Miriam Aparecida Belchior

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Nome: BELCHIOR, Miriam
Nome Completo: Miriam Aparecida Belchior

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BELCHIOR, Miriam

* min. Planejamento, 2011-2015.

Miriam Aparecida Belchior nasceu em 05 de fevereiro de 1958, em Santo André (SP).

       Graduada em engenharia de alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), posteriormente obteve o título de Mestre em Administração Pública e Governo, em São Paulo, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao defender a dissertação  intitulada A Aplicação do Planejamento Estratégico Situacional em Governos Locais: Possibilidades e Limites – os casos de Santo André e São José dos Campos.

      Ingressou na vida pública no ano de 1997, quando assumiu, em sua cidade natal, a Secretaria Municipal de Administração e Modernização Administrativa e, posteriormente, a Secretaria Municipal de Inclusão Social e Habitação.  Trabalhou nessas pastas até o ano de 2002. Durante sua gestão, foi coordenadora do Programa de Modernização Administrativa, selecionado como uma das 100 melhores práticas públicas do mundo pela ONU, no ano 2000.

Paralelamente às atividades administrativas, trabalhou no ramo educacional: em 1999, ingressou no quadro docente da Universidade de São Marcos, em São Paulo, onde deu aulas por três anos. Em 2001 passou a dar aulas também na Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento de Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), ligada à Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. Nessa instituição permaneceu sete anos.

Transferiu-se do estado paulista para a capital federal, quando tornou-se membro da equipe de governo do ex-presidente Luis Inacio Lula da Silva. Em janeiro de 2003, no decorrer do primeiro mandato de Lula, tornou-se assessora especial do Presidente da República, exercendo essa função até junho de 2004, quando assumiu a Subchefia de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República. Nessa ocasião, Belchior passou a ser responsável por articular a ação de governo e monitorar os projetos estratégicos criados por Lula, ocupando a Secretaria Executiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), empreendimento-chave da gestão petista na Presidência da República, criado em 2007 com o objetivo de promover obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país.

Em abril de 2010 tornou-se coordenadora do PAC. Enquanto esteve à frente desse empreendimento, geriu programas símbolo do governo Lula, como o “Minha Casa, Minha Vida” – criado para construir moradias para as famílias de baixa renda – e o “Luz para Todos” – criado para promover o acesso de famílias residentes em áreas rurais à energia elétrica, de forma gratuita – cujos resultados, entre as demais ações integrantes do PAC, garantiram ao presidente imensa popularidade e expressivos índices de aprovação.

      Nas eleições gerais de outubro de 2010, a petista Dilma Rousseff, apontada pelo por Lula como sua sucessora, venceu o segundo turno das eleições e elegeu-se a primeira mulher presidente da República  do Brasil após ter derrotado José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). No mês seguinte, enquanto Dilma montava sua equipe de governo,  o nome de Miriam Belchior foi anunciado para a pasta do Planejamento, Orçamento e Gestão, da qual tomou posse em janeiro de 2011.

      Em seu primeiro discurso como ministra, anunciou que continuaria responsável pelo PAC que, em sua segunda fase, seria transferido da Casa Civil para o Planejamento.  Ao citar a ampliação de investimentos públicos na gestão de programas sociais, Belchior enfatizou a necessidade de controle fiscal sem que faltasse recursos para a melhoria de qualidade da máquina pública. Entre os compromissos de sua gestão, apontou ainda que empreenderia ações de valorização do funcionalismo público, além de iniciativas que pudessem colaborar com os esforços da presidente Dilma para a erradicação da miséria.

         Em um contexto de crise econômica mundial, cujos reflexos alteraram as condições sócio-econômicas no Brasil, durante uma audiência no Congresso Nacional, em meados de 2013, a ministra apontou indicadores de fortalecimento econômico, apresentando aumento da produção industrial e previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Para os parlamentares e a imprensa presente, afirmou ainda que o rendimento real do trabalhador estaria em crescimento, em consequência da política aprovada pelo Congresso Nacional com vistas à valorização do salário mínimo, além do esforço do governo pelo controle da inflação. No início de 2014, entretanto, foram anunciados cortes no orçamento nacional que somaram o valor de R$ 44 bilhões, atingindo diferentes áreas, inclusive  o PAC, que sofreu corte de R$ 7 bilhões.

