NASCIMENTO, Gilberto
*dep.
fed. SP 2003-2007.
Gilberto Nascimento Silva nasceu
em São Paulo no dia 9 de julho de 1956, filho de José Nascimento Silva e de Josefa
Medeiros Lucena Silva.
Formou-se em direito no ano de 1980.
Ligado à Igreja evangélica Assembléia de Deus, Nascimento foi vereador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na cidade de
São Paulo por três mandatos consecutivos, entre 1983 e 1994.
Em dezembro de 1994, o prefeito da cidade de São Paulo, Paulo Maluf, assinou decreto que regulamentou a Lei nº 11.501 ("Lei do Silêncio"), onde estabeleceu novas multas para quem fizesse barulho acima do limite fixado pela lei. No
projeto original, igrejas e templos também deveriam estar sujeitos às novas
multas. Mas um substitutivo apresentado pelo vereador Gilberto Nascimento
excluiu os cultos religiosos da fiscalização.
Nas eleições de 1994, concorreu a uma vaga para
deputado estadual pelo estado de São Paulo, pela legenda do PMDB, obtendo êxito. No ano seguinte (1995) apresentou projeto que proibia a venda de bebidas
alcoólicas em estádios de futebol. Em 1996 o projeto foi sancionado e
transformado na Lei Estadual nº 9.470, apontado por especialistas como um dos
pilares na redução da violência entre torcidas nos estádios.
Em 1998, Gilberto Nascimento concorreu à reeleição
conseguindo mais um mandato como deputado estadual pelo PMDB de São Paulo. No
ano seguinte obteve a indicação e aprovação para ocupar a 4ª secretaria da
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Gilberto Nascimento foi um dos
apoiadores, no estado de São Paulo, da candidatura de Anthony Garotinho (PSB)
para presidente da República.
Em 2002, disputou uma vaga para deputado federal pelo
Partido Socialista Brasileiro (PSB) de São Paulo, obtendo êxito. Nesse mesmo
ano, Nascimento foi vice-presidente do Diretório Estadual do PSB de São Paulo, ficando no cargo por um ano.
Em junho de 2003, Nascimento integrou a CPI do
Banestado, que teve como objetivo apurar as responsabilidades sobre evasão de
divisas do Brasil, especificamente as destinadas a paraísos fiscais, conforme levantamento feito pela Polícia Federal na chamada "Operação Macuco", em Foz do Iguaçu.
Em 2006, foi acusado pela suposta participação no
esquema do “mensalão”, a maior crise política sofrida pelo governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005. Teria sido supostamente
beneficiado com quase R$ 2 milhões, o que não ficou comprovado.
No mesmo ano, Nascimento se candidatou a reeleição a
deputado federal pelo PMDB, obtendo uma suplência. Em 2007, Nascimento foi acusado pela Polícia Federal de ter praticado os crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva, no chamado ”esquema dos sanguessugas” – também
conhecido como máfia das ambulâncias. Nascimento negou a participação no
esquema de corrupção, sendo que nada ficou comprovado contra ele.
Orson Camargo
Fontes:
Site da Câmara dos Deputados <www.camara.gov.br> acesso em 01/11/2009.
Site da Fundação Seade/SP <www.seade.gov.br> acesso em 02/11/2009. Folha
de S. Paulo, 10/12/1994, 10/02/1999, 12/03/1999, 02/06/2000, 20/06/2000, 23/06/2000, 14/03/2001, 18/06/2001, 12/11/2002, 11/06/2003, 11/05/2006, 31/01/2007. Disponível em www.folha.uol.com.br acesso em 07/11/2009.