MATA, NELSON DA

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Nome: MATA, Nélson da
Nome Completo: MATA, NELSON DA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MATTA, Nélson da

MATA, Nélson da

* pres. BNH 1983-1985.

 

Nélson da Mata nasceu em Santana do Matos (RN) no dia 23 de março de 1940, filho de João da Mata e Justa Joselita da Mata.

Em 1960, no Rio Grande do Norte, ingressou na firma Sacraft Indústria de Celulose do Nordeste Ltda., ocupando o cargo de auxiliar de contabilidade e em seguida o de chefe de seção de análises de custos. Em 1961, transferiu-se para o Banco Novo Mundo S.A., na cidade do Rio de Janeiro, assumindo a função de auxiliar de tesouraria até 1964. Mudou-se para São Paulo em 1965, onde exerceu os cargos de chefe do setor de contabilidade e assistente do inspetor-geral do Banco Industrial de Campina Grande S.A.

Em 1966, bacharelou-se em ciências econômicas pelo Instituto Mackenzie, em São Paulo. No ano seguinte, retornou ao Nordeste e, a partir de então, envolveu-se cada vez mais com empresas de crédito imobiliário. Empregou-se em Recife, ocupando por alguns meses o cargo de assistente de diretoria da empresa Rique S.A. – Crédito Imobiliário. Entre 1968 e 1972, desempenhou a função de assessor da diretoria da Imobilnorte S.A. Com a transformação dessa firma em Banorte – Crédito Imobiliário S.A., tornou-se em 1972 diretor de operações de crédito imobiliário da instituição. Entre 1974 e 1976, exerceu simultaneamente as atividades de diretor regional da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) e representante regional do Instituto de Treinamento das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Intecip). Em agosto de 1978, foi eleito presidente da Comissão Nacional de Aplicação da ABECIP (Conap).

No ano de 1980, assumiu a presidência da Associação do Nordeste das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ANECIP) e passou a integrar a Comissão Mista Permanente de Política Habitacional (Comphab), permanecendo em ambos os cargos por dois anos. Presidente da ABECIP no biênio 1982-1983, no exercício desse cargo empenhou-se na recuperação das cadernetas de poupança, defendendo a redução das taxas de remuneração dos títulos federais. Ao longo desses anos, ocupou também os cargos de presidente do conselho de administração da Escola Nacional de Habitação e Poupança (Enhap) e membro do conselho de administração da Companhia de Habitação Popular (Cohab-Pernambuco). Declarou apoio ao Banco Nacional de Habitação (BNH) na ocasião da denúncia de favorecimento à empresa Delfin Crédito Imobiliário sobre uma negociação de dívidas.

Em dezembro de 1983, foi nomeado presidente do BNH e membro do Conselho Monetário Nacional, substituindo José Lopes de Oliveira. A indicação deveu-se não apenas ao seu desempenho como colaborador habitual do governo na área da habitação, mas também ao seu afinamento político com o então ministro do Interior, Mário Andreazza, e ao apoio de alguns governadores nordestinos, como Roberto Magalhães, de Pernambuco, e do ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães. No exercício da presidência do BNH, teve entre seus principais objetivos o reencontro da classe média com o banco. Em março de 1985, com o término do governo do general João Figueiredo, deixou a presidência do BNH e o Conselho Monetário Nacional, sendo sucedido por José Maria Aragão.

Entre maio e outubro, ocupou a vice-presidência de patrimônio da seguradora do Banco Brasileiro de Desconto S.A. (Bradesco), no Rio de Janeiro. Retornou a Pernambuco e, entre novembro de 1985 e julho de 1986, ocupou os cargos de presidente da Companhia de Distritos Industriais de Pernambuco e de secretário de Estado da Indústria e Comércio no governo de Roberto Magalhães. Diretor de crédito imobiliário do Banco de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco S.A. (Bandepe) em 1986, nesse ano fundou e passou a presidir as empresas Arcada Participações e Serviços Ltda. e Arcada Turismo Ltda., vinculadas ao ramo de consultoria, planejamento e administração hoteleira e turismo.

Participou de vários eventos nacionais e internacionais sobre o sistema operacional de poupança e empréstimos e, mais especificamente, sobre o sistema financeiro habitacional. Proferiu várias conferências, palestras e ministrou cursos no Brasil e no exterior sobre esse assunto.

Casou-se com Maria Antônia Amâncio Tavares da Mata e teve três filhos.

Publicou o trabalho Visão social sobre o SFH (1985).

 

FONTES: CURRIC. BIOG; Jornal do Brasil (3/7/86); Veja (7/12/83).

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