MATOS FILHO, ANTERO DE

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Nome: MATOS FILHO, Antero de
Nome Completo: MATOS FILHO, ANTERO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MATOS FILHO, ANTERO DE

MATOS FILHO, Antero de

*militar; comte. Comdo. Mil. Brasília 1962-1963.

 

Antero de Matos Filho nasceu em Corumbá (MS), então no estado de Mato Grosso, no dia 18 de janeiro de 1901, filho de Antero Agripio Gualberto de Matos.

Sentou praça em dezembro de 1918, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Declarado aspirante-a-oficial em janeiro de 1922, foi promovido a segundo-tenente em maio do mesmo ano e em novembro seguinte designado para o 5º Regimento de Cavalaria Independente, em Quaraí (RS). Promovido a primeiro-tenente em julho de 1923, foi designado em janeiro do ano seguinte para o 4º Regimento de Cavalaria Divisionária, em Três Corações (MG).

Participou, ao lado das tropas legalistas, dos conflitos que marcaram a revolta tenentista de 5 de julho de 1924, em São Paulo, sendo transferido em maio do ano seguinte para o quartel-general do Comando Militar de Campo Grande, então no estado de Mato Grosso e atual capital de Mato Grosso do Sul, onde serviu até julho como ajudante-de-ordens do comandante. Em outubro assumiu a chefia do Serviço de Material Bélico e, interinamente, a inspetoria do Tiro de Guerra, onde permaneceu até abril de 1926. Em agosto seguinte tornou-se ajudante-de-ordens do primeiro subchefe do Estado-Maior do Exército (EME), exercendo essa função até fevereiro de 1928. Em março de 1929 assumiu o cargo de instrutor de cavalaria, arma a que ficou vinculado até junho de 1931, tendo participado de manobras militares em Campo Grande em setembro de 1930. Atuou também como ajudante-de-ordens do chefe da Missão Militar Francesa de junho de 1931 a maio de 1933.

Promovido a capitão em fevereiro deste último ano, em maio seguinte ingressou na Escola de Estado-Maior do Exército, onde permaneceu até janeiro de 1936, tendo atuado como estagiário em agosto de 1933 junto à Escola de Aviação Militar e, em outubro, junto ao Centro de Transmissões.

De janeiro a abril de 1936 serviu como adido junto ao EME, assumindo em maio a chefia da 3ª seção e, em junho, da 2ª seção do estado-maior da Divisão de Cavalaria. Em outubro e dezembro acumulou as duas chefias e, de janeiro a abril de 1937, voltou à chefia da 2ª seção, sendo designado ainda para ocupar o cargo de adjunto da 5ª seção, onde permaneceu por um mês. Em maio do mesmo ano tornou-se adjunto da 1ª seção do estado-maior daquela unidade, função que exerceu até janeiro de 1938, quando foi transferido para o 1º Regimento de Cavalaria Divisionária, no Rio de Janeiro, onde assumiu o comando do 3º Esquadrão. Em abril seguinte foi convocado para o Conselho Permanente de Justiça da Auditoria do Departamento de Pessoal do Exército. Por sua atuação frente ao Levante Integralista irrompido em 11 de maio de 1938 visando à deposição de Getúlio Vargas, foi louvado por seus superiores.

Removido em julho desse ano para o Batalhão-Escola, nele exerceu a função de fiscal administrativo e de subcomandante. Em janeiro de 1939 foi designado para a Companhia de Instrução de Motorização e Mecanização, atuando como instrutor e comandante do Esquadrão de Artilharia Motorizada até maio seguinte. De junho a dezembro do mesmo ano respondeu interinamente pelas funções de subcomandante e de subdiretor de ensino da Companhia de Instrução de Motorização e Mecanização. A partir de janeiro de 1940 atuou como instrutor e comandante da Escola de Motomecanização, funções que desempenhou até março do ano seguinte. Durante esse período, em dezembro de 1940, foi promovido a major.

Em abril de 1941 passou a servir no 2º Regimento de Cavalaria, sediado em Rosário (RS), onde exerceu as funções de subcomandante e de fiscal administrativo. Assumiu o comando dessa unidade em junho do ano seguinte, nele permanecendo até novembro, quando foi designado para a Diretoria de Motorização e Mecanização. Em julho de 1943, viajou para os Estados Unidos, estagiando junto ao Exército norte-americano até novembro do mesmo ano, quando assumiu o comando da 1ª Ala do 2º Regimento de Motorização e Mecanização, sediado em Porto Alegre. Esteve à disposição da Diretoria de Motorização e Mecanização de maio a setembro de 1944, quando se tornou comandante do 1º Batalhão de Carros de Combate da Divisão de Motorização e Mecanização.

Em novembro de 1945, por sua participação no movimento que culminou com a deposição de Getúlio Vargas no mês anterior, foi louvado por seus superiores. Em dezembro foi promovido a tenente-coronel. Em novembro de 1947 passou a atuar como oficial adjunto do gabinete do ministro, onde permaneceu até janeiro do ano seguinte, seguindo então para o Chile como adido militar. De volta ao Brasil em março de 1950, ficou como adjunto da 2ª Seção do EME até novembro de 1951, tendo ocupado interinamente, de junho a agosto, a chefia desta seção. Nesse ínterim foi promovido, em julho de 1951, a coronel.

Designado para a Zona Militar Norte, atual IV Exército, em fevereiro de 1952, assumiu a chefia da 4ª Seção do EME e o cargo de agente diretor. Em janeiro do ano seguinte passou a chefiar o gabinete da Divisão Geral de Remonta, permanecendo no cargo até setembro de 1954, quando assumiu o comando do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas. De junho de 1956 a julho de 1958 exerceu as funções de comandante e de diretor de Ensino na Escola de Motomecanização, assumindo o comando da 4ª Divisão de Cavalaria e da 9ª RM, com sede em Mato Grosso, em agosto de 1958. Promovido a general-de-brigada em dezembro seguinte, permaneceu em Mato Grosso até março de 1960, quando ingressou como aluno na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro.

Em fevereiro do ano seguinte assumiu a Diretoria de Armamentos e Munições, onde permaneceu até sua transferência para Brasília, em julho de 1962, onde passou a responder pelo comando militar do Distrito Federal e da 11ª RM, substituindo o general Ernesto Geisel. Em fevereiro de 1963, passou para a reserva no posto de general-de-exército, sendo substituído em suas funções pelo general Nicolau Fico.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 4 de agosto de 1971.

Era casado com Maria Souto Malan, filha do general Alfredo Malan d’Angrogne, chefe do EME de 1930 a 1931.

 

 

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; Jornal do Brasil (8 e 9/8/71).

 

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