MATOS, HORACIO

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Nome: MATOS, Horácio
Nome Completo: MATOS, HORACIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MATOS, Horácio

MATOS, Horácio

*  dep. fed. BA 1975-1987.

 

                Horácio Matos Júnior nasceu em Lençóis (BA) no dia 13 de março de 1927, filho de Horácio de Queirós Matos e de Augusta Medrado Matos.  Seu pai, poderoso "coronel" da região de Lavras Diamantinas (BA) entre 1923 e 1930, participou da revolta de 1919 para depor o então governador da Bahia, José Joaquim Seabra, foi um dos organizadores dos Batalhões Patrióticos, constituídos para combater a Coluna Prestes em 1926, e apoiou o presidente Washington Luís na Revolução de 1930, tendo sido assassinado pouco tempo depois.

                Fez seus estudos primários no colégio César Zama no município de Piatã, concluindo o curso ginasial em 1943 no Instituto Ponte Nova de Itacira, atual município de Wagner. Neste período, fez curso técnico de contabilidade no colégio Hugo Baltazar da Silveira, em Salvador.

                Funcionário público federal, em 1946 foi escrivão interino da Coletoria Federal de Piatã, tendo prestado concurso três anos depois para o cargo de escrivão coletor. Em 1951 assumiu a coletoria Federal de Piatã, tornando-se inspetor alguns anos depois. Permaneceu no cargo até o ano de 1958, quando ingressou na vida política como vereador e presidente da Câmara Municipal de Piatã (BA) pelo partido da União Democrática Nacional (UDN). Deixou o cargo para concorrer, no pleito de outubro de 1962, a uma vaga de deputado na Assembléia Legislativa da Bahia, na legenda do Partido Social Trabalhista (PST). Bem-sucedido, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte e, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº. 2 (27/10/65) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964.  Reeleito em novembro de 1966 e em novembro de 1970, chegou a ocupar como deputado estadual a vice-presidência da Assembléia, a presidência da Comissão de Assuntos Municipais e a primeira secretaria da mesa.

                Em novembro de 1974, foi eleito deputado federal. Deixando a Assembléia em janeiro de 1975, no mês seguinte assumiu o mandato na Câmara, e durante aquele ano foi membro titular da Comissão de Minas e Energia e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural. Em novembro de 1978, foi reeleito deputado federal e, após a extinção do bipartidarismo (29/11/1979) e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), que passou a congregar as forças políticas da extinta Arena. Entre 1979 e 1981, participou da Comissão de Minas e Energia, da qual foi presidente durante o ano de 1982, e vice-presidente em 1979, 1981 e 1983. Neste mesmo período, foi também suplente da Comissão de Serviço Público.

Foi reeleito em novembro de 1982. Esteve ausente da sessão de 25 de abril de 1984 em que se votou a emenda Dante de Oliveira. Ela propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República para novembro seguinte, mas não atingiu a votação necessária para ser encaminhada ao Senado. Assim, a sucessão de Figueiredo ficou para ser decidida pelo Colégio Eleitoral, solução adotada desde a instauração do regime militar, em março de 1964. Em agosto de 1984, a convenção nacional do PDS aprovou a candidatura do ex-governador de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf, que derrotou a pré-candidatura do ministro do Interior, o coronel Mário Andreazza. No mesmo período, a oposição reunida na Aliança Democrática – coligação do PMDB com a dissidência do PDS batizada de Frente Liberal – lançou o ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, tendo como vice o senador José Sarney. Horácio Matos votou em Maluf no Colégio Eleitoral que, reunido em 15 de janeiro de 1985,  elegeu Tancredo Neves. Gravemente enfermo, no entanto, Tancredo não chegou a assumir a presidência em 15 de março. Com isso, José Sarney tornou-se o novo presidente do país, sendo efetivado no cargo após a morte do ex-governador de Minas em 21 de abril de 1985.

                Horácio Matos renunciou ao mandato na Câmara em janeiro de 1986, um ano antes do término da legislatura, sendo substituído pelo suplente Vasco Neto. Sem concorrer a mais nenhum cargo político, assumiu a função de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, que exerceria até junho de 1987. Ainda em 1986, formou-se em teologia pela Universidade Fundamentalista de São Paulo.

                Em 1987 assumiu o cargo de diretor regional do Serviço Nacional de Assistência Rural (Senar), no qual permaneceu por dois anos.

                De 1994 a 1998 foi diretor imobiliário da Urbis (Habitação e Urbanização da Bahia S.A.), aposentando-se em 1999 pelo Tribunal de Contas do Estado e pela Câmara dos Deputados. Em setembro deste último ano filiou-se ao Partido Liberal (PL).

                Foi casado com Magnólia Xavier Matos, com quem teve oito filhos e, em segundo matrimônio, com Maria Alice Gomes da Costa Matos, com quem teve dois filhos. Um de seus filhos, Horácio Matos Neto, foi eleito deputado estadual por quatro vezes consecutivas (1986, 1990, 1994 e 1998), sendo presidente do PL e primeiro-secretário da Assembléia Legislativa em 1999.

 

FONTES:  CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979, 1979-1983 e 1983-1987); INF. BIOG.; NÉRI, S. 16; Popular (9/12/77); TRIB SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9).

 

 

 

 

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