MOREIRA, EDUARDO

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Nome: MOREIRA, Eduardo
Nome Completo: MOREIRA, EDUARDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOREIRA, EDUARDO

MOREIRA, Eduardo Pinho

*dep. fed. SC 1987-1992; const. 1987-1988; gov. SC 2006.

 

Eduardo Pinho Moreira nasceu em Laguna (SC) no dia 11 de julho de 1949, filho de Hindemburg Moreira e de Maria Adelaide Pinho Moreira.

Formado em medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) em 1972, trabalhou no Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social de Criciúma (SC) a partir de 1975, especializando-se em medicina do trabalho e em cardiologia.

Estreou na política em novembro de 1986, elegendo-se deputado federal constituinte na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Empossado em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), foi titular da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social; e suplente da Subcomissão de Educação, Cultura e Esportes, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação.

Nas principais discussões travadas na Constituinte, foi favorável à pena de morte, ao mandado de segurança coletivo, à jornada semanal de 40 horas, ao turno ininterrupto de seis horas, ao aviso prévio proporcional, à unicidade sindical, ao voto aos 16 anos, ao presidencialismo, à nacionalização do subsolo, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e à anistia aos micro e pequenos empresários. Manifestou-se contra a estabilidade no emprego, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a limitação do direito de propriedade privada, o limite de 12% ao ano para os juros reais, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação da propriedade produtiva e a legalização do jogo do bicho.

Com a promulgação da nova Carta Constitucional em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários. Em novembro de 1988, disputou a eleição para prefeito de Criciúma, mas foi derrotado por Altair Guidi, do Partido Democrático Social (PDS). Na Câmara, integrou a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social (1989-1990), a Comissão de Minas e Energia (1990), a CPI sobre a aplicação dos recursos para a educação provenientes da emenda Calmon (1988-1989) e a CPI mista (Câmara e Senado) sobre a crise financeira e irregularidades administrativas na Petrobras (1989-1990).

Em outubro de 1990 reelegeu-se deputado federal ainda no PMDB, iniciando seu segundo mandato em fevereiro de 1991. Na sessão da Câmara dos Deputados do dia 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor, acusado de crime de responsabilidade por ligações com o esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Em outubro de 1992, Eduardo Moreira voltou a disputar a prefeitura de Criciúma, dessa vez com êxito. Tomou posse em janeiro de 1993, deixando a Câmara dos Deputados. Sua vaga foi ocupada por Valdir Colatto. Ficou na prefeitura até o final do mandato, em 31 de dezembro de 1996.

Em 20 de janeiro de 1997, foi nomeado secretário da Casa Civil do governo de Santa Catarina, na gestão de Paulo Afonso Vieira (1995-1999). Permaneceu no cargo até 14 de agosto seguinte, quando assumiu a presidência das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), subsidiária das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), cargo que exerceu até 22 de dezembro de 1997.

No pleito de outubro de 2002, integrou na condição de vice a chapa encabeçada por Luís Henrique da Silveira ao governo de Santa Catarina. Vitoriosa a candidatura, tomou posse como vice-governador de Santa Catarina no dia 1° de janeiro de 2003. Em abril de 2006, foi empossado à frente do governo do estado com a renúncia de Luís Henrique da Silveira que deixou a função para se dedicar exclusivamente à sua campanha à reeleição. Eduardo Pinho Moreira deixou o governo de Santa Catarina em 31 de dezembro de 2006, tendo transmitido o cargo novamente para Luís Henrique da Silveira que foi reeleito.

Ainda em janeiro de 2007 mais uma vez assumiu a presidência da Celesc Holding. Deixou esses cargos em julho de 2009 a fim de dedicar-se às atividades de presidente do PMDB de Santa Catarina.

Casou-se com Ivane Rita Fretta Moreira, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; INF. BIOG.; Perfil parlamentar/IstoÉ.

http://www.radiochapeco.com.br/?action=mostraNoticiaSF&ID=1007 acesso 31/10/09

http://www.an.com.br/2007/jan/17/0pot.jsp acesso 31/10/09

http://www.adjorisc.com.br/jornais/correiodocontestado/noticias/index.phtml?id_conteudo=209060 acesso 31/10/09

http://www.floripanews.com.br/ver_not.php?id=52717&ed=ENTREVISTAS&cat=Not%EDcias acesso 31/10/09

http://www.pagina3.com.br/geral/2009/jul/7/3 acesso 31/10/09

 

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