MAZZA, OTAVIO SALDANHA

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Nome: MAZZA, Otávio Saldanha
Nome Completo: MAZZA, OTAVIO SALDANHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MAZZA, OTÁVIO SALDANHA

MAZZA, Otávio Saldanha

*militar; ch. Dir. Mat. Bél. Ex. 1953-1954; comte. Zona Mil. Sul 1954-1955; ch. Depto. Ger. Admin. Ex. 1955-1956; ch. EME 1956; ch. EMFA 1956-1958.

 

Otávio Saldanha Mazza nasceu no Paraná no dia 9 de junho de 1892, filho de Antônio Catão Mazza.

Sentou praça em maio de 1907 no 2º Regimento de Artilharia Montada (2º RAM), sediado em Curitiba, ingressando ainda nesse ano na Escola de Guerra de Porto Alegre. Declarado aspirante-a-oficial em janeiro de 1910, entrou a seguir para a Escola de Artilharia e Engenharia, na qual permaneceria até 1913, quando foi promovido a segundo-tenente. Durante esse período, sob o comando do general Fernando Setembrino de Carvalho, participou da repressão à Revolta do Contestado, movimento popular de cunho messiânico ocorrido na região fronteiriça do Paraná com Santa Catarina, cuja posse era disputada pelos dois estados. A partir de outubro de 1912, o governo enviou sucessivas expedições militares para debelar a rebelião, afinal sufocada em 1916.

Continuou a servir em Curitiba até dezembro de 1917, quando foi promovido a primeiro-tenente, ingressando em abril de 1919 na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Promovido a capitão em dezembro de 1920, em março do ano seguinte deixou a EsAO para ingressar em abril na Escola de Estado-Maior, também no Rio de Janeiro, onde permaneceria até janeiro de 1924.

Ainda neste último mês passou a servir na 5ª Região Militar (5ª RM) e na 5ª Divisão de Infantaria (5ª DI), ambas sediadas em Curitiba. Participou da repressão à Revolta de 5 de Julho de 1924, irrompida em Sergipe, no Amazonas e em São Paulo. Dominada com rapidez nos dois primeiros estados, em São Paulo os rebeldes, comandados por Isidoro Dias Lopes, ocuparam a capital por três semanas, abandonando então a cidade e deslocando-se a seguir para o interior. Em abril de 1925, no oeste do Paraná, esse grupo juntou-se ao contingente revolucionário que, em outubro do ano anterior, sublevara unidades militares no Rio Grande do Sul, constituindo assim a Coluna Miguel Costa-Prestes.

De setembro de 1924 a julho do ano seguinte atuou junto ao estado-maior do Destacamento Almada, então em operações sob o comando do general Cândido Rondon, tendo servido de novembro de 1926 a fevereiro de 1927 no estado-maior das forças que lutavam contra os rebeldes da Coluna Miguel Costa-Prestes nos estados do Paraná e de Santa Catarina. Em 1929 deixou a 5ª RM e a 5ª DI.

Após a Revolução de 1930, ingressou em janeiro de 1931 no Estado-Maior do Exército (EME), no Rio de Janeiro, sendo promovido a major em dezembro desse ano. Permaneceu no EME até janeiro de 1932, quando retornou à 5ª RM e à 5ª DI. De março a outubro do mesmo ano serviu no 5º Grupo de Artilharia de Montanha, em Curitiba, tendo atuado de outubro a dezembro seguintes junto à 2ª RM, sediada em São Paulo, como chefe da 1ª seção de seu estado-maior.

Chefe do estado-maior da 5ª RM de fevereiro de 1933 a janeiro de 1935 e de abril a junho deste último ano, voltou a servir também durante esse período na 5ª DI. Promovido a tenente-coronel em setembro de 1935, foi designado comandante do 5º Grupo de Artilharia de Dorso, também em Curitiba, exercendo essa função de outubro seguinte a setembro de 1936. De então até outubro de 1937 comandou a Escola de Educação Física do Exército, no Rio de Janeiro, exercendo de janeiro a dezembro de 1937 a função de diretor de ensino dessa instituição.

Em 1939 retornou à 5ª RM e à 5ª DI, chefiando o estado-maior dessa região militar de novembro a dezembro do mesmo ano. Sub-chefe desse estado-maior de 10 a 31 de dezembro, voltou a chefiá-lo de janeiro a julho de 1940, sendo promovido a coronel em agosto. De outubro seguinte a abril de 1941 serviu no 4º RAM, em Itu (SP), exercendo a função de comandante da Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo de abril a julho de 1943. De setembro a dezembro desse ano atuou junto à 2ª RM e à 2ª DI, também em São Paulo, servindo de dezembro de 1943 a julho do ano seguinte no quartel-general de Cruz Alta (RS). Nessa cidade exerceu o comando da Artilharia Divisionária-3 no mesmo período, e o da guarnição local de janeiro a junho de 1944.

Transferido para o EME em agosto seguinte, aí serviu até maio de 1945, um mês depois de ter sido promovido a general-de-brigada. De agosto de 1945 a janeiro de 1946 atuou junto ao quartel-general do Destacamento de Natal, cujo comando exerceu de setembro a dezembro de 1945. De janeiro de 1946 a dezembro de 1948 serviu na 1ª RM e na 1ª DI, com sede no Rio de Janeiro, tendo sido durante esse período comandante da Artilharia Divisionária daquela região militar. Promovido a general-de-divisão em fevereiro de 1949, de março desse ano a julho de 1951 comandou a 3ª DI, em Santa Maria (RS), tendo exercido em diversas ocasiões, entre julho de 1949 e julho de 1951, o comando da 3ª RM, em Porto Alegre.

Em março de 1952 ingressou como estagiário na Escola Superior de Guerra (ESG), da qual saiu em dezembro do mesmo ano, tendo servido ainda na Diretoria Geral de Material Bélico de setembro de 1952 a dezembro de 1954. De fevereiro de 1953 a agosto do ano seguinte, foi chefe da Diretoria Geral de Material Bélico, servindo, em seguida, de setembro a dezembro de 1954, no Departamento Geral de Administração. Neste último mês, quando servia no quartel-general de Ajudância Geral de Porto Alegre, assumiu o comando da Zona Militar Sul, atual III Exército, em substituição ao general Anor Teixeira dos Santos. Permaneceu nesse posto até junho de 1955, quando foi promovido a general-de-exército, e passou o cargo ao general Edgar do Amaral. Desse mês a janeiro do ano seguinte, foi chefe do Departamento Geral de Administração do Exército.

Em janeiro de 1956 assumiu a chefia do EME em substituição ao general Anor Teixeira dos Santos, ocupando esse cargo até outubro seguinte, quando foi substituído pelo general João Valdetaro de Amorim e Melo. Exerceu também a chefia do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), em substituição ao general Anor Teixeira dos Santos, de outubro de 1956 a janeiro de 1958, quando foi substituído pelo general Edgar do Amaral. Nesse ínterim foi designado, em março de 1957, membro da comissão que estudaria as providências para as negociações entre os governos do Brasil e da Bolívia relativas ao tratado “sobre a saída e aproveitamento do petróleo boliviano” firmado no Rio de Janeiro por esses dois países em 1938.

Faleceu no dia 17 de maio de 1958.

Foi promovido post mortem a marechal por decreto de 11 de junho de 1958.

 

 

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. ESTADO-MAIOR DAS FORÇAS ARMADAS; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; MIN. GUERRA. Almanaque.

 

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