Nas eleições gerais de outubro de 2014, Dilma Rousseff reelegeu-se presidente da República, derrotando o tucano Aécio Neves, no segundo turno. Durante a transição do primeiro para o segundo mandato, foram realizados ajustes na equipe econômica e anunciadas substituições nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento.

          Durante o mês de dezembro de 2014, ao final da gestão de Belchior, foram divulgados números referentes à segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento. De acordo com o portal de notícias G1, entre os anos de 2011 e 2014, o investimento total no PAC 2 chegou a R$ 1, 06 trilhão. Pautando-se no 11º balanço do programa, o portal apresentou os principais resultados obtidos desses investimentos, que consistiram, entre outros, nos seguintes aspectos: melhorias de 5.188 quilômetros de rodovias e conclusão de 1.088 quilômetros de ferrovias; 37 aeroportos reformados; operação de novas usinas, que agregaram ao sistema elétrico brasileiro 15,908 megawatts (MW) de energia nova; conclusão de 53 linhas de transmissão, que passaram a levar a energia gerada pelas usinas até os consumidores, num total de 19.862 quilômetros; e entrega de 1,87 milhão de moradias, beneficiando sete milhões de pessoas.

Em janeiro de 2015, Miriam Belchior transmitiu a pasta do Planejamento a Nelson Barbosa. Em fevereiro, após nomeação da presidente Dilma, assumiu a presidência da Caixa Econômica Federal (CEF). Em seu discurso de posse, afirmou que trabalharia pelo crescimento do banco, com vistas ao aprimoramento do desempenho e da qualidade dos serviços oferecidos, conjugando investimentos necessários para aumentar a competitividade com redução das desigualdades sociais.

Em março do ano seguinte, Belchior anunciou que a CEF teria registrado lucro líquido de R$ 7,2 bilhões em 2015, superando em 0,9% o obtido no ano anterior.  Na mesma oportunidade, a gestora também afirmou que o banco,  considerado o principal fornecedor de crédito habitacional do Brasil, aumentaria a cota de financiamento de imóveis usados de 50% para 70% do valor do imóvel, e retomaria a prática de financiar um segundo imóvel.

Miriam Belchior presidiu a Caixa Econômica até maio de 2016, tendo sido substituída por Joaquim Lima de Oliveira, vice-presidente de Tecnologia da Informação do banco. Tal substituição se deu em decorrência da aprovação, pelo Senado, do pedido de abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, acusada de crime de irresponsabilidade fiscal, afastando a presidente, a princípio, por 180 dias, tempo em que o vice Michel Temer tornou-se presidente da República interino. No dia 31 de agosto de 2016, o Senado Federal aprovou, por 61 votos a favor e 20 contra, o impeachment de Dilma Rousseff e a consequente efetivação de Michel Temer como presidente da República.

No decorrer de sua trajetória profissional, Miriam Belchior também atuou como membro do Conselho de Administração da Petrobrás. 

Foi casada com Celso Daniel, prefeito petista de Santo André (SP), assassinado em 2002.  Posteriormente casou-se com o economista Antônio Dória. Teve um filho.


FONTES: Portal Estadão. Disponível em: <http://estadao.com.br> Acesso em 01/03/2017; Portal G1. Disponível em: < http://g1.globo.com/>. Acesso em 22/01/2017; Portal do jornal Extra. Disponível em: < http://extra.globo.com> Acesso em 01/03/2017; Portal do jornal O Globo. Disponível em: < http://oglobo.globo.com> Acesso em 01/03/2017;  Portal do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Disponível em: < http://www.planejamento.gov.br.>. Acesso em 01/03/2017; Portal da Revista Marie Claire. Disponível em: < http://revistamarieclaire.globo.com> Acesso em 01/03/2017;  Portal UOL – Eleições. Disponível em: <https://eleicoes.uol.com.br> Acesso em 01/03/2017.

 

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