de 1950, filha de Newton Paiva Ferreira e de Maria Antonieta de Sales Ferreira.

Em 1967, iniciou o curso de inglês no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos em Belo Horizonte, concluído em 1970, ano em que ingressou no curso de letras da Universidade Católica, em Belo Horizonte, concluído em 1973. Em 1971 tornou-se professora do Colégio Anchieta e, no ano seguinte, realizou o curso de língua e cultura portuguesa para estrangeiros na Universidade Federal de Lisboa, em Portugal.

Em 1973, trabalhou como promotora de vendas e guia na ICI Turismo, em Belo Horizonte, e fez também o curso de especialização em inglês na University of South Florida, em Tampa, nos Estados Unidos. Em 1974, passou a assinar uma coluna no jornal Diário do Comércio e tornou-se diretora de relações públicas e, posteriormente, vice-presidente do Grupo Paiva Ferreira, de propriedade de seu pai, na capital mineira.

No ano seguinte, iniciou o curso de comunicação social na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concluindo-o em 1978. Em 1982, realizou a pós-graduação em comunicação empresarial e governamental na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em Belo Horizonte, e tornou-se associada e membro da executiva do International Public Relation Association, com sede em Genebra, na Suíça. A partir de 1983, realizou diversas palestras nas áreas de comunicação e relações públicas no Brasil e no exterior, tendo participado, entre outros eventos, da XVI Jornada Uruguaia de Relações Públicas e da Reunião do International Women’s Club, realizada na capital mineira.

Em 1985, tornou-se professora universitária do Instituto Cultural Newton Paiva Ferreira, também de propriedade do seu pai, em Belo Horizonte, e filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ainda este ano, além de ser nomeada pelo presidente da República José Sarney (1985-1990) como conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), foi a primeira mulher a fazer parte da Associação Comercial de Minas Gerais. Em 1986, fez os cursos de instrução em gramática avançada e artes populares na América, e de formação política na Sociedade Brasileira de Cultura, em São Paulo.

Em novembro de 1986 candidatou-se a uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, na legenda do PMDB. Eleita deputada estadual constituinte, assumiu o mandato no início de 1987. Ainda este ano realizou o curso de sistemas educacionais no kibutz Sheffaradin, em Israel. Em 1988, tornou-se vice-presidente da Confederação das Mulheres do Brasil, cargo que exerceria até 1993. No exercício do seu mandato, participou dos trabalhos legislativos como vice-líder do partido na Assembléia, vice-presidente da Comissão Constitucional e presidente da Comissão Permanente de Educação.

Reeleita em outubro de 1990, ainda no PMDB, assumiu novo mandato no início do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como vice-líder do partido na Assembléia, membro titular das comissões de Defesa do Consumidor, de Orçamento e Finanças, e suplente das comissões de Economia, de Redação, de Educação e Cultura, Desportos, Lazer e Turismo, e da de Defesa Social. Em 1992, tornou-se membro do diretório nacional do PMDB e foi debatedora no Fórum Global da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), em painel promovido pela Confederação das Mulheres do Brasil. Ainda neste mandato, foi novamente vice-líder do PMDB e líder da maioria na Assembléia, membro titular da Comissão de Meio Ambiente e suplente da Comissão de Defesa do Consumidor. Em 1993, tornou-se vice-presidente da Federação Mineira de Mulheres.

No ano seguinte, representou o Brasil na reunião de formação da Aliança de Mulheres Parlamentares realizada em Taipei, em Formosa. No pleito de outubro de 1994, candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, na legenda do PMDB. Eleita — obteve a maioria dos votos provenientes de suas bases eleitorais na grande Belo Horizonte, nas regiões sul e norte de Minas e na Zona da Mata —, assumiu sua cadeira na Câmara no início de 1995, participando dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Educação, Cultura e Desporto.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, votou a favor da mudança no conceito de empresa nacional, da quebra dos monopólios dos estados na distribuição de gás canalizado, das embarcações nacionais na navegação de cabotagem, estatal nas telecomunicações e da Petrobras na exploração de petróleo, e da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), cujo nome foi modificado para Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que concedeu ao Executivo federal uma margem de autonomia na alocação de recursos, autorizando-o a aplicar em outras áreas verbas inicialmente previstas para os ministérios da Saúde e da Educação.

Em junho de 1996, foi indicada para presidir a comissão especial da união civil livre, que discutiria a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Em julho, pronunciou-se a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto cuja finalidade era garantir uma fonte suplementar de recursos para o Ministério da Saúde.

No ano legislativo de 1997, declarou-se favorável à emenda constitucional que permitiu que o presidente da República, os governadores e os prefeitos disputassem um mandato consecutivo, e à emenda que extinguiu a estabilidade dos funcionários públicos.

Reelegeu-se deputada federal no pleito de outubro de 1998 na legenda do PMDB mineiro. Em novembro, Maria Elvira ajudou a aprovar a reforma da Previdência, que fixou um teto salarial para a aposentadoria dos servidores públicos e estabeleceu idade e tempo de contribuição mínimos para os trabalhadores do setor privado. Iniciou novo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999.

Em 2000, foi lançada candidata à prefeitura de Belo Horizonte, pelo PMDB, em pleito marcado para o mês de outubro, ficando em terceiro lugar com 206.468 votos.

Foi reconduzida ao cargo de membro do CNDM nos biênios 2004/2005 e 2007/2008. Em março de 2007 foi escolhida presidente do PMDB Mulher. Também foi fundadora do Fórum de Mulheres do Mercosul.

Em agosto de 2009 foi nomeada para integrar  o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES).

Foi também diretora, primeira-vice-presidente e presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP-MG), diretora de relações públicas da Associação Cristã Feminina e da Associação Cristã de Moços, fundadora e presidente da Associação Comercial, atual Conselho da Mulher Empresária.

Casou-se com Inácio Gabriel Prata Neto, com quem teve um filho.

Marcelo Costa

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 5/2 e 6/11/98); Globo (14/6/96); PMDB (10/3/2007); TSE (Eleições 2000); Portal do PMDB Mulher. Acesso em 31/8/09.

 

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