MOREIRA, BENEDITO FONSECA

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Nome: MOREIRA, Benedito Fonseca
Nome Completo: MOREIRA, BENEDITO FONSECA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOREIRA, BENEDITO FONSECA

MOREIRA, Benedito Fonseca

*pres. Petrobras 1992.

Benedito Fonseca Moreira nasceu em Resende (RJ) no dia 27 de abril de 1930, filho de Oscar Francisco Moreira e Helena Madalena da Fonseca.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro, estudou no Colégio Lafayette, onde fez os cursos secundário e científico, tendo concluído o último em 1947. Neste ano, iniciou curso no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), tornando-se segundo-tenente da reserva em 1949.

Nesse mesmo ano ingressou na Faculdade Nacional de Ciências Econômicas da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Paralelamente a seus estudos, entre 1948 e 1950, desenvolveu atividades no comércio e foi assessor da Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, tornou-se assessor-estagiário na Comissão Nacional de Fiscalização e Preços (Cofap), de 1951 a 1952, e assistente administrativo da divisão de orçamento da União, do Departamento  Administrativo do Serviço Público (DASP), de 1952 a 1953. Diplomando-se economista em 1953, ingressou no ano seguinte no Ministério das Relações Exteriores, onde permaneceu até 1963. Nesse período, lecionou política financeira na Faculdade Nacional de Ciências Econômicas.

Entre 1964 e 1966, foi secretário do comércio e secretário-geral da Comissão de Comércio Exterior, do Ministério da Indústria e do Comércio, membro das comissões de Financiamento da Produção, de Seguro de Crédito à Exportação e do Instituto de Açúcar e do Álcool, tendo ainda integrado o Conselho Fiscal da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o Conselho de Política Aduaneira. Em 1967, tornou-se diretor da Fábrica Nacional de Motores (FNM).

De 1968 a 1983, ocupou o cargo de diretor da Carteira de Comércio Exterior (Cacex) e do Conselho Diretor do Banco do Brasil, além de ter sido membro do Conselho Nacional do Comércio Exterior (Concex) e seu secretário-geral, e vice-presidente da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Entre 1979 e 1983 foi membro do Conselho Monetário Nacional e, entre 1980 e 1981, presidente da Fundação José Bonifácio, da UFRJ. Posteriormente, pronunciou conferências e prestou consultoria à Escola Superior de Guerra (ESG) e à Escola de Guerra Naval.

A partir de março de 1983, passou a atuar no setor privado, assumindo a direção de várias empresas, como a Citrosuco Paulista S.A. (1983-1987), e outras do ramo, além de participar como membro do Conselho de Política Industrial, Comercial e Agrícola do Estado de São Paulo (Coinco), do conselho Diretor da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) e do conselho  de Administração da Artex, entre outros. Ainda neste período, entre 1983 e 1990, continuou atuando no Concex.

Entre 1991 e 1992, foi diretor-presidente da Braswey Trading S.A. diretor-geral da Consultoria, Participação e Comércio Ltda. (Copar) e da Paiol Agro Pecuária Ltda.; presidente do Conselho de Administração do Banco Interpacífico S.A. e da Funcex, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (Aeb) e da Associação Brasileira de Alimentos (Abia). Participou também de conselhos de administração de várias empresas, entre as quais a Petropar S.A., Olvebra S.A. e Perdigão S.A. Comércio e Indústria.

Em maio de 1992, foi convidado a ocupar a presidência da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), substituindo Ernesto Teixeira Weber. Quinto presidente da estatal durante o governo Collor, reconheceu, ao assumir o cargo, que a empresa passava por uma crise financeira, promovendo corte nas áreas de investimento, bolsas de estudo, verbas de publicidade e atraso nos salários, dos funcionários. Em agosto, com três meses de administração, negou a existência de crise na Petrobras, argumentando que esta passava por um problema conjuntural causado pela política de preços do governo. Sugeriu como saída para esta situação o estabelecimento de uma política de preços estável de longo prazo, dando condições à estatal para planejar seus investimentos que se encontravam reduzidos a níveis de 1976. Esta visão lhe teria custado muitas críticas nos meios governamentais.

Durante sua administração, deu início à implantação de um sistema de distribuição de gás canalizado em sociedade com governos estaduais, sendo os estados do Ceará e Pernambuco os primeiros a passarem pela experiência. Em agosto viajou à Argentina visando fechar contrato para exploração de gás naquele país, pela subsidiária Petrobras Internacional (Braspetro).

Desligando-se da Petrobras em novembro de 1992, foi substituído por Joel Mendes Rennó na presidência. No mês de julho do ano seguinte, seu nome foi encontrado na agenda do argentino Jorge la Salvia, envolvido no esquema do empresário Paulo César Farias (o PC) na época do governo Fernando Collor. Declarando desconhecer o argentino detido, afirmou que, das pessoas ligadas a PC, tivera contato apenas com Wagner Canhedo, presidente da VASP, quando ocupava a presidência da estatal. Mesmo assim, afirmou não ter tido contato direto, encaminhando-o à BR Distribuidora para tratar da questão de fornecimento de combustíveis à VASP.

Em 1993, assumiu a presidência do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), com sede em São Paulo, aí permanecendo até 1994. Nesse ano, passou a dedicar-se à agropecuária, através da Paiol Agropecuária Ltda., empresa localizada em Bom Jardim (RJ) e constituiu uma empresa de consultoria especializada em comércio exterior. Membro do conselho superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do conselho consultivo da Fundação Centro de Estudos Comércio Exterior (Funcex), em julho de 1999 tornou-se presidente da AEB.

Casou-se com Vanda da Silva Caldas Moreira, com quem teve um filho.

Verônica Veloso

 

FONTES: CURRIC. BIOG; Estado de S. Paulo (3 e 20/8/92, 3/7 e 24/11/93); INF. BIOG.

 

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