MERSS, Carlito

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Nome: MERSS, Carlito
Nome Completo: MERSS, Carlito

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MERSS, CARLITO

MERSS, Carlito

* dep. fed. SC 1999-2003; 2003-2007; 2007-2008.

 

 Carlito Merss nasceu em Porto União (SC) no dia 16 de setembro de 1955, filho de Almiro Merss e de Regina Merss.

Mudou-se na adolescência com a família para Joinville (SC).  Em 1979, formou-se em economia na Universidade da Região de Joinville (Univille). Foi funcionário das Indústrias Colin e professor no Colégio Estadual Celso Ramos, de 1982 a 1995, e no Centro Interescolar de Segundo Grau, de 1983 a 1995.

Iniciou a carreira política em 1983 ao se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi membro do diretório estadual em Santa Catarina e presidente da executiva municipal do partido em Joinville de 1989 a 1991. Participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Regional Norte, em Joinville, ocupando a vice-presidência de 1991 a 1992. Na eleição de novembro de 1988, disputou a prefeitura de Joinville na legenda do PT, mas não foi eleito. Dois anos depois, tornou-se professor da Univille, onde permaneceu até 1994. Em 1992, concluiu a pós-graduação em economia do trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na eleição municipal de outubro de 1992, elegeu-se vereador de Joinville na legenda petista. Em outubro de 1994, foi eleito deputado estadual. Empossado em fevereiro de 1995, presidiu na Assembléia Legislativa a Comissão de Direitos Humanos e de Defesa do Consumidor. No ano seguinte disputou mais uma vez sem sucesso o cargo de prefeito de Joinville, e de 1996 a 1997 pertenceu à executiva estadual do PT.

Em outubro de 1998, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina na legenda do PT. Em janeiro seguinte concluiu o mandato de deputado estadual, e em fevereiro assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados. Em outubro de 2000, candidatou-se pela terceira vez à prefeitura de Joinville na legenda do PT, porém não foi eleito. 

Reelegeu-se deputado federal em 2002 com a maior votação do estado. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 2003 e integrou a bancada de sustentação do governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-). Nas votações das propostas de reformas encaminhadas pelo governo federal, votou a favor da reforma da previdência e da reforma tributária. Vice-líder do partido de 2003 a 2004, no pleito de outubro desse último ano concorreu mais uma vez sem êxito à prefeitura de Joinville. Em 2005 foi o relator geral do orçamento para 2006, e em maio de 2006 retomou a posição de vice-líder do PT. Reeleito em outubro de 2006, foi empossado em fevereiro de 2007.

Ao longo das duas legislaturas foi terceiro-vice-presidente da Comissão de Finanças e Tributação e participou da Comissão Permanente de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Apresentou ainda projeto para a regulamentação do Estatuto da Microempresa e do Estatuto do Idoso, e da lei que obrigou fabricantes de cigarro a ressarcirem o SUS das despesas causadas pelo consumo do tabaco. Foi ainda relator da Medida Provisória n° 232, que reajustou a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, e presidiu a subcomissão especial que analisou a proposta de criação do Simples Federal e o processo de reestruturação orçamentária. Apresentou também o projeto de lei que permitiu a dedução no IRPF do gasto com emprego doméstico.

No pleito de outubro de 2008, foi eleito no segundo turno prefeito de Joinville na legenda petista, com mais de 170 mil votos. Renunciou ao mandato de deputado federal em 31 de dezembro de 2008 e no dia 1° de janeiro tomou posse como prefeito. 

Em 2012, lançou candidatura à reeleição para a prefeitura de Joinville, mas em Agosto de 2012, teve o registro cassado pela Justiça Eleitoral.  A impugnação se deu com base nos gastos com publicidade da prefeitura no primeiro semestre de 2012, que teriam extrapolado o valor médio gasto com publicidade institucional nos últimos três anos, estando em desacordo com a lei eleitoral. Com isso, não concorreu em 2012, e deixou a prefeitura ao fim do mandato, em Dezembro de 2012.

No ano seguinte, porém, o Tribunal Superior Eleitoral acatou recurso do deputado e anulou as penas a ele impostas e também sua inelegibilidade, tendo argumentado que as despesas médias com publicidade que geraram a punição não eram referentes a períodos proporcionais.

Em Dezembro de 2013, porém, o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC) enviou parecer ao Ministério Publico Estadual (MPE) recomendando abertura de processo, após rejeitar, por unanimidade, as contas do último ano de mandato de Carlito Merss. De acordo com seu sucessor no cargo, Udo Döhler, do PMDB, quando foi empossado as contas da prefeitura eram deficitárias, o que estaria em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Casou-se com Marinete Merss.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1999-2003, 2003-2007, 2007-2011); O Globo (26/10/2008); Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em 14/02/2014; Portal Jornal do Brasil. Disponível em: <http://www.jb.com.br/>. Acesso em 19/09/2009; Portal pessoal de Carlito Merss. Disponível em: <http://www.carlito.com.br/>. Acesso em 19/09/2009; Portal da Prefeitura Municipal de Joinville. Disponível em: <http://www.joinville.sc.gov.br/>. Acesso em 19/09/2009; Portal do TCE-SC. Disponível em: <http://www.tce.sc.gov.br/web>. Acesso em 17/02/2014; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 14/02/2014.

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