MILTON STEINBRUCH LOMACINSKY

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Nome: STEINBRUCH, Milton
Nome Completo: MILTON STEINBRUCH LOMACINSKY

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
STEINBRUCH, Mílton [PRONTO]

STEINBRUCH, Mílton

*dep. fed. RJ 1975-1979.

 

Mílton Steinbruch Lomacinsky nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 6 de maio de 1942, filho de Marcos Lomacinsky e de Amália Steinbruch Lomacinsky, ambos de origem judaica.  Seu tio, Aarão Steinbruch, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro de 1959 a 1963, senador de 1963 a 1969 e vereador na capital do  estado, de 1988 a 1992.

Mílton Steinbruch estudou no Colégio Anglo-Americano, no Rio, e em 1963 fez especialização em língua inglesa no Mississipi Southem College, em Hattiesburg, Mississipi, nos Estados Unidos.  De volta ao Brasil, trabalhou como repórter na revista Fatos e Fotos, em 1964, sendo promovido a assistente de diretor no ano seguinte, e depois a chefe de reportagem.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Guanabara em 1966 e fez ainda o curso de mercado de capitais.

Iniciou sua carreira política no pleito de novembro de 1974, quando elegeu-se deputado federal pelo novo estado do Rio, que resultaria da fusão da Guanabara com o antigo estado do Rio de Janeiro, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.  Assumiu sua cadeira em fevereiro de 1975 e, durante seu mandato, apresentou na Câmara projetos ampliando os benefícios dos trabalhadores e favorecendo os empreiteiros de obras públicas.  Em seus discursos elogiou o 13° salário, criticou a administração da cidade do Rio de Janeiro e homenageou Francisco Negrão de Lima, governador da Guanabara de 1965 a 1971.  Condenou ainda a aplicação do Ato Institucional n°. 5 e protestou contra a censura à imprensa e o voto brasileiro, na Organização das Nações Unidas, sendo favorável à classificação do sionismo como forma de racismo.

Membro das comissões de Finanças e de Agricultura, Ciência e Tecnologia, foi relator de 15 projetos de lei.  Atuou ainda como suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural.  No pleito de novembro de 1978 tentou se reeleger, mas obteve apenas uma suplência, deixando a Câmara em janeiro do ano seguinte.

Após o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), legenda que sucedeu ao MDB. Em 1980, assumiu o cargo de assessor da presidência do Banco do Estado de São Paulo, função que exerceria por cinco anos. Deixou o PMDB em 1982, transferindo-se para o Partido Liberal (PL).

Eleito secretário-geral do PL em 1986, no pleito de novembro desse ano candidatou-se a deputado federal constituinte pelo Rio de Janeiro. Obtendo novamente apenas uma suplência, ainda em 1986 assumiu o cargo de assessor de João Dória Júnior, na presidência da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), tornando-se delegado da companhia em Brasília, no ano de 1988. Durante sua passagem pela Embratur desempenhou ainda as funções de diretor de operações e de diretor de planejamento, sendo nomeado presidente da empresa em 1989.

Nas eleições de outubro de 1990, candidatou-se mais uma vez a deputado federal pelo PL, mas também não conseguiu se eleger. Dois anos depois, foi nomeado delegado regional do Trabalho do Rio de Janeiro. Tornando-se membro da Academia Teresopolitana de Letras em junho de 1995, no mês seguinte passou a exercer o cargo de delegado regional da Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho. Em setembro de 1998, nomeado pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, assumiu o cargo de juiz classista no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro.

 Solteiro, Mílton Steinbruch não teve filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM.  DEP. Deputados brasileiros.  Repertório (1975-1979 e 1979-1983); CURRÍC. BIOG.; Globo (24/2/86); INF. BIOG.; NÉRI, S. 16.

 

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