MUNHOZ, BARROS

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Nome: MUNHOZ, Barros
Nome Completo: MUNHOZ, BARROS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MUNHOZ, BARROS

MUNHOZ, Barros

*min. Agric. 1993.

 

José Antônio Barros Munhoz nasceu em São Paulo no dia 26 de outubro de 1944, filho de Caetano Munhoz e de Vilma Toledo Barros Munhoz. Seu pai foi político e administrou a cidade de Itapira (SP) na década de 1950.

Líder estudantil na juventude, foi diretor do centro acadêmico 11 de Agosto da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), instituição pela qual se formou em 1967.

Atuando principalmente na área trabalhista, foi presidente das Cooperativas de Crédito e de Consumo dos Empregados da Bombril, empresa na qual trabalhou entre 1964 e 1969. Foi também superintendente da Scheliga Gráfica e Editora durante quatro anos, emprego que abandonou para se candidatar à prefeitura de Itapira, cidade onde foi criado, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Eleito, governou o município de 1977 a 1983. Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a conseqüente consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS).

Chefe do escritório da Petrobras em São Paulo entre junho de 1985 e agosto de 1986, ainda em 1985, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em cuja legenda elegeu-se deputado à Assembléia Assembleia Legislativa, em novembro de 1986. Empossado em fevereiro do ano seguinte, liderou a bancada do partido por quase dois anos e, em 1989, foi escolhido para presidir a Comissão de Sistematização da Constituinte estadual. Votada a Constituição, reassumiu o cargo de líder do PTB, em 1990, ano em que se elegeu novamente deputado estadual.

Em março de 1991, a convite do governador Luís Antônio Fleury Filho, assumiu a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e, em dezembro, a coordenação do Fórum Nacional de Secretários de Agricultura e Reforma Agrária, função que exerceu até junho de 1993.

Deixou a secretaria com a denúncia de contratações, sem concurso público, de um grande número de funcionários, distribuídos em diversos institutos do estado. Essas contratações teriam sido realizadas por meio do Banespa Serviços Técnicos (Baneser), órgão responsável pelo recrutamento de mão-de-obra sem concurso.

A convite do presidente Itamar Franco (1992-1994), Munhoz assumiu, em junho de 1993, a pasta do Ministério da Agricultura, no lugar de Nuri Andraus, que se mantivera no cargo por apenas dez dias. A principal proposta defendida pelo novo ministro foi substituir, gradativamente, o sistema vigente de crédito rural, que considerava falido e inadequado, pelo Fundo de Equivalência da Agropecuária (Fundagro). Pelo projeto, quando o agricultor fizesse um empréstimo, sua dívida seria calculada com base no valor de mercado do produto e não pelos índices oficiais. Se, por ocasião do vencimento do empréstimo, a quantidade produzida não cobrisse o valor da dívida, o Fundagro subsidiaria a diferença.

Prestigiado por deputados integrantes da bancada ruralista, defendeu, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, a concessão de subsídio à agricultura e o aumento das alíquotas de importação do trigo e do algodão. Sua opinião era que sem subsídios a agricultura brasileira não poderia competir com os outros países onde essa atividade econômica era altamente subsidiada. A posição do ministro contrariava a do governo, que defendia o fim dos subsídios na Rodada Uruguai do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT)), como também diferia da política de abertura de mercado, que previa a redução gradual de alíquotas.

Defendia ainda a melhoria do crédito rural, a redução dos tributos do setor, a consolidação de uma política de garantia de preço mínimo, o aperfeiçoamento do seguro rural e o apoio à pesquisa agropecuária.

Em 1º de setembro de 1993, Munhoz deixou o Ministério da Agricultura, sendo substituído por José Eduardo de Andrade Vieira.

No pleito de outubro de 1994, candidatou-se ao governo do estado de São Paulo na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Derrotado, filiou-se em dezembro ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Elegeu-se novamente prefeito de Itapira pela agremiação pedetista, no pleito de outubro de 1996, assumindo o cargo em 1º de janeiro de 1997. No pleito seguinte, foi eleito novamente prefeito da cidade, cargo este que permaneceu até 2004. Filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e, entre os anos de 2005 e 2006, exerceu o cargo de subprefeito de Santo Amaro na gestão do prefeito José Serra.

Em 2006, com 114.009 votos, elegeu-se para seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo que, em 2009, passou a presidir. 

Casou-se pela primeira vez com Vera Lúcia Queirós Teles Sechi, com quem teve dois filhos, unindo-se mais tarde a Ana Carmen Torecilhas Munhoz, com quem teve uma filha.

 

FONTES: Folha de S. Paulo (16 e 17/6/93); Globo (16/6 e 6/7/93); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (16, 17 e 18/6/93); Portal da Assembleia Legislativa de São Paulo. Disponível em: <www.alesp.gov.br>.

 

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