MILITÃO, José

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Nome: MILITÃO, José
Nome Completo: MILITÃO, José

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MILITÃO, José

MILITÃO, José

* dep. fed. MG 1999-

 

                José Militão Costa nasceu no dia 13 de maio de 1942 em Ibiraci (MG), filho de Joubert Costa e Ida Beltrami Costa.

Em 1963, começou sua carreira como agente fiscal de tributos estaduais. Sete anos depois, em 1970, passou a exercer sua atividade na Secretaria da Fazenda de Minas Gerais, subindo para a posição de delegado fiscal, primeiro em Itajubá (MG), onde atuou até 1972, quando se mudou para Uberlândia (MG) e aí passou a trabalhar. Logo que se mudou para Uberlândia, assumiu o cargo de superintendente regional da Secretaria da Fazenda de Minas Gerais, cargo que ocupou até 1975. Ingressou em 1973 no curso de direito da Faculdade de Direito de Varginha, onde se formou no ano de 1979. Permaneceu como delegado fiscal na Secretaria da Fazenda até 1983. Entre 1981 e 1983, foi presidente da Associação dos Funcionários Fiscais de Minas Gerais (Affemg).

Em 1985, filiou-se no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), mas já em 1986 transferiu-se para o Partido da Frente Liberal (PFL). De 1983 a 1987 foi também presidente da Federação das Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Fafite), hoje Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco). Elegeu-se em 1988 como deputado estadual (constituinte) por Minas Gerais na legenda do PFL. Permaneceu no partido até esse ano, quando saiu para fundar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). De 1989 a 1990, voltou ao cargo de presidente da Affemg.

Em 1990, elegeu-se novamente deputado estadual por Minas Gerais, agora na legenda do PSDB. De 1991 a 1992, foi membro da executiva estadual do PSDB, mesmo período em que foi líder do partido na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Nova reeleição para deputado estadual por Minas Gerais ocorreu em 1994, novamente pelo PSDB. No ano de 1995, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Assuntos Municipais de Minas Gerais, retornando à Assembleia legislativa em 1996.

Em 1997, durante a discussão a respeito das eleições majoritárias que ocorreriam no ano seguinte, Militão e os demais integrantes do diretório estadual do PSDB se colocaram contra as tratativas em torno do apoio do PSDB ao nome de Itamar Franco para a eleição a governador de Minas Gerais. Ao final, o PSDB disputou a eleição com Eduardo Azeredo, que foi derrotado por Itamar Franco, candidato do PMDB.

                Nesse mesmo pleito de 1998, Militão foi eleito pela primeira vez deputado federal por Minas Gerais na legenda do PSDB, com 62.975 votos. Assumiu o mandato em fevereiro de 1999. Em 2001, visando às eleições do ano seguinte, mudou-se para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Concorreu às eleições de 2002 e foi eleito novamente deputado federal por Minas Gerais na legenda do PTB, com 58.954. Em fevereiro de 2003 foi empossado e assumiu a vice-liderança do PTB, posição a partir da qual passou a negociar com o governo recém-eleito de Luís Inácio Lula da Silva.

Em 2005/2006, foi citado durante a CPI dos Correios, que investigava principalmente a participação de Marcos Valério no esquema de distribuição de dinheiro a deputados e seus assessores. As idas de Cefas de Oliveira Souza, então assessor de Militão, a uma agência do Banco Rural entre o final de 2002 e o início de 2003 para o saque de elevados valores chamaram a atenção dos membros da CPI. Militão foi acusado ainda de receber quantias de dinheiro durante a campanha de 1998 pela reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais. Seu nome foi incluído no relatório final da CPI, pedindo seu indiciamento.

                Ainda no primeiro semestre de 2006, Militão foi envolvido em novo escândalo, que ficou conhecido como “Máfia dos Sanguessugas”, um esquema de apresentação de emendas parlamentares para a compra de ambulâncias em diversos municípios brasileiros. Negou seu envolvimento, e afirmou que o caso da ambulância comprada a partir de uma emenda sua foi feita com toda a lisura.

                Ainda em 2006, em outubro, concorreu novamente à vaga de deputado federal, mas não foi eleito. Obteve uma suplência.

 

Manoel Dourado Bastos

 

Fontes: CÂM. DEP. Deputados Brasileiros (Repertório 1999-2003, 2003-2007 e 2007-2011), TSE Resultado das eleições (1998, 2002, 2006), portal Fenafisco Ex-presidentes (acessado em 01/10/2009), Folha de S. Paulo (30/09/2001, 26/02/2003, 28/03, 31/03, 05/04, 15/04, 06/05, 19/07 e 11/08/2006).

